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Se tem uma coisa que é incrível, é como conselhos de mãe sempre acertam. Pode demorar, mas sempre acertam, né?

Até porque, por muitas vezes, a gente não conta só para não ter que ouvir o famoso “Eu avisei”. Acontece que, no fundo, o problema não é contar para a mãe, é não ouvir os conselhos dela, fazer diferente e se ferrar.

Bom… Acho que isso acontece em 100% dos casos de mães e filhas, então para facilitar a vida de ambas, vou colocar aqui 10 conselhos de mãe que você não deveria ignorar ou então já sabe: vai se ferrar.

1) “Não espere que as pessoas façam por você o que você tem preguiça de fazer até por si mesma”

Parece bronca, parece implicância, parece que ela não quer que alguém te faça algo, mas na verdade, o que ela está dizendo é: “Filha, pelo amor de Deus, corra atrás dos seus objetivos, aprenda a fazer as coisas sozinhas para precisar das pessoas o mínimo possível e, caso encontre alguém que faça as coisas por você, ótimo. Mas se não encontrar, ótimo também”.

2) “Leve agasalho e guarda-chuva”

Bom, essa é praticamente bíblica e a interpretação dela pode ser literal ou não. Vai depender do dia, da hora, do lugar, da estação do ano.

Mas a mensagem subliminar desse conselho é que você sempre esteja prevenida. Sempre esteja preparada para o que possa – ou não – acontecer.

E, cá entre nós? Essa dica vale ouro!

3) “Não pegue carona com estranhos”

Eis aí outro conselho materno quase bíblico – aliás, a Bíblia bem que podia ganhar o livro “Mãe” e ter apenas conselhos de mãe nele, né? – que tem uma mensagem subliminar profunda e profética por trás.

É claro que a mensagem literal, em si, já é muito significativa, dados os perigos que envolvem pegar carona, ainda mais com desconhecidos.

Mas outro ponto a se pensar é: “Não se deixe levar por quem você mal conhece” e esse conselho, amiga, pode te salvar de uma relação furada. Então, siga a risca!

4) “Se ela pular no precipício você vai pular também?”

Amiga, sua mãe entende sua necessidade de se enturmar, de fazer parte de uma turma, tribo, de ser aceita. O que ela quer evitar não é você se socializar, mas você ser feita de boba, ser prejudicada por gente que não presta.

Então quando ela diz isso, o que ela quer é te fazer pensar em como algumas pessoas fazem coisas idiotas e sem sentido apenas por serem idiotas e fazerem muita questão de gente que não faz questão delas, mas as usa de alguma forma.

5) “Ele não te merece”

Se sua mãe diz isso, amiga, provavelmente ela tem razão. Quase com 100% de certeza, mesmo que ela nem o conheça, ela deve estar certa.

Mas, se ela nem ou mal o conhece, como ela sabe?

Ela sabe! E sabe pelo modo como você age. Ela percebe quando é você que precisa viver indo atrás para a coisa se manter. Ela percebe quando você vive mais calada ou pelos cantos. Ou até quando você só vive de mau humor. Ela percebe quando você fica mais aérea ou cuidando menos do que deveria.

E tudo isso já basta para ela ponderar que esse cara está te fazendo ser um ser humano pior para si mesma, logo ela sabe também que ele não te merece. Sabe por quê? Porque ela acha que você é tão, tão boa e ela te vê como realmente é, que ela sabe que ele não é o suficiente.

6) “Tudo tem seu tempo”

É chato, é um saco ouvir isso, eu sei. Mas é fato que tudo tem mesmo seu devido tempo.

O que as mães querem dizer com isso, por exemplo, é que se você fizer determinada coisa naquela hora, provavelmente você vá quebrar a cara e ela só quer evitar isso.

E o pior é que a gente sabe disso, mas mesmo assim vive querendo fazer tudo atropelado, achando que com a gente vai ser diferente. No fim, a gente quebra a cara.

7) “Nem tudo são flores”

E não são, mesmo!

