Ontem, no meu instagram @ThatuNunes, fiz a primeira live em parceria com a psicóloga Thais Gonçales sobre conflitos entre pais e filhos adolescentes e foi um sucesso!

O tema era “Mãe, a casa também é minha!” e a ideia foi abordar as relações e conflitos intrafamiliares, especialmente na fase da adolescência dos filhos.

Ela trouxe o olhar profissional, da Psicologia e eu, a vivência e os resultados de uma maternidade voltada para a comunicação não-violenta e criação com apego.

Conflitos entre pais e filhos adolescentes

Conflitos sempre vão existir, afinal faz parte da natureza humana.

Mas a questão aqui é como transformar esses conflitos em situações muito menos derradeiras e intensamente desgastantes.

Durante a nossa conversa, contei sobre algumas situações da minha relação com a Gigi e aproveitei para explanar algumas das minhas sugestões, enquanto Thaís falou de necessidade dos pais de quebrarem suas próprias convicções, muitas vezes criadas dentro de lares com relações muito hostis e até mesmo violentas, a fim de tornarem os conflitos bem menos desgastantes e frequentes.

Comunicação não-violenta a criação com apego não é o mesmo que ser permissivo

Uma confusão muito comum é achar que ao optar por uma conversa mais amigável e em tom respeitoso, sem gritos e sem violência, estamos sendo permissivos, mas isso é mentira!

A única verdade é que você vai poder exercer a maternidade/paternidade de forma muito mais leve e prazerosa, já que vai se concentrar em explicar melhor e de forma amorosa, ao invés de viver gritando, batendo e humilhando seu filho.

Além do benefício de ser mais prazerosa, a criação com apego e a comunicação não-violenta também cria um elo afetivo e de respeito muito mais verdadeiro e real entre pais e filhos adolescentes.

Os conflitos entre pais e filhos adolescentes tendem a ser muito mais tranquilos e fáceis de resolver, já que os pais que optam por uma criação com apego não vivem nos extremos e não precisam “mostrar” autoridade, já que possuem o controle de si, da situação e, portanto, conseguem influenciar os filhos de forma positiva.

Formas de dizer não aos filhos

Uma outra questão abordada na live foi como a forma de dizer não aos filhos faz toda a diferença.

Thaís pontuou que é importante que os pais pratiquem o respeito ao falar com os filhos, mostrando que apesar de estarem dizendo não, entendem a frustração.

Foi aí que contei sobre uma situação com a Gi, onde ela queria muito passar o carnaval com a família do namorado e eu não me senti segura para dizer sim. Pedi alguns dias para pensar, ao invés de simplesmente dizer não na hora.

Passados os dias, expliquei que não estava preparada ainda, que tinha algumas objeções e expliquei-as, deixando claro que eu não gostaria de ter que dizer não, mas que era algo que eu não conseguiria lidar ainda.

Ela, então, me supreendeu explicando estar frustrada por não poder fazer o que queria, claro, mas que entendia e me agradeceu por eu tê-la tratado com o máximo respeito e sem subestimar a capacidade dela de me entender.

Filhos são indivíduos e não continuações nossas ou peças do nosso tabuleiro

Uma das principais causas dos conflitos entre pais e filhos adolescentes é a dificuldades dos pais de enxergarem seus filhos como indivíduos e não como extensões suas ou como peças que eles decidem a posição.

E por conta disso que começam as disputas entre pais e filhos para verem quem decide que roupa o filho vai usar, onde a filha vai ou não vai, que tipo de música o filho ouve ou que série a filha assiste.

São conflitos entre pais e filhos adolescentes que nem deveriam existir, na verdade, a não ser que fossem questões que colocassem esses filhos ou alguém em risco, afinal filhos também são pessoas e tem direito a gosto, privacidade, etc.

No entanto, fica bem complicado para pais que foram criados sob sistemas autoritários e com comunicação ruim ou até mesmo nenhuma, pensar em como lidar com os filhos que saem tão diferente deles.

Filhos que odeiam suas casas e conviver com os pais

Convenhamos: quem é que gosta de conviver com pessoas que só vivem cobrando, humilhando, sendo hostis e agressivos e tentam decidir pela pessoa tudo na vida dela?

Eu não gostaria! Tanto que eu super corria pra longe da minha mãe, já que ela era bem autoritária e nunca me enxergou como pessoa.

Já, com o meu pai, que sempre foi aberto ao diálogo e nos respeitou como somos, nos incentivando a lidar com nossas escolhas e as consequências delas, eu sempre me dei bem, confiei e confio até hoje.

Só nessa dinâmica já fica bem claro o quanto os conflitos entre pais e filhos adolescentes podem determinar o afastamento deles, dependendo de como a gente lida.

