A importância de levar camisinha na bolsa * Mãe de Adolescente

A importância de levar camisinha na bolsa

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Apesar de muitas mães e pais serem contra por questões fundamentalistas, religiosas e conservadoras, quero falar da importância de levar camisinha na bolsa.

Ter camisinha não incentiva ninguém a transar. Não ter, sim, incentiva a serem negligentes

Em primeiro lugar, quero ressaltar que, diferente do que muitas pessoas pensam e até dizem por aí, o fato de estar preparada e ser cuidadosa não incentiva alguém a transar.

Chega até a ser estúpido, o pensamento de que só porque a pessoa tenha camisinha na bolsa ela estará prontamente mais tentada a transar do que a que não tem.

Aliás, diga-se de passagem, quando estamos tentados a transar, sabemos bem, não é o fato de não ter camisinha que nos impede – INFELIZMENTE, então é melhor ter.

Transar não é nenhum crime e por mais que tentemos, não podemos controlar quando eles decidem transar

Em segundo lugar, transar não é nenhum crime capital a ponto de ser algo que transforme quem o faz em alguém ou algo ruim, mas o fato de transar sem proteção pode, sim, dificultar e muito a vida de um/a jovem que mal começou a vida sexual.

Trocando em miúdos: essa mania de adultos acharem que podem controlar a vida sexual dos jovens, não só é uma enorme tolice – e basta lembrar de quando você era jovem e transou quando bem quis e não quando seus pais finalmente decidiram que era hora, até porque se dependesse disso, você estaria virgem até hoje – como também acaba por condenar muitos jovens a consequências irreversíveis que não precisariam lidar se apenas e simplesmente os pais os instruíssem melhor e os preparassem de verdade para a hora H, dando-lhes e ensinando-lhes a usar camisinha.

Quantas gravidezes e DSTs não poderiam ter sido evitadas se nos posicionássemos diferente diante da sexualidade dos nossos filhos?

Tantas gravidezes indesejadas e tantas DSTs poderiam ser evitadas se tantos e tantos pais apenas aceitassem que não somos nós quem determinamos as horas certas dos filhos, mas que temos o poder de instruí-los para escolher a melhor hora e, seja como e quando for, que o façam com proteção.

É um assunto delicado e óbvio que é mais fácil rechear os filhos de medos e culpas diante de uma possível vida sexual do que simplesmente entender e respeitar a “ordem natural das coisas” e encarar que filhos também podem tomar decisões erradas e, justamente por conta disso, que seja de forma protegida, evitando ao máximo as consequências permanentes.

Podemos ser 2 tipos de pais:

  • os que acham que vão controlar tudo, inclusive a vida sexual dos filhos, e que geralmente são os famosos “últimos a saber” e correm muito mais o risco de só saberem quando uma das consequências seja indesejada.
  • os que respeitam que a proximidade dos filhos é importante, mas que entendam que não somos os donos das decisões dos filhos e, portanto, encaram a maternidade/paternidade como uma relação de zelo e cuidado, onde somos um ponto de apoio e instrução e que, assim, possamos diminuir significativamente as potenciais consequências indesejadas.

Eu escolhi ser o segundo tipo

Eu escolhi o ser o segundo tipo, afinal além de ser muito mais inteligente – do meu ponto de vista – é também muito mais gostoso do que ser autoritária e determinista.

A relação se torna uma troca real e significativa para ambas e é fabuloso ter o prazer único de ver sua filha se sentindo segura em confiar em você, pois sabe que você não reagirá com gritos, agressões ou ofensas, mas procurará ponderar junto dela os erros e acertos, buscando sempre as melhores saídas.

Sei que este texto não agradará a todos os pais, afinal muitos pais ainda acreditam no conservadorismo, mesmo depois de terem sido vítimas dele, mas eu não escolhi ser mãe para agradar ninguém e, sim, para fazer o que acredito ser certo, assim como escrever este e muitos textos que ratificam o que penso, acredito e sigo.

Validade da camisinha

Não podemos esquecer também que camisinha tem validade e é importante respeitá-la.

Camisinhas vencidas podem causar irritações, alergias e, acima de tudo, serem ineficazes ou romperem-se, portanto é sempre bom verificar e manter as camisinhas da bolsa dentro da validade.

Saber colocar e tomar iniciativa

Outra coisa tão importante é saber colocar a camisinha e sempre tomar a iniciativa ao invés de esperar que o rapaz o faça, evitando que ele esqueça ou deliberadamente não use ou, ainda, coloque de forma errada.

Mais uma vez, é importante frisar que as consequências mais complicadas do não uso da camisinha são geralmente para as garotas, portanto é melhor que elas estejam preparadas para se protegerem do que ficarem a mercê da sorte do garoto ter, querer e saber colocar na hora.

#PAZ

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Mãe da Gigi, trabalho com marketing, amo tecnologia e simpatizo muito com o lado nerd da cultura pop. Hard user de redes sociais, adoro escrever. Criadora do LogicaFeminina.com.br, colunista no EntreTodasAsCoisas.com.br e no Superela.com, também cuido de algumas contas de clientes por aí.

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