Quando uma mãe diz isso, não é que ela queira “cortar sua onda, seu barato”. É só que ela quer te alertar para o fato de que as coisas não serão sempre só maravilhas. Haverão dificuldades, complicações e que muitas vezes essas dificuldades e complicações acabam por ser duras demais, portanto é importante que estejamos preparadas para enfrentá-las.

Esse ditado vem do fato de que, ao começo de uma relação, estamos apaixonamos e o cara manda flores, é todo amorzinho, dedicado, etc, mas com o tempo, a relação começa a ter desgastes, a ter mais questões sérias e, com isso, vem os problemas, as rusgas, brigas e até as rupturas.

Então, sua mãe diz isso para o seu bem, não porque ela simplesmente quer te impedir de algo.

8) “Nem tudo é para sempre”

Bom, talvez essa seja a maior verdade de todas! Nem tudo é mesmo para sempre e provavelmente pouquíssimas coisas realmente sejam, por mais que a gente deseje e faça tudo para que seja.

Quando uma mãe diz isso, ela só quer te prevenir em caso de alguma coisa dar errado, para que você se sinta preparada para o fim, ao invés de ser pega de surpresa porque acreditou que seria para sempre.

Afinal, convenhamos: é melhor não esperarmos que seja para sempre e ser, do que esperarmos e não ser.

E tem outra: se é pra ser ruim, melhor mesmo que não seja para sempre, assim teremos chance de conseguir coisa melhor.

9) “Sua cabeça é seu guia”

Bom, sua mãe só está dizendo “Filha, por favor, aja de acordo com o que você quer, sente, pensa e acredita e não pelos outros”.

Ela está dizendo que confia em sua percepção e capacidade própria de escolher e espera que você faça uso disso, ao invés de simplesmente acatar o que outros dizem, sugerem ou mandam.

Serve para amizades e relacionamentos, inclusive.

10) “Você só ouve o que seus amigos dizem, mas na hora que a coisa aperta, é pra mim que você pede socorro”

Pode parecer maluquice, mas é exatamente essa a impressão que damos a ela, porque é justamente isso que fazemos.

Tantas vezes elas nos avisam algo, a gente teima, insiste e faz do jeito que a amiga disse e quando a coisa fica feia, é para a mãe que a gente recorre.

Ou, quantas vezes a gente simplesmente ignora os conselhos da mãe, mas quando a amiga diz a mesmíssima coisa, a gente acata?


Se toda mãe tivesse um selo, o selo seria:

Selo-EU-AVISEI

Então, se você está lendo tudo isso aqui, mostre pra sua mãe que está atenta ao que ela tem a te dizer.

Compartilhe esse post na sua TL falando de como tantas vezes as coisas foram exatamente assim e que agora você vai tentar fazer diferente, porque entendeu melhor o lado dela. Que tal?

Estava na padaria do meu antigo condomínio, quando vi uma cena que me inspirou a escrever 5 dicas para não ser inconveniente com o filho dos outros

A mãe e o pai na fila do pão com seu garoto de uns 3 anos.

Ele vinha com algo na mão, acho que um carrinho: “Mãe, eu quero”. A mãe negou com a cabeça e ele foi ao pai: “Pai, compra?”. “Você já tem todos da coleção”, respondeu o pai. “Guarda de volta”, orientou a mãe.

O menino guardou, mas começou a abrir a vitrine de pães doces, pegar várias bandejas, pedir, apontar as rosquinhas e os pais, irredutíveis, diziam que não e para ele não mexer.

Ao passo em que finalmente conseguiam controlar o filho, uma senhora diz: “Nossa, o que custa comprar alguma coisa pro menino?”.

O pai: “Custa dinheiro e custa que ele precisa aprender a ouvir ‘não’ e respeitar”.

A senhora, ao invés de se colocar em seu devido lugar: “Pode escolher algo, menino. Eu pago”.

Nessa hora, a mãe que se mostrava serena até então, vira e diz: “Não, Leonardo, não pode pegar, não! E a senhora, se quiser estragar filho dos outros, arruma uns netos. O meu, não”, enquanto puxava o menino para perto de si.

A senhora, incrédula pela firmeza dos pais, ainda tentou se fazer de senhorinha simpática, mas era nítida a reprovação de todos diante da postura de desrespeito diante daqueles pais.