Se escolhemos nos abrir para a comunicação, as coisas tendem a ser muito mais prazerosas para todos.

Por outro lado, se escolhemos ser hostis, autoritários e ignorar o indivíduo, tendemos a afastar os filhos de nós e a força-los a serem falsos, fingindo na nossa frente para esconderem quem realmente são.

Seja influência para o seu filho e não o dono dele

Uma coisa que faz toda a diferença é que quando você se abre para uma comunicação ampla e respeitosa, você se torna influência para o seu filho.

Você passa a ser visto por ele como referência de alguém que vai ajuda-lo a decidir melhor, porque está sempre focado no melhor pra ele e não em determinar como ele deva agir.

Assim, ele vai passar a confiar em você e no seu juízo das coisas, tendendo a decidir o que você recomendar ou sempre muito próximo disso, mas por vontade dele e não por decisão sua.

Confira o vídeo na íntegra:

Vale pena pular direto pros 3 minutos, que é onde o papo começa, depois de algumas dificuldades técnicas

Bem, estamos vivendo uma pandemia de coronavirus e o prognóstico é de que 70% da população mundial seja atingida até meados de abril, então é melhor que estejamos preparados e, especialmente, protegendo nossos grupos de risco.

Sabemos que a letalidade (capacidade de matar) do coronavirus é bem menor do que muitos outros vírus que vimos chegar nas últimas décadas, mas justamente por isso é que ele se espalha tão rápido.

O risco de morte do coronavirus aumenta consideravelmente nos chamados grupos de risco, que são pessoas com condições específicas que agravam a doença.

Aqui, vamos relatar as informações e, ao final, vamos disponibilizar um PDF contendo todas as informações reunidas.

Para evitar que pessoas morram e evitar ao máximo o contágio, a fim de não dar sopa para a sorte, pedimos que você compartilhe este post com o máximo de pessoas, pois quanto mais gente informada e tomando os devidos cuidados, antes o coronavirus perderá força.

Leia também: Saiba tudo sobre infecção na urina

Sintomas do coronavirus

O que a gente sente quando está infectado pelo coronavirus?

  • Febre
  • Fadiga persistente
  • Tosse seca
  • Dificuldade para respirar

E também podemos sentir:

  • Coriza
  • Diarreia
  • Dor no corpo

Compare os sintomas de coronavirus, resfriado e gripe e evite ir ao hospital, um dos lugares com maior risco de contaminação, a toa:

Manual completo do Coronavirus: sintomas, prevenção, grupos de risco | Maternidade
Fonte: Revista Crescer

Prevenção do coronavirus

  • Lavar as mãos até a altura dos punhos com água e sabão regularmente
  • Usar álcool gel 60% a 70%
  • Manter uma distância de 1,5 metros de distância de qualquer pessoa tossindo, espirrando ou com coriza
  • Evitar tocar o próprio rosto (olhos, nariz e boca) sem lavar as mãos e/ou usar álcool gel antes
  • Higienizar com frequência o celular e outros objetos de uso pessoal, como óculos, anéis etc
  • Evitar abraços, beijos e aperto de mãos
  • Cobrir a boca e o nariz ao tossir e espirrar
  • Usar apenas lenços descartáveis ou papel higiênico. Nunca usar lenços de pano ou reutilizáveis
  • Não sair de casa se estiver apresentando sintomas

Grupos de risco do coronavirus

Os grupos de risco são grupos de pessoas com características específicas que potencializar e aumentar a letalidade do coronavirus.

Os grupos de risco do coronavirus são:

  • Idosos
  • Diabéticos
  • Hipertensos
  • Quem tem insuficiência renal crônica
  • Quem tem doença respiratória crônica

Se você pertence ou cuida de alguém que tenha uma ou mais dessas características, todo cuidado é pouco.

Infográfico do O Globo com tudo sobre coronavirus

Segue infográfico feito pelo O GLOBO sobre o coronavirus:

Manual completo do Coronavirus: sintomas, prevenção, grupos de risco | Maternidade

Para acompanhar a Gigi em um job de última hora, aceitei viver um dia como animadora de festa infantil como um daqueles personagens “cabeção”.

Na quinta-feira (16), vi um anúncio de vagas no perfil do Portal Encantado e, ao conversar com o diretor sobre a Gigi e o Leo (namorado dela) prestarem algum serviço, surgiu um job para o dia seguinte.

Legal! Eles iriam de condução e eu buscaria depois, pois era um pouquinho longe.

Tudo parecia ok para irem juntos e o Portal Encantado já contava com ambos para o job, mas o Leo ficou com infecção de garganta.

