Amigo de Wesley Safadão é suspeito de assediar criança

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O vídeo mostra o pastor André Vitor abraçando uma criança por trás e abaixando a blusa logo em seguida.

O pastor André Vitor, amigo do cantor Wesley Safadão, é suspeito de assediar criança durante brincadeira na casa do cantor.

Durante o fim de semana, Wesley Safadão postou momentos descontraídos com amigos e a família em seus stories e, em um deles, o pastor André Vitor é flagrado abraçando uma criança por trás e abaixando a blusa, em seguida.

O vídeo foi apagado pelo cantor após a repercussão, mas já era tarde demais, pois ele havia viralizado.

Além de Wesley Safadão, mais um famoso, o Tirulipa, estava na ocasião.

Ambos, assim como os pais da criança e a cantora Simone, da dupla com Simaria, saíram em defesa do pastor.

O episódio abriu discussões sobre até que ponto se podem confiar em adultos que tem acesso aos filhos, sobre a importância da Educação Sexual e sobre como pais podem negligenciar filhos por conveniência ou conivência.

70% dos casos de abuso sexual infantil são causados por pessoas próximas ou da própria família

É muito importante que nós fiquemos atentas, pois a grande maioria dos casos de abuso sexual infantil acontecem dentro da própria casa da vítima ou do abusador e geralmente são pessoas de extrema confiança: pais, tios, amigos da família etc.

Então isso deixa muito claro que o grande risco das crianças não é o bicho papão, nem um desconhecido na rua, mas sim aquele cara que tem acesso a ela e que a mãe coloca a mãe no fogo e defende, por achar que ele jamais faria isso.

Por isso, temos que estar sempre atentas e nunca colocar a mão no fogo por ninguém. Observar sinais e, AO MENOR SINAL, EXIGIR apuração dos fatos!

Assim, se for algo, a criança deixará de ser vítima e, se não for, ao menos ela não foi negligenciada.

Nem sempre a criança fala, por isso fique atenta aos sinais e procure ajuda profissional

Muitas vezes, os abusadores tem poder de encantamento sobre as vítimas ou colocam tanto medo nelas, que elas não falam nada e negam.

Por outro lado, muitas crianças sequer sabem que estão sofrendo abuso, porque não recebem Educação Sexual adequada, portanto não sabem identificar o que é abuso e o que não é.

Mas em casos de desconfiança, procure ajuda profissional.

Leve-a a um psicólogo que possa identificar sinais comportamentais e dar algum parâmetro se houve algo ou não.

A importância da Educação Sexual na escola

Bom, já ficou claro que a maioria dos casos de abuso sexual infantil acontece dentro do seio familiar, que é onde a criança deveria ser protegida.

Assim, fica até sem sentido achar que somente esse núcleo possa oferecer Educação Sexual, já que obviamente os abusadores se usam disso justamente para distorcê-la e manter a vítima sem conhecimento do que é abusivo ou não.

Com a Educação Sexual na escola, a criança passa a ter uma orientação fundamentada, baseada em sua faixa de aprendizagem, em um ambiente seguro com múltiplas pessoas e onde ela poderá identificar possíveis abusos que sofre em outros locais e denunciar, como vimos no caso da criança da que denunciou abuso sexual sofrido após ver palestra que explicava como era um abuso sexual infantil.

Em que situação é aceitável algum adulto abraçar uma criança por trás, tocar nas suas partes íntimas, ainda mais em trajes de banho?

Durante o vídeo onde o pastor, amigo de Wesley Safadão, aparece abraçando por trás e tocando a região dos mamilos de uma garotinha, me fiz essa exata pergunta!

Quando seria aceitável, seja qual for o momento, a situação, a condição, o grau de parentesco ou intimidade, que um adulto abraçasse uma garotinha por trás e tocasse em partes íntimas dela?

Na minha cabeça, a resposta é: NUNCA! JAMAIS!

Mas, aparentemente, para os pais da garota, para Wesley Safadão, para o humorista Tirulipa, para a cantora Simone (da dupla com Simaria), é algo normal, aceitável e ok, inclusive passível de defesa por parte deles.