Mal sabe ela o mal que ela fez. Bastaria perceber o olhar do menino para com os pais, como quem os culpasse por seu insucesso na tentativa de conseguir levar algo, fosse o que fosse, só para se sentir vitorioso.

Naquela hora, essa senhora criou mais um, dentre tantos motivos normais, para uma desavença entre pais e filho. Por pura falta do que fazer ou de noção de inconveniência. Então, por favor, não seja jamais essa pessoa!

Agora, seguem 5 dicas para não ser mala e não estragar a educação dos filhos alheios:

1) Jamais ofereça comida a uma criança sem antes consultar os pais.

Esta lição é por conta de que muitas crianças são alérgicas e, justamente por isso nunca comem algumas coisas, aí um estranho oferece e cabe a mãe, diante da criança, impedi-la de comer e vem aquela sensação de “Nossa, minha mãe não me ama. Todas crianças comem, mas eu não posso”. Ao invés disso, sem que a criança perceba, pergunte discretamente para a mãe se pode oferecer. Se ela sinalizar que sim, ok. Se não, é não e pronto.

2) Nunca desfaça uma regra dos pais ou castigo dos pais.

Os pais tem regras ou castigos tem motivos e razões. Caso você as considere inadequadas, converse em particular com os pais, argumente e tente que eles desfaçam as tais regras e os castigos. Nunca fale com eles diante das crianças ou, pior, desobedeça regras ou castigos quando os pais não estiverem. Quando você faz isso, acaba dando a eles a sensação de que longe dos pais tudo bem não obedecerem regras e isso pode acabar causando problemas sérios mais tarde.

3) Não convide a criança para nada antes de falar com os pais

Minha mãe chamava esse tipo de pessoa de “Gente que inventa moda”. E é bem isso mesmo! Sabe aquele tio que antes de falar com os pais, chega pra criança e fala: “Hoje vou ver com sua mãe se ela deixa o tio de levar pra pular de uma montanha”. Aí a criança fica empolgada, ansiosa e o tio fica sendo o legalzão e, se por acaso a criança estiver de castigo, doente, não for uma boa hora ou simplesmente a mãe acha o passeio ou atividade inadequados, pronto. A mãe que vira um monstro. E está criada mais uma animosidade entre pais e filhos.

4) Não diga ‘SIM’ para tudo, mas tenha jeito para dizer ‘NÃO’

Não é porque você está cuidando ou diante do filho de outra pessoa que essa criança pode tudo e acabou. Pelo contrário, o que é NÃO, é NÃO. Só que é preciso ter “trato” para dizer não aos filhos alheios, pois se a criança for muito mimada, ela vai chorar e os pais vão odiar você por isso. E caso ela não seja, óbvio que os pais vão entender seu não, desde que ele não seja um não agressivo, opressor, hostil. É apenas um “NÃO” e pronto. Só.

5) Não proteja uma criança à outra

Seja justo! Se existe mais de uma criança no local, lide com elas de forma igual e equilibrada. Claro que se uma fez errado, dê a bronca, mas não deixe nem incentive que a outra tripudie disso. Ao contrário, tente fazer com que a outra entenda que também é importante ela se manter na linha, pois você está de olho. Sem tom de bronca, caso ela não tenha feito nada errado. Em tom de aviso, mas que fique claro. E depois da bronca, por favor, não mantenha o clima pesado, ruim, nem nada. Tente não perpetuar a culpa, para que eles se sintam motivados e manter tudo bem e não o inverso.

Como alfabetizei minha filha aos 4 anos

Desde recém-nascida, o pediatra da Gigi me dizia: “Evite falar errado com ela desde já. Evite incentivá-la a falar errado e incentive-a a perceber os sons consonantais.” (Essas e outras dicas estão aqui, nesse post do Site Delas)

E, de um jeito bem caricato, começou a exemplificar os tais sons. E eu levei essa lição comigo desde o primeiro momento até o fim.

Alfabetizada aos 4 anos

Desse tamanhico e já sabia ler e escrever <3

Nunca falei errado, nunca a incentivei a falar errado e, ao contrário, sempre repetia a frase inteira de maneira correta quando ela falava errado, mas de forma bem branda, lúdica, brincativa.