Ele queria ir, mesmo assim, por medo de perder a oportunidade, mas além do seu estado inspirar cuidados, ele também não podia arriscar transmitir algo para os convidados da festa.

Foi aí que, para não deixar o Portal Encantado na mão, já que eu teria que levar a Gigi até lá e esperar, me ofereci para fazer o personagem no lugar do Leo.

E aqui começa a minha aventura em um dia como animadora de festa infantil.

As dificuldades de trabalhar com roupa de personagem cabeção

Como foi viver um dia como animadora de festa infantil | by Thatu Nunes
Portal Encantado | PJ Max

As roupas de ‘personagem cabeção’ são aquelas em que a pessoa se veste toda de personagem e usa uma cabeça gigante.

E foi vestidas de PJ MAX cabeção que trabalhamos na festa.

Aqui, vou enumerar algumas das principais dificuldades de trabalhar com personagens cabeção e depois vou falar mais de algumas delas:

  • dificuldade de enxergar
  • dificuldades para respirar
  • dificuldade de se comunicar
  • o peso da cabeça gigante
  • as crianças fora do campo de visão
  • o calor das roupas
  • os sapatos enormes

A dificuldade de enxergar

Como foi viver um dia como animadora de festa infantil | by Thatu Nunes
Portal Encantado | PJ Max

De todas as dificuldades de trabalhar com um personagem cabeção, a minha maior foi de longe conseguir enxergar apenas parcialmente.

Como os olhos do cabeção ficam distantes demais um do outro, eu não conseguia enxergar com os dois olhos ao mesmo tempo, o que me dificultava demais a locomoção e interação com as crianças.

A dificuldade de respirar

Como foi viver um dia como animadora de festa infantil | by Thatu Nunes
Portal Encantado | PJ Ma

Respirar é outro problema sério, pois só existem entradas de ar pelas telinhas bem fechadinhas dos olhos e boca e pelo buraco do pescoço.

Isso significa que, além do pouco ar, ele também está quente em sua maior parte do tempo.

Com o passar das horas, isso vai aumentando a sensação de cansaço, que já é real devido a todo o contexto.

A dificuldade de se comunicar com as crianças

Como foi viver um dia como animadora de festa infantil | by Thatu Nunes
Portal Encantado | PJ Ma

Não falar também é um problema, pois as crianças adoram conversar – e eu também – mas é impossível respondê-las, a não ser por mímica.

Muitas crianças pedem coisas e é tão ruim não poder atendê-las ou respondê-las, simplesmente.

O peso da cabeça gigante

Como foi viver um dia como animadora de festa infantil | by Thatu Nunes
Portal Encantado | PJ Ma

Eis aí um problema duplo, porque o problema da cabeça pesa na nossa cabeça, mas também pesa nos ombros, onde está apoiado.

E é bem pesada. Pesada mesmo! Especialmente se você pensar em ficar de 2 a 4 horas carregando um peso direto, enquanto sente dificuldades de respirar, de falar, de enxergar e calor, tudo ao mesmo tempo.

As crianças fora do campo de visão

Como foi viver um dia como animadora de festa infantil | by Thatu Nunes
Portal Encantado | PJ Ma

Além da dificuldade de enxergar e de ter que ver tudo com um olho só, a maior parte do tempo, temos outra questão:

– por conta do tamanho, a maioria das crianças ficam fora do nosso campo de visão quando estão próximas, o que complica tudo.

Para não causar acidentes, temos que andar sempre com as mãos “tateando” os espaços próximos, evitando pisar em alguma criança.

O calor das roupas

Como foi viver um dia como animadora de festa infantil | by Thatu Nunes
Portal Encantado | PJ Ma

As roupas costumam ser macacões gigantes que cobrem inclusive as mãos e, além dos tecidos de fora, que compõem a personagem, tem um forro interno.

Só de vestir a parte de baixo, já se sente o calor na mesma hora.

Assim que veste ele toda, a temperatura aumenta drasticamente, mas ainda vai piorar, quando você efetivamente entrar no ambiente da festa, que geralmente é fechado, e começar a se movimentar, dançar, interagir.

Os sapatos enormes

Como foi viver um dia como animadora de festa infantil | by Thatu Nunes
Portal Encantado | PJ Ma

Os sapatos dos personagens são bem macios e enormes e isso complica ainda mais tudo o que já era bem complicado.

Ao pisar, sentidos bem cada textura do chão, o que é bom, porque evita que pisemos duma vez no pézinho de alguma criança.

Por outro lado, é ruim porque toda hora temos a sensação de que vamos tropeçar.

Mas, afinal, por que você está nos contando tudo isso?

