Eu não nasci para ser mãe * Mãe de Adolescente

Eu não nasci para ser mãe

EU VOU!

Quando eu falo que não nasci para ser mãe, as pessoas geralmente ficam chocadas e com um ar de revoltadas.

Provavelmente, esta revolta seja porque elas não entendem o que eu quero dizer com isto.

E provavelmente você possa ter ficado revoltada quando leu o título deste post.

As mulheres que nasceram para ser mãe

Conheço muitas mulheres que sonham com a maternidade desde sempre.

Que anseiam por cada momento, especialmente os da gestação, da fase bebê e da primeira infância.

Geralmente, essas mulheres criam expectativas de como serão como mães e de como serão seus filhos.

Sonham com as reações do pai, em como ele irá interagir com os filhos e em como tudo será perfeito e maravilhoso.

Elas também sonham com a rotina materna, romantizam cada detalhe e momento.

Eu não tive isto

Eu até pensava em ter uma filha algum dia, mas eu só pensava em como seria quando ela crescesse.

Foram poucos, os meus momentos de contemplação da maternidade antes de ser mãe.

Mas estes poucos momentos, faziam referência a ser uma mãe bem diferente da minha no que tange a relacionamento com filhos e em ser uma mãe parceira, presente e dedicada à formação do indivíduo.

E eu evitava ficar muito nesta vibe, primeiro porque eu não sabia se algum dia eu seria mesmo mãe, segundo porque eu não achava que nasci para ser mãe.

Eu não achava que tinha em mim, aquele tal instinto materno.

Era certeza que quando eu fosse mãe eu não saberia como proceder, diferente destas minhas amigas que já tinham tudo planejado há anos.

Aí engravidei…

Quando eu engravidei, as minhas preocupações eram todas práticas: como vai ser? E se ele não assumir? Onde vou morar? Como vou trabalhar e cuidar da criança? etc.

E eu não tive aquele vislumbre maternal que muitas mães relatam de, mesmo cheia de problemas, sentir que tudo ficaria bem.

Como eu trabalhava por contrato, comecei a me preocupar em como seria quando eu contasse da gravidez. E foi batata: não renovaram comigo.

Ainda bem que não fui abandonada, portanto tive uma retaguarda, podendo finalmente vivenciar a sensação boa da maternidade sem me preocupar tanto.

Finalmente, me senti mãe

Para mim, a tal sensação de maternidade não foi como muitas contam que é quase que uma mágica.

Tinham momentos em que eu sentia uma bruma leve da maternidade, mas eu estava tão ansiosa para ver minha filha nascer bem que nem sentia nada, além de ansiedade.

Um dos momentos que me lembro bem que me senti mãe, foi quando lavei e passei todas as roupinhas da Gi, antes dela nascer.

Me lembro de ter parado debaixo do varal lotado de roupinhas e pensado: “Esta será minha vida, a partir de agora” e sorri.

Fui preenchida de um sentimento tão terno e de uma completude que não me lembrava de ter sentido, até então.

Finalmente, me senti mãe.

Quando finalmente me tornei mãe

Bom, chegou a hora de nascer e eu estava lá, sentindo as contrações e pensando em fazer tudo para que ela nascesse bem.

Era a minha única preocupação, por isso me mantive calma e serena, mesmo diante de toda dor.

Quando ela nasceu, eu senti a mágica.

Ver aqueles olhinhos, aquela carinha, ouvir aqueles sonzinhos…

Foi mágico e transformador.

E eu percebi ali que eu não havia nascido mesmo para ser mãe.

Estava cheia de dúvidas e medos, mas preenchida de vontade de ser a melhor mãe que eu pudesse ser.

Eu não nasci para ser mãe, mas definitivamente me tornei uma e me empenhei e me empenharei todos os dias para ser a melhor mãe que eu puder ser.

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About Author

Mãe da Gigi, uma adolescente divertida e criativa, mas que de vez em quando faz cara feia sem motivo. Criadora do LogicaFeminina.com.br, colunista no EntreTodasAsCoisas.com.br e no Superela.com, também cuido de algumas contas de clientes por aí.

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