Luciano também fazia o mesmo com ela, inclusive, quando um ou outro falávamos errado, ela mesma nos corrigia desde pequena.

Mal sabia eu, o bem que estávamos fazendo a ela…

Lá pelos 2 anos, Gigi começou rabiscos. Ao mesmo tempo, ela tentava imitar desenhos e, mais para a frente, letras.

Como eu também sempre lia histórias para ela com o cuidado de passar o dedo a cada palavra que lia, com o tempo ela percebeu que ler é acompanhar a ordem de palavras que, por sua vez, são formações de ordens de letras.

Percebeu isso sozinha e começou a me perguntar:

– Mamãe, qual letra é essa?

– Letra C.

– Ela faz o quê?

– Sozinha, ela não faz nada. Mas se ela fica antes do A, faz CA.

– Tá bom, mamãe.

Aí, ela saía e ao juntar os papéis que ela havia feito no dia, eu percebia que ela desenhava, por exemplo, uma casa e a folha estava cheia de CA, CA, CA, CA.

Não me dava conta, já que não sou da área. Sou apenas mãe, então achava fofo. Mas ali nascia a relação das sílabas com as palavras e seus significados, suas representações físicas.

E assim ela fazia todo dia, perguntando cada vez uma coisa e tinha dias que era bem complicado, com por exemplo, o Q.

– Mamão, qual é o som do Q?

– Filha, o Q só tem som se ele estiver grudado com um U e depois do U tiver outra letra.

– Ué? Como assim?

– Por exemplo, Q com U mais E, dá QUE.

– Entendi. Mas tem sempre que ter o U? Por que?

Eu não fazia ideia qual era a resposta dessa pergunta, então inventei uma história.

– Gi, o Q é muito tímido e calado. Mas ele tem um melhor amigo que se dá bem com algumas pessoas, mais do que com outras. Então, quando ele está perto dessas pessoas que ele se dá bem, ele fica tão feliz de fazer o Q se enturmar, que ele até perde o som. Já, com outras, ela se dá, mas não é tão amigo, então o som dele aparece.

– Mamãe, eu não entendi nada.

– Por exemplo: quando o Q se junta com o U e com E, o que dá mesmo?

– Dá QUE, você falou.

– Isso! Mas quando se juntam o Q, o U e o A, dá o quê?

– Dá CA. CA, QUE, QUI, CO, CU.

– Não, Gi. Dá QUA. QUA de qualidade. Porque o U não é muito melhor amigo do igual é do E e do I, então ele aparece no QUA. E no QUO também.

– E no QUU?

Bom… Eu pensei em dar uma resposta, essa mesma que você pensou, mas era minha filha de 4 anos, né, gente? Então engoli a resposta mal criada, ri e continuei firme e forte.

– Gi, essa palavra não existe, porque o U é tão amigo deles mesmo que não pode ter ele duas vezes assim quando fica perto do Q, senão o Q fica confuso e não sai som nenhum, tá?

E achei que ela faria mais um monte de perguntas, mas graças a Deus, ela respondeu “Tá” e saiu correndo para desenhar letras.
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Foi assim, nesse ritmo, conforme ela perguntava, eu inventava uma história que parecia fazer algum sentido, ela ia desenhar letras e representações das sílabas que descobria, até que começou a juntar duas, depois três, depois várias e formar palavras.

E eu fiz tudo isso, para o primeiro bilhetinho da vida dela, ela escrever para quem? Sim, para o Luciano. Mas eu não reclamo, pois foi uma das maiores alegrias dele, esse dia. E um ano e pouco depois, ele veio a falecer, então, foi até bom para ambos terem esse momento especial.

Hoje, vendo um vídeo sobre as falhas de alfabetização cometidas na pré-escola, me lembrei disso para contar aqui.

Quem sabe não ajude muitos papais e mamães, saber que falar errado, repetir falas erradas e incentivar a criança a falar errado (palavras do pediatra da Gigi), prejudicam não só a fala, mas também a fase da escrita da criança? (aqui, uma matéria no Guia do Bebê, sobre como incentivar a criança a falar errado pode ser prejudicial)

Abaixo, um vídeo bem legal do Carlos Nadalin, Blog Como Educar Seus Filhos que foi o vídeo que me fez relembrar a época de aprendizado da fala e da escrita da Gi.