Como foi viver um dia como animadora de festa infantil | by Thatu Nunes
Portal Encantado | PJ Ma

Porque é um trabalho árduo e sempre muito bem feito por várias empresas, como a Portal Encantado, por exemplo, mas que frequentemente os profissionais ficam invisíveis para as pessoas.

Esquecem-se que ali, dentro daquelas fantasias pesadas, quentes, desconfortáveis, estão pessoas dando o melhor de si para alegrar crianças e alimentar suas fantasias.

Então, quem sabe com esse texto, muitas mães e pais não passem a olhar com outros olhos para esses profissionais e percebam que eles são muito mais do que meros fantoches e, sim, são pessoas?


Sobre a Portal Encantado

Portal Encantado já está há anos no mercado e é especialista em animações de festas infantis, com personagens confeccionados no mais alto padrão de qualidade e equipes treinadas e especializadas para atender, entreter, divertir e tornar as festas verdadeiros momentos mágicos na vida das crianças, pais e convidados.

O Portal Encantado consegue atender a todos os pedidos de personagens, desde Disney, Nickelodion, Discovery Kids e outros, com preços e condições incríveis e que caibam no seu bolso.

Para ter condições ainda mais especiais, clique no botão abaixo:

O sonho do primeiro emprego ainda na adolescência é usado como isca para envolver pais e adolescentes no golpe do primeiro emprego para vender cursos ruins.

Desde que completou 16 anos, Gigi tem recebido insistentes ligações de oferta para uma vaga de primeiro emprego ao qual ela teria sido aprovada.

Apesar de ela já estar trabalhando atualmente (em outro post vou falar sobre esse trabalho, com dicas de currículo etc), não é um emprego ideal.

Assim, a cada oferta que vem intitulada primeiro emprego, estamos sempre de olho e nos enchemos de esperança de que finalmente surja algo de verdade.

No entanto, algumas empresas de cursos – geralmente cursos de péssima qualidade – se aproveitam do sonho de muitos pais de finalmente conquistarem o primeiro emprego para os seus filhos.

Eles vão usar e abusar do nosso emocional e do sonho do primeiro emprego para os nossos filhos, então fique atenta aos detalhes!

Os contatos insistentes e ameaçadores

O primeiro passo do modus operandi deles é fazer contatos de forma insistente e sempre dizendo que é a última chance para seu filho conseguir a vaga de primeiro emprego.

Eles costumam passar uma senha, que se você observar bem, vai ver que é a mesma para todo jovem com quem eles fazem contato e é mera desculpa.

O script mais comum é o seguinte:

– Por favor, é a mãe da jovem Giovanna?

– Sim. Senhora, aqui é da central do primeiro emprego e a Giovanna foi selecionada para uma vaga. Qual é o seu nome?

– Thatiana.

– Então, sra Thatiana, como falei, a Giovanna foi selecionada para uma vaga de primeiro emprego para trabalhar próximo de casa ganhando um salário mais benefícios, mas para garantir a vaga tem que vir amanhã às 10h00 e a sra tem que vir junto com ela. A sra consegue vir esse horário?

– Sim. Me passe o endereço, por favor.

– Sra, anote o endereço e a senha que vai precisar dizer na hora que chegar aqui, para identificarmos a vaga de primeiro emprego.

Antes, eram as bolsas de estudos falsas

Desde os 12 anos da Gi já estive em inúmeras escolas de cursos duvidosos onde ela, supostamente, tinha sido selecionada para uma bolsa de estudos, mas jamais achei que a audácia dessa gente chegaria ao que chegou esses que oferecem falsas vagas de primeiro emprego.

Nessa fase, ela realmente achava que era ofertas verdadeiras e, por mais que o Dressler e eu falássemos para ela que era golpe, ela sempre acabava ficando chateada conosco a cada recusa.

Chegou ao ponto de, em uma das vezes, o gerente gritar comigo que eu não estava preocupada com o futuro dela, por isso estava recusando a oferta do curso, que era caríssimo, por sinal.

Eu, mesmo diante de tanta pressão, sempre explicava para ela como aquilo era absurdo, mostrava reclamações na internet, falava de como não tinha cabimento se atrelar a um contrato de 2 anos de um curso ruim na idade dela, que ela logo iria enjoar e mesmo assim eu ia ter que continuar pagando etc.

Foram tempos muito difíceis, porque adolescentes são muito vulneráveis e acabam mesmo acreditando que nós estamos errados, quando percebemos a fraude.

Mas, depois de tantas vezes, finalmente ela mesma percebeu e aprendeu a identificar essas investidas.

A oferta “irrecusável” de primeiro emprego

Após a fase da bolsa de estudos falsa, começaram as ofertas de primeiro emprego e, óbvio, nós estávamos suscetíveis.

Até porque eu não achava que alguém jogaria tão baixo, mas jogam.

