Futebol e o quase massacre | Mãe de Adolescente

Futebol e o quase massacre

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Aquela sinceridade infantil que todo mundo elogia, sabe? Então graças a ela, eu quase morri.

Olha que maravilha: Me ofereci pra escrever umas bobagens sobre a relação masculina entre pais e filhos e a Thatu topou, coitada! Tomara que eu não vá atrapalhar o blog dela.

Contextualizando…

Pois bem,  me chamo Humberto Batista e não é à toa que uso Id Noob Daddy:  é basicamente por duas razões.

Primeiro, quando meu filho mais velho entrou nessa de ser Youtuber  (ele ODEIA este titulo) e editor de outros canais do YouTube ainda era menor de idade e eu quis dar uma vigiada nos perfis dele para ver o nível de roubada em que ele estava se metendo.

Depois, e aí vem o porque desta identificação, meu filho tem o id Noobdubi e fiz um parecido porque sou babão mesmo.

Hoje ele tem 22 anos e parece ter abandonado o sonho se ser um famosimho da Internet, mas os vídeos dele são muitos bons.

Sou babão, já avisei. aproveita se inscreve e dá um gostei lá no canal dele hahaha>> http://bit.ly/2kU3TZ0 ).

A história…

Feitas as primeiras explicações, resta informar que tenho outro filho mais novo de 17 anos e tudo o que eu escrever aqui será das aventuras e desventuras que vivi ou que queria ter vivido com eles.

Não me comprometo com a veracidade dos fatos, apenas com a intensidade das emoções.

Mas vamos à primeira história.

Não vou precisar datas, porque minha memória pra isso é uma porcaria.

Alguns amigos e eu tínhamos combinado de ir a um jogo no estádio local e eu sempre levava meu filho, que na época devia ter uns 7, 8 anos.

Este jogo era especial, pois era uma rodada dupla: o primeiro jogo era entre o Flamengo e um time alemão, acho que o Borussia Dortmund.

O segundo era o clássico  entre Ceará e Fortaleza.

Meus amigos são todos torcedores do Ceará e eu, o único fanático tricolor.

Anos depois soube que meu filho torcia mesmo era pelo Chicago Bulls, mas isso é outra história.

Como todos torcíamos pelo Flamengo, combinamos de ficar juntos no primeiro jogo e fomos para o lado da torcida do Ceará.

NAS ORGANIZADAS.

Gelei, claro, mas como o jogo ainda não era o clássico e não estávamos com a camisa dos times fomos e tentei agir da forma mais discreta possível.

Como a torcida organizada do Ceará, onde estávamos, ficava por trás do gol e de frente pra organizada do Fortaleza, tínhamos uma visão completa das coreografias que os tricolores faziam.

E aí aconteceu a tragédia…

Futebol e o quase massacreEm certo momento, a torcida tricolor abriu um bandeirão gigantesco que tomava toda a arquibancada por trás do gol e meu filho que viu aquilo soltou a todos pulmões:

– PAI, OLHA LÁ A BANDEIRA DO FOR-TA-LE-ZAAAA!!!

Gelei do pés à cabeça.

Puxei ele, implorei “calabocapelamordedeus!”.

Olhei ao redor e a cara dos “pacatos” torcedores da organizada alvinegra me fuzilavam e acho que só não avançaram em mim justamente por eu estar com uma criança.

Bem, terminado o primeiro tempo fui pro lado correto da torcida e consegui respirar aliviado.

Mas lembrando de como as pessoas elogiam a sinceridade e transparência das crianças.

Um dia isto quase me levou pra cova.

Ah! Não esquece de ver o canal do meu filho.

Eu já disse que é bom?

Então é bom mesmo, eu juro!

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