Menina de 11 anos se suicida por se achar feia • Mãe de Adolescente

Irlanda – Menina de 11 anos se suicida por se achar feia

O mundo está estarrecido com a notícia “Menina de 11 anos se suicida por se achar feia”.

Nunca o suicídio esteve tão no centro das discussões como agora.

Jamais, em nenhum tempo, viu-se tantos casos de suicídio – talvez porque antes não haviam tantos meios de divulga-los, talvez porque antes não haviam tantos casos -, especialmente entre jovens.

É urgente que falemos cada vez mais, mas não apenas falemos.

É urgente que façamos algo a respeito.

13 reasons why

A série 13 reasons why trouxe a tona a discussão sobre suicídio. Não há como negar.

No entanto, como falei no post “Série 13 reasons why estimula buscas de métodos suicidas“, é preocupante que para os jovens o suicídio possa parecer romantizado.

No post “O que 13 reasons tem a ensinar a uma mãe adolescente”, levanto esta questão da romantização do suicídio.

Por outro lado, a série nos mostrou como os jovens vivem no limite do emocional e cheios de necessidade de se sentirem parte.

O bullying

O bullying é tão perigoso pois pode acabar sendo um dos elementos chave para a tomada de coragem para efetivar o ato.

É imprescindível que reforcemos atitudes de ruptura da cultura do bullying através da reflexão, como no vídeo “A peste da Janice”.

O bullying, por si só, já é danoso, pois coloca alguém na condição de vítima e traz aos demais a sensação de fazerem parte de um time melhor, mais forte.

Assim, ele cria para os jovens a ideia de que tudo bem fazer isto, porque aquela pessoa possui condições que a façam merecedora do bullying.

É preciso estarmos atentos como pais, não apenas porque não queremos que nossos filhos sejam as vítimas, mas porque temos que vigiar para que eles não sejam os algozes também.

A ditadura da beleza

Durante muito tempo eu acreditei que não existia a ditadura da beleza.

Ainda hoje me pego pensando a respeito.

Mas uma coisa é fato: nós somos reféns de uma autoimagem que, para muitos, é devastadora.

Eu mesma sofro disso hoje.

Agora, fico imaginando o tamanho do sofrimento de uma garota de 11, 12, 13, 16 anos sofrendo com a autocobrança intensa de que não é bonita o suficiente.

Fico mortificada de imaginar como isto que em mim, mesmo eu sendo adulta e forte, é algo que me consome e me impede de fazer muitas coisas, muitas vezes.

Aí penso nas garotas tão novas, cheias de condições emocionais intensas, viscerais e pungentes, vivendo este sentimento em si.

Dói. E muitas vezes elas sofrem caladas, sozinhas, com sorriso no rosto de forma que nem mesmo os pais possam perceber a tempo.

O suicídio na adolescência

Menina de 11 anos se mataIrlanda – Milly Ruomey, 11 anos

Recentemente, o caso da irlandesa Milly Ruomey, de 11 anos, chama que se suicidou, veio à tona.

A mãe dela teria contado que antes de efetivar o suicídio, a garota escreveu “Meninas bonitas não comem” com o próprio sangue.

De acordo com relatos, os pais da menina foram alertados dos sinais de que havia algo errado e eles a encaminharam para acompanhamento psicológico.

Ao encontrarem o diário dela, testemunharam que ela constantemente falava da vontade de morrer e isto os preocupou ainda mais.

No dia em que ela se matou, ela parecia estar “bem” e em questão de minutos após dizer estar entendiada, os pais a encontraram já desfalecida.

Ela faleceu 3 dias depois.

Menina de 13 anos se mataeua

EUA – Rosalie Avila, 13 anos

Rosalie Avila, uma menina de 13 anos era vítima de bullying e de constantes abusos no ambiente escolar e nas redes sociais.

Em seu bilhete suicida, ela escreveu: “Sou feia e perdedora”.

Foi o que os anos de bullying e abusos por parte de colegas de escola conseguiram incutir na cabecinha dela.

Rosalie se enforcou no seu quarto e deixou um bilhete se desculpando: “Perdão, mãe, por ter que me encontrar assim”.

A mãe relata que Rosalie era uma menina adorável e sensível e com alma de artista.

Horas antes de sua decisão de morte, Rosalie foi vítima de chacotas nas redes sociais por conta do aparelho ortodôntico.

O papel dos educadores

É muito importante que os educares estejam atentos ao comportamento de manada, como o que relatei no post de ontem: “Será que os adolescentes são o reflexo dos pais?”.

Como é, geralmente, no ambiente de convívio social que eles demonstram e reforçam estes comportamentos, é muito provável que a escola seja um deles.

Assim, é de suma importância que os educadores tragam os jovens à reflexão e deixem claro os possíveis desfechos do bullying.

Cabe aos educadores deixarem os canais de conversa abertos, especialmente para ouvir as possíveis vítimas, como também ficarem atentos aos sinais de possíveis provocadores.

O papel dos pais

Em primeiro lugar, quero deixar claro que, a não ser que os pais sejam efetivamente negligentes e/ou elementos ativos na questão, eles em geral não tem culpa.

Contudo, nós temos a responsabilidade de zelar por nossos filhos e pelo bem estar deles.

Isto significa que é importante estarmos sempre atentos aos sinais e participarmos ativamente, não apenas da educação, mas da formação do indivíduo dos nossos filhos.

Mas também significa que não podemos ser oniscientes, onipresentes e onipotentes e que por mais que não gostemos, não temos como controlar e vigiar todos os passos dos filhos.

Sendo assim, é nossa tarefa encontrar um meio de cuidar e zelar sem invadir e massacrar.

A melhor saída, ao meu ver, é manter-se flexível para conversas, ouvindo muito e evitando condenar, julgar e se desequilibrar.

Não é fácil e pode não funcionar em muitos casos, mas ainda assim, é melhor do que ficar esperando.

Então sigamos firmes nesta árdua tarefa que é a de criar.

Notícias:

Comments

comments



About Author

Mãe da Gigi, trabalho com marketing, amo tecnologia e simpatizo muito com o lado nerd da cultura pop. Hard user de redes sociais, adoro escrever. Criadora do LogicaFeminina.com.br, colunista no EntreTodasAsCoisas.com.br e no Superela.com, também cuido de algumas contas de clientes por aí.

Comments are closed.