Bom, assim que paramos o carro, a Gi viu que o endereço se tratava de uma escola de cursos ruins e já disse:

– Ih, mãe, é golpe!

Bom, mas já estávamos lá, então pagamos para ver. E era!

Chegamos 20 minutos adiantadas e demos o nome e a tal senha.

Fomos rapidamente chamadas numa salinha e a vendedora pegou uma folha em branco, escreveu o primeiro nome dela, o meu, a idade e a série dela.

Nesse papel, ela escrevia enquanto falava do primeiro emprego e começou logo com o valor do salário que, diz ela, seria de R$ R$ 1.240,00 + benefícios para trabalhar por 6 horas por dia durante 4 dias na semana e, no quinto dia, ela faria um treinamento lá na escola deles.

Parecia uma oferta incrível, não? Pois é agora que vem o pulo da lebre.

Para que ela tivesse direito à vaga, primeiro teria que fazer de 4 a 5 meses do curso para estar apta e, nesse período.

E, nesse período, o pagamento é feito por quem? Pelos pais! R$ 120,00/mês.

Depois do período de 4 a 5 meses, o valor passará a ser descontado do salário dela, já que finalmente ela estará apta a começar.

Bom, a essa altura eu já estava mais do que alerta para o golpe, mas quis botar lenha na fogueira só pra ver até onde chegaria.

Para começo de conversa, a cada pergunta, a moça ficava extremamente transtornada, alterando a voz, demonstrando claramente sua irritação.

Quando a questionei sobre o tal primeiro emprego ser GARANTIDO que após o período de treinamento ela seria contratada, ela afirmou várias vezes que sim.

Nesse momento, a moça já estava P da vida de tantas perguntas, mas ainda parecia ter esperanças de enganar a trouxa aqui.

Foi aí que joguei pra ela que a Gi já trabalhava e que teria que largar o emprego atual para conseguir fazer parte do projeto dela.

Ela nem titubeou em reforçar. Não deu um pingo de remorso dela nem por 1 segundo, imaginar que alguém estaria largando um emprego certo por um que nem existe.

E foi aí também que fiquei mais firme e forte na minha missão de ver até onde ela seria capaz por uma mísera comissão.

Mas eu resolvi resistir firme e forte, pois queria mesmo ver até onde ia isso de golpe do primeiro emprego.

Foi aí que pedi O CONTRATO.

O contrato

Bom, ela saiu batendo o pé e visivelmente irritada para buscar o contrato.

Demorou uns 5 minutos e, claro, enquanto isso ficamos cochichando que esse golpe era o pior de todos.

Quando ela voltou e trouxe, eu tive o cuidado de ler linha por linha, onde ela me interrompia a cada segundo, na tentativa de me fazer ter uma percepção diferente da picaretagem.

O contrato nada mais era do que um contrato desses de curso picareta, onde eu assumiria 24 parcelas de R$ 120,00 em meu nome.

Zero palavras sobre primeiro emprego, sobre as parcelas que supostamente seriam diretamente descontadas do salário etc.

Numa folha separada, um texto bem mal redigido dizendo que a escola tem convênio com empresas (não cita uma delas que seja) e que usará sua influência para intermediar uma POSSÍVEL vaga de primeiro emprego.

Quando questionei essa tal garantia de primeiro emprego, ela pegou esse termo e disse: “Está aqui”, na esperança de que eu fosse tola o suficiente para acreditar.

Mas a verdade é que, obviamente, não há garantia alguma de primeiro emprego e tudo não passa de um golpe para vender cursos muito ruins dos quais os adolescentes não aprendem nada, além do que podem aprender numa tarde sentados diante do Office.

É uma pena que eu não tenha conseguido tirar fotos, apesar de ter tentado.

A insistência, mesmo depois da negativa

Depois de tudo o que narrei, acreditem: eles tentaram contato novamente.

Sim! Ligaram para o nosso telefone fixo perguntando se tínhamos ido o que eles chamam descaradamente de ENTREVISTA DE PRIMEIRO EMPREGO, mas que na verdade não passa de uma encenação para vender cursos.

Mesmo após eu dizer que já havia declinado, ainda tentaram me convencer.

Foi aí que disse com todas as letras que se continuassem me ligando, eu iria denuncia-los formalmente por fraude.

Na mesma hora se desculparam e disseram que tirariam meu telefone do mailing deles.

Mas então como encontrar o verdadeiro primeiro emprego?