E é justamente isso que me deixa ainda mais estarrecida: algo que não deveria sequer ser cogitado, torna-se aceitável, normal e passível de defesa, desde que venha de alguém para quem é conveniente manterem perto.

E aí, mais uma vez, questionamos em que situação esses adultos vão se importar com bem-estar e integridade das crianças daquele círculo, antes de se importante com conveniências.

Se os pais e os adultos em volta da criança que sofre abusos estiverem mais empenhados na defesa do acusado, do que em preservar o bem-estar e integridade da criança e em apurar os fatos, quem vai zelar pelas crianças?

Uma observação que faço é a de que é, no mínimo, estranho que os adultos que cercam a criança flagrada no vídeo sendo abraçada por trás pelo pastor, estiveram mais empenhados em defender o adulto que a abraça por trás, do que em apurar fatos, cruzar informações, oferecer acolhimento e escuta qualificada, em ouvir as demais crianças, que também podem ter sido assediadas ou mesmo testemunhado algo.

Foram imediatamente gravar vídeos defendendo o pastor, sem dar tempo algum para uma apuração, para um acolhimento antes.

Assim, se a criança vítima ou as demais tinham algo a dizer, agora não terão mais coragem, já que vão acreditar que o que ele fez não tem nada de errado, já que os próprios pais o defenderam.

Isso, se não sentirem medo de dizer, afinal os pais deram créditos ao homem, logo vão temer que não deem ouvidos e créditos a eles.

80% dos casos de abuso sexual infantil ocorrem dentro de ambientes familiares à criança, praticados por adultos de confiança de um dos pais ou por um dos próprios pais

O grande vilão do abuso sexual infantil não é o bicho papão nem o tarado da rua.

É o amigo da família, aquele que a criança chama de “tio”, que os pais colocam a mão no fogo por ele, que transita pela casa e tem livro acesso às crianças.

Isso, quando não é o próprio pai, avô, tio, primo.

A criança é a parte vulnerável e precisa ser sempre a prioridade, sempre o primeiro ponto a ser pensado. O resto vem depois.

E esse depois, é depois de uma apuração, de um entendimento, de um acolhimento e da garantia de proteção da criança.

No entanto, a grande maioria ainda faz o inverso:

  • quando há sinais, acabam se preocupando mais em negar, em defender, em “limpar a barra” daquele que a gente sempre confiou, do que apurar e buscar saber se existe fundamento nas suposições.

Veja: 80% dos casos de abuso sexual infantil são cometidos por parentes, diz delegado

Como agir em caso de suspeita de abuso sexual infantil:

  1. Acolher a criança e oferecer segurança e conforto
  2. Denunciar e buscar órgãos para apurar os fatos
  3. Oferecer escuta qualificada (psicólogos) para a criança
  4. Buscar apoio dos demais pais de crianças do círculo a fim de apurar fatos
  5. Fazer uma releitura minuciosa de situações passadas, a fim de relembrar coisas que antes pareciam só estranhas ou fora de contexto, mas que agora possam ser lidas como possíveis sinais
  6. Confrontar histórias e lembranças das pessoas do mesmo círculo
  7. Oferecer escuta qualificada para as demais crianças de forma que possam tirar informações valiosas delas sem traumatiza-las
  8. Manter as crianças protegidas e longe dos suspeitos, tanto do ato como de possível conivência ou cumplicidade
  9. Não sair espalhando boatos e expondo ninguém sem ter certeza, primeiro porque é crime, segundo porque pode acabar gerando situações de violência

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About Author

Me tornei mãe aos 24 anos, um ano após ter perdido a minha mãe. Tudo ia bem, quando aos 29, fiquei viúva de forma trágica e me vi como mãe solo. Aos 33, conheci o meu atual marido e aos 35, minha filha (com 10 anos na época) sofreu um acidente num pula-pula que a deixou 7 meses em uma cadeira de rodas e com grandes chances de sequela. Após dois anos do acidente, resolvi criar o blog e aqui estamos, vivendo juntas a emoção da maternidade durante a fase da adolescência. Mas não só isto!

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