O aleitamento materno é mais do que o ato de alimentar.

É a aliança de mãe e filho, é um elixir de força e vitalidade para o bebê, especialmente os que ainda lutam pela própria sobrevivência.

Em 2014, trabalhei na Santa Casa de Suzano e lá pude conhecer o lado de dentro de uma instituição de saúde. Aprendi muitas coisas e, dentre elas, a incrível diferença que faz o aleitamento materno na UTI Neonatal.

Na ocasião, entrevistei a então Neonatologista responsável pela UTI Neonatal da Santa Casa de Suzano, Dra.  Iemanjá de Melo Almeida. Era nítida a paixão com que ela fazia o trabalho dela e como ela vibrava ao ver cada mamãe que se engajava com ela em salvar seu bebê e, claro, a cada bebezinho de lá reagindo.

Mas para que o bebê se alimente, é importante ter a mamãe e o bebê juntos e isso nem sempre é possível, como em casos de crianças prematuras que precisam de UTI . Com isso, o aleitamento é feito através de sonda, de preferência com o leite colhido da própria mamãe, mas para as que não tem leite o que tem algum impeditivo, o leite materno é fornecido através do banco de leite.

Antigamente

Antigamente, a criança prematura ficava privada do aleitamento materno durante sua internação, especialmente na UTI Neonatal. A mãe ia para casa e só vinha ver o filho durante a visita, mesmo assim sem o toque, a conexão entre eles. Com isso, o leite de muitas mamães empedravam e secavam e mesmo depois que o bebê ia para casa, ela não podia mais amamentá-lo, o que tornava esse bebê menos imune, já que se sabe dos poderes imunológicos do leite materno.

Hoje em dia

Hoje em dia, a mamãe é parte importante no tratamento do bebê, mas para que isso fosse efetivo, tiveram que ser promovidas muitas mudanças de rotinas e normas nas rotinas hospitalares.

Em muitos hospitais, a mamãe passou a ter trânsito livre, podendo trabalhar, dormir em casa, estar com outros filhos e, ainda assim, acompanhar de perto o desenvolvimento do bebê internado, amamentar e receber todo suporte, como café da manhã, almoço, jantar e visitar a qualquer hora e pelo tempo que ela sinta que pode permanecer. Ela passou a fazer parte do cenário de recuperação do bebê de forma ativa.

Então quando o bebê nasce grave, prematuro, já vai direto para a UTI neonatal receber os cuidados médicos que garantam sua sobrevivência e, ao mesmo tempo, a mamãe recebe acolhimento de uma equipe multidisciplinar com apoio psicológico, assistência social e também o apoio da equipe especializada em cuidar para que ela continue produzindo leite, mesmo que seu bebê não possa mamar no peito ainda.

Coleta e banco de leite

A mãezinha é apoiada e orientada com as técnicas de massagem e ordenha e ela mesma doa leite para seu filho, mesmo que o aleitamento seja introduzido via sonda para o bebê, assim quando ele sair do hospital, ela ainda estará produzindo leite e poderá manter o aleitamento, agora no peito, estreitando vínculo e assegurando os benefícios do próprio aleitamento.

O leite excedente, em caso o bebê esteja internado, será reservado, pasteurizado e guardado por até seis meses em congelador, para que o bebê seja amamentado com leite materno, mesmo que esta mãezinha trabalhe.

Na UTI neonatal da Santa Casa de Suzano todos os bebês recebem aleitamento materno. E a grande maioria deles saem mamando no peito.

Em caso de mamães que possuam excedente mesmo depois de amamentar seu(s) filho(s), elas podem doar. Após exames prévios desta mamãe que comprovem que o leite dela não possua riscos de doença, etc, ela será classificada como doadora. O posto de coleta retira o leite na própria casa e dá o kit para que ela faça a coleta de forma adequada, mantendo o leite em condições de ser pasteurizado, sem contaminação.