  1. O primeiro passo para conquistar o verdadeiro primeiro emprego é criar um currículo para o adolescente.
  2. No currículo, não coloque o endereço completo, apenas o bairro e a cidade.
  3. Também não coloque o nome completo, apenas o primeiro e o último nome. Para os demais, coloque apenas as iniciais.
  4. Coloque email e telefone de contato, de preferência de um dos pais que possam atender.
  5. Siga o modelo abaixo:
Cuidado: golpe do primeiro emprego para vender cursos ruins | Adolescência

A cartilha Namoro Legal, idealizada pela promotora pública Valéria Scarance, ajuda a identificar sinais de relacionamento abusivo

Muitas vezes, os sinais de relacionamento abusivo são muito sutis e podem ser confundidos com manias, traços de personalidade ou demonstrações deturpadas de afeto.

Pensando nisso, há algum tempo, já venho falando constantemente desse assunto aqui no blog, nas redes sociais e nas rodas de conversas com mães e adolescentes.

Afinal é muito importante que toda mulher reconheça os sinais de relacionamento abusivo, especialmente mulheres jovens e adolescente.

Confira o post: “A sutileza do relacionamento abusivo

Cartilha Namoro Legal

Sinais de relacionamento abusivo: cartilha gratuita ajuda identificar | Adolescência
Valéria Scarence – Promotora pública, idealizadora da cartilha Namoro Legal

A cartilha Namoro Legal, idealizada pela promotora pública Valéria Scarance, é disponibilizada gratuitamente em formato pdf pelo Ministério Público, visa instruir garotas e mulheres para que possam reconhecer possíveis abusos.

Através dela, é possível reconhecer sinais de relacionamento abusivo e também ter dicas para se manter capaz de ouvir pessoas, caso a própria pessoa não perceba.

Idealizada pela promotora pública Valéria Scarance, a cartilha Namoro Legal teve participação de algumas outras pessoas, incluindo o seu filho de 16 anos, que deu a visão do universo adolescente para complementar.

Sinais de relacionamento abusivo

Sinais de relacionamento abusivo: cartilha gratuita ajuda identificar | Adolescência

Os sinais de relacionamento abusivo podem ser muito sutis e facilmente confundidos com demonstrações exageradas de afeto, por exemplo.

Com isso, o risco de uma garota não perceber estar em um relacionamento abusivo é muito grande, o que o torna potencialmente mais perigoso.

Através da cartilha, jovens poderão se dar conta de que possam estar vivenciando um relacionamento abusivo.

Perceber e assumir isso é o primeiro passo para se livrar.

A importância da conexão materna

Sinais de relacionamento abusivo: cartilha gratuita ajuda identificar | Adolescência

Para que filhas evitem entrar em um relacionamento abusivo, é imprescindível que elas possuam o máximo de informações e, acima de tudo, terem a quem recorrer sem julgamentos.

E para isso, é de suma importância que as mães construam conexões de qualidade com as filhas.

Mas como construir conexões maternas de qualidade?

Sinais de relacionamento abusivo: cartilha gratuita ajuda identificar | Adolescência

Em primeiro lugar, é importante cuidarmos para não nos tornamos a mãe autoritária, que julga, que fica agressiva.

Esses comportamentos não só não educam e não ajudam em nada, como tendem a empurrar ainda mais as filhas para relacionamentos abusivos.

Também é importante que sejamos capazes de nos fazermos ouvir, para que sejamos uma voz importante para elas.

E isso também vai depender da forma como falamos e ouvimos.

Não culpo filhas que não confiam nos pais, quando eles se comportam como verdadeiras bombas-relógio a qualquer coisa que elas tentem dizer.

Eu também não confio.

O exemplo vem de casa

Sinais de relacionamento abusivo: cartilha gratuita ajuda identificar | Adolescência

Infelizmente, ao ler a cartilha, muitas mães se dão conta dos sinais de relacionamento abusivo na relação delas mesmas.

E para mães que se submetem a relacionamentos abusivos, a tendência das filhas também acharem que isso é “normal” aumenta consideravelmente.

Por isso, é muito importante que mães evitem relacionamento abusivo e, se caso se perceberem em um, busquem ajuda e autonomia para conseguirem se livrar o quanto antes.

Como baixar a cartilha que mostras os sinais de relacionamento abusivo

Sinais de relacionamento abusivo: cartilha gratuita ajuda identificar | Adolescência

Para ter acesso gratuito a cartilha Namoro Legal, que mostra os sinais do relacionamento abusivo, clique aqui e baixe direto do site do Ministério Público.

Depois é só enviar para todas as mulheres que conhecer ou imprimir para entregar.

É importante sempre relembrar os sinais de relacionamento abusivo

Sinais de relacionamento abusivo: cartilha gratuita ajuda identificar | Adolescência

Mesmo depois de mostrar a cartilha, de conversar a primeira vez sobre o assunto, é importante que conversar contínuas e recorrentes sobre os sinais de relacionamento abusivo aconteçam, já que nem sempre eles aparecem no começo.

Também é legal reforçar que nossas filhas conversem regularmente com as amigas sobre os sinais de relacionamento abusivo, assim umas sempre vão ajudar às outras, além de estarem sempre mais atentas para si mesmas.

Reconheceu os sinais de relacionamento abusivo no seu casamento? E agora, o que fazer? Leia este post do blog Lógica Feminina: “Como devo me preparar para sair de uma relação abusiva?”

Agora é ficar atento aos menores sinais de relacionamento abusivo.

Confira a nossa participação no podcast SENTA LÁ, CLÁUDIA da Revista Claudia, sobre RELACIONAMENTO ABUSIVO.

Nesse podcast, você contará com a participação de Thatu Nunes e Gigi Nunes, do blog Mãe de Adolescente e da promotora pública Valéria Scarance, idealizadora da cartilha NAMORO LEGAL, feita para identificar sinais de relacionamento abusivo.

Acabei de assistir Anne com E da Netflix e recomendo que toda mãe (e pai) a assista de coração aberto e com as filhas e filhos ao lado.

Ao começar a assistir Anne com E da Netflix, não espera muito além de algo que me passasse o tempo.

Tenho costume de “assistir” séries que acredito serem menos interessantes em segunda tela, enquanto faço algo.

Então digamos que eu mais ouça as séries do que propriamente as assista.

E assim foi com Anne com E!

Mas assim que começaram os primeiros diálogos, eu tive que prestar atenção.

Queria ver aquela menina, Anne com E, declamando os poemas com seus trejeitos e precisava ver as expressões dos demais personagens.

Não demorou nem 5 minutos do primeiro episódio para perceber que Anne com E seria uma série importante para mim.

A dolorosa infância e o poder da imaginação de Anne com E

Anne com E: uma série para mães e filhas (e filhos) | by Thatu Nunes

Anne com E perdeu os pais aos 3 meses e a partir daí, perambulou de casa em casa como criada, até chegar a um orfanato.

Sua vida jamais teve momentos difíceis, mas Anne com E sempre teve refúgio em sua ávida e ousada imaginação, que a protegia da tristeza da sua vida real.

Quando finalmente seria adota, Anne com E viajaria da cidade até sua nova casa para descobrir que, na verdade, seria devolvida já que eles queriam um menino para ajudar na fazenda.

Durante a viagem, Anne com E apreciou cada precioso segundo, cada genuíno centímetro de céu, terra, céu e ar, dando nomes a cada lugar por onde passara.

Mas mesmo após aquela sensação de finalmente ter recebido sua preciosa chance, Anne com E se depara com realidade de que seria devolvida no dia seguinte.

A partir daí, a vida de Anne com E se desenrola de forma ainda mais extraordinária, intercalando com momentos em que a sua personalidade irremediavelmente espirituosa a coloca em enrascadas.

O verdadeiro significado de família

Anne com E: uma série para mães e filhas (e filhos) | by Thatu Nunes

Em Anne com E o verdadeiro significado de família fica evidente.

Um casal de irmãos, Matthew e Marilla Cuthbert ,donos de uma fazenda na fictícia cidade de Avonlea na Ilha do Príncipe Eduardo, pretendia adotar um garoto para ajudar nas tarefas da fazenda.

Fizeram o pedido para o orfanato e, no dia de buscá-lo na estação, Matthew se depara com uma garota, a Anne com E.

Para não abandoná-la lá à própria sorte, Matthew a leva até sua propriedade, Green Gables, afim de pernoitarem para que fosse devolvida no dia seguinte.

Com uma convicção inabalável, Anne com E acreditou que aquele ainda não seria o seu momento de sorte, mas que ele ainda estaria por vir.

Assim aceitou o seu destino de voltar para o orfanato, mas ao chegarem lá, a Marilla viu que ela seria adotada por mais uma família abusiva, trazendo a de volta a título de teste por uma semana.

Após vários ocorridos, inclusive muitos que complicariam a vida da própria Anne, além da família Cuthbert , finalmente se percebem uma família e acabam por adotar Anne com E de uma vez por todas.

Anne com E ensina mães e pais a serem mais leves

Anne com E: uma série para mães e filhas (e filhos) | by Thatu Nunes

Anne com E é uma menina muito inteligente, astuta, sonhadora, imaginativa e travessa.

A mistura perfeita para se meter em muitas confusões inocentes e bem típicas da idade.

E é nessa hora que a série nos traz a reflexão de que nem tudo precisa ser levado tão a ferro e fogo e que limitar e educar não tem qualquer relação com agir com violência e abusos com as crianças.