O leite, então, é colhido pela mãe de acordo com as condições ensinadas e em seguida ela o reserva através do kit, põe data e congela. O posto de coleta retira, leva-o até o banco de leite, onde ele será testado, pasteurizado e poderá ser armazenado por até seis meses. Este leite, então, é doado para bebês que a mamãe não produz leite ou que não possam amamentar porque possuem doenças contagiosas.

Saiba que: O leite materno tem a exata composição para garantir a boa digestão, como também o estímulo à produção hormonal e de anticorpos, sendo o alimento mais perfeito para bebês até seis meses.

Medo. Desde que a Gi tem seis anos, planejava falar de criação de filhos, do que eu achava, queria fazer, faria, etc. Mas sempre tive medo de estar errada e depois ouvir/ler os famosos “Nossa, mas você não vivia escrevendo sobre isso?”

Um vídeo que gravei com a Gigi aos 6 aninhos, quando comecei a pensar em empreitar um projeto sobre “Ser Mãe e Filha”.

Infelizmente, não nasci com o chip do “Só dá errado com o filho dos outros” e TODO SANTO DIA acordo pensando “E se de errado com a Gi?. E se ela crescer e virar uma escrota, mesmo com tudo o que a ensino, tento explicar, etc? E se ela fracassar na vida profissional? E se ela se apaixonar por um traficante e viver sob ameaça constante? E se, se, se…”.

E com isso, sempre evitei falar e escrever sobre o assunto. Mas eu sei que agora que vejo a Gi aos 12 anos e se saindo uma pessoa boa, com boa índole, me sinto um pouco menos com medo — mas ainda com bastante — , porém achei que devesse arriscar.

Arriscar o que todos os pais do mundo arriscam, mesmo com todas as possibilidades de dar errado: arriscar apostar que vai dar certo! E se não der, estarei tão decepcionada comigo mesma e com tudo que, convenhamos, não acho que estarão errados os que me questionarem sobre isso, nem muito menos que eu estarei achando isso, uma das minhas prioridades.

Então, esperando e contando que não vá dar errado, vou começar a falar do que sei que faço muito bem nessa vida: educar uma filha!

E, AINDA BEM, tenho uma filha bacana e show de bola que colabora com o próprio processo educacional. Ela curte me ver pensando na melhor forma de lidar com cada questão, etc.

Gigi é extremamente desorganizada (puxou a mim, infelizmente nisso), bagunceira e avoada. Do tipo que se estiver indo até a cozinha beber água e encontrar uma borboleta no corredor, para para ver a borboleta e nunca mais lembra de ir até a cozinha, o que iria fazer lá, nada. Essa questão já estamos providenciando acompanhamento profissional para que ela aprenda a lidar e domina-las.

Ela é cheia de ideias, sonhos, vontades, de boa vontade, mas se perde em suas próprias ideias, sonhos e vontades. E seria lindo, do ponto de vista lúdico, viver assim. Mas na vida real, é preciso uma certa dose de organização e disciplina. É preciso ter ordem e saber seguir regras e não apenas ter boa vontade e bom coração.

E não é porque é minha filha, mas é sagaz, inteligente e tem um jeito incrível com pessoas — e com miçangas, socorro! rsrs — mas também não é porque é minha filha que não vou omitir que isso pode ser usado de forma distorcida, porque pode, sim. Cabe a mim fazer o impossível para evitar e tentar mante-la no caminho das flores, do bem.

Se não escrevi muito sobre o que penso de como educar uma filha, foi por medo. Mas não vou mais me acovardar. Tenho muito a compartilhar — e não a ensinar, deixo bem claro — com vocês. Não sou nenhuma doutora, nenhuma dominadora das ciências maternais, nada disso. Sou apenas uma mãe que se dedica muito a formar um ser de bom caráter.

Engraçado como em tudo a culpa é sempre da mãe, né?

Desculpem ter que dar essa notícia para vocês, pois não queria decepcioná-los, mas ser mãe não nos torna onipresentes, oniscientes e onipotentes.

culpa é sempre da mãe

“Nossa, vocês viram que fulana de 13 anos já tá namorando? A mãe dela deve ser muito descuidada.”

“Viu como os cabelos daquela menina estão bagunçados? Aff… Mãe desleixada, só pode.”

“Olha essa menina de 12 anos postando foto de shortinho curto e sensualizando. Cadê a mãe dela?”

Pois é… Sempre é culpa da mãe. A mãe que não cuida, a mãe que não liga, a mãe que não vê, a mãe que não educa.

Mas todo mundo se esquece de quando era adolescente e de quantas vezes a mãe foi apenas a trouxa da história, mesmo sendo cuidadora, antenada, esperta, pra frentex, amigona, autoritária, brava, meiga, perfeita, maravilhosa, super, master, etc, o que for.

culpa é sempre da mãe

Seja quem e como for a mãe, uma hora a filha vai aprontar algo, nem que seja algo básico, e alguém vai achar logo a culpada: a mãe!

Se a filha começa a namorar cedo e a mãe “permite” (entre aspas porque se a garota quer namorar, ela namora com ou sem esta tal “permissão”, sabemos) para tentar manter a filha perto: tá errada, porque tá sendo omissa.

Aí a mãe proíbe: tá errada, porque proibir não adianta, aí que ela vai namorar fora e aprontar mais ainda.

Resumindo: ser mãe já é uma tarefa complicada dentro de casa, mas a pior parte é e sempre será fora. Na boca das pessoas, mesmo as que também são mães.

Na verdade, ESPECIALMENTE as que também são mães e juram que suas filhas são santas (porque provavelmente não sabem o que as filhas fazem fora, mas ok, a gente perdoa porque todas somos trouxas mesmo).

Por isso que morro de medo de falar mal da filha dos outros e, claro, das mães dessas “filhas dos outros”. Porque eu não sei se tudo o que ensinei para a Gi vai valer para sempre ou se em algum momento ela vai conhecer um cara, se apaixonar e achar que tudo o que ensinei era babaquice e a única coisa certa é o que ele fala. Ou se alguma amiga vai convencê-la de que é legal fazer um perfil fake e umas fotos sensuais “porque ninguém vai saber” e aí um dia cai na internet e alguém retuíta falando “Cadê a mãe dessa garota?”.

Como falei no post anterior, eu acho que minha filha é a criatura mais incrível que já vi na face terrestre, mas não sei se isso é porque sou mãe (e trouxa) e muito menos, sei se isso durará para sempre.

culpa é sempre da mãeCada dia descubro algo novo sobre minha filha que nem ela sabia. Gostos novos, interesses novos. Vai saber como será daqui 1, 2, 3 anos? Vai saber se ela vai cometer algum erro, ainda que normal para quem é adolescente, mas que será perpetuado e imperdoavelmente relembrado eternamente na internet? E, claro: CULPA DA MÃE.

Por isso mesmo sempre relutei em escrever sobre “mães e filhas”. Por medo de acharem que estou tentando ditar regras ou ensinar alguém a ser mãe, sendo que essa nunca foi minha intenção. Aliás, ser mãe é algo que eu não sei como faz, mas vou aprendendo cada dia um pouco.

E hoje aprendi que uma hora posso ser eu a “mãe da vez” e ser massacrada com os “Cadê a mãe dessa menina?” sendo que infelizmente não tenho o dom da onisciência, onipresença ou onipotência.

Quem me dera, mas ser mãe é aprender a levar pedrada de todos os lados, porque sempre vai ter alguém achando que o que você fez não deveria ter sido feito, que era um absurdo, que isso ou aquilo.

E só para complementar meu desabafo, aí você pergunta: “Então o que você acha que deveria ter sido feito?”, as pessoas geralmente não sabem responder ou, se se atrevem, sugerem violência, sadismo, desumanidades e atrocidades descabidas e desproporcionais para os “delitos” dos filhos.

Eu ainda acredito na educação baseada em informação e empoderamento, que é bem diferente do foda-se, mas que aplica a teoria de ensinar com as próprias escolhas. Ensinar, estar ali do lado, ajudar a lidar com as consequências, o que não significa acatar e achar certo o que o resto do mundo fizer.

Ainda somos os adultos, portanto devemos agir como tal.