Marilla tem a mão no peso perfeito para educar e, ao mesmo tempo, se permitir aprender com a sua Anne com E.

Ela é uma verdadeira inspiração de maternidade para mim, enquanto Matthew é o modelo de pai interessante também, visto que é amoroso, carinhoso, próximo e presente, mas jamais age com violência e arrogância.

Assim, Anne com E traz para nós verdadeiras lições de como cultivar uma relação saudável entre dirigir uma família e permitir que filhos sejam quem são e se descubram por si mesmos.

Ser mãe e pai é, sobretudo, ser capaz de respeitar o aprendizado e também, por que não?, as peripécias típicas de cada fase.

Leia também: Stranger Things é uma série sobre MATERNIDADE

O incentivo à imaginação e à autonomia

Imaginação é um dom!

Quando crianças, ela costuma fluir ao longe e construir narrativas completamente malucas, mas interessantes.

Assim é em Anne com E.

Ela nos faz lembrar como era bom nos imaginarmos rainhas, princesas, médicas, motoristas, astronautas e o que fosse, usando meros arremedos de inventividade, como roupas dos pais, panos, pedaços de embalagens, cenários e etc.

E nos faz lembrar que é hora de proporcionarmos isso também aos nossos filhos, permitindo-os brincar, aprontar e curtir os momentos sem o peso do medo da bagunça, de se sujarem etc.

Em Anne com E também somos levados a nos lembrar que crianças podem, sim, ser inteligentes e não precisamos viver subestimando-as. Deixemos fluir!

Bons momentos para curtir com os filhos

Anne com E é para ser vista com mães e filhos juntinhos.

Que tal marcarem um dia da semana para verem juntos cada episódio e, após, fazerem algo juntos?

Num dia, contarem histórias, no outro, escreverem novas, no outro brincarem sem medo de soltar a imaginação?

Sem dúvida, essa série vai inspirar a família a criar memórias inesquecíveis para todos.

Boa série! ♥

Leia mais opiniões minhas sobre séries aqui.

O Centro Educacional Solaris, através do coordenador de projetos Varlei Xavier Nogueira, promove anualmente a Jornada CAPES para os alunos.

A Jornada CAPES é um projeto idealizado pelo coordenador de projetos Varlei Xavier e abraçado pelo Centro Educacional Solaris, como forma de desenvolver os alunos para as suas habilidades individuais.

O projeto é oferecido para os alunos do Centro Educacional Solaris como extra-curricular e não-obrigatório, mas a trajetória contempla mentorias, atividades e palestras enriquecedoras para os jovens, que saem muito mais preparados para encarar o mundo a partir disso.

Mas, afinal, o que é a Jornada CAPES?

“A Jornada CAPES (CURIOSIDADE – AUTONOMIA – PERCURSO – ENTREGA – SABEDORIA) é um programa de aprendizagem autodirigida que estimula os alunos a criarem seu próprio percurso de aprendizagem autônomo, fomentando no estudante a capacidade de, a partir de seus próprios interesses, fazer uma trilha formativa, baseada nas próprias escolhas, culminando numa entrega pública”, explica Varlei Xavier, idealizador do projeto.

Ao contrário da maioria dos projetos educacionais, a Jornada CAPES incentiva o jovem a “andar no seu próprio ritmo e direção”, auxiliando-o a fazer as perguntas corretas para colherem as respostas que precisam para traçar sua trajetória.

Assim, eles são os seus próprios gerentes de projetos, contando com mentores para que possam tirar de si, das suas ideias e da própria jornada, o melhor possível.

O que os alunos que fazem parte da Jornada CAPES ganham?

JORNADA CAPES: desenvolvendo o indivíduo através dos seus talentos | Adolescência

A experiência, por si só, já é enriquecedora, já que remente a uma jornada de preparo para serem autônomos em suas decisões futuras.

Mas não é só isso, porque eles recebem mentorias que agregam valor a cada passo dado, já que aprendem deste procedimentos e processos operacionais, como também sobre autoconhecimento e evolução do eu.

A Gigi, minha filha, é uma das alunas do Centro Educacional Solaris que participa da Jornada CAPES e o testemunho dela é inspirador, não apenas pela forma como ela se vê a cada etapa, mas também como passou a ver as oportunidades e o mundo.

É aquele tipo de coisa que a gente pensa: “Ah se eu tivesse tido isso!” e que a gente fica satisfeito de ver o filho fazendo parte.

Siga o instagram do projeto: https://www.instagram.com/jornadacapes/

Mas quem é Varlei Xavier, o idealizador da Jornada CAPES?

Em seu site, Varlei Xavier se descreve:

Muito prazer! Me chamo Varlei Xavier. Sou educador artista, artista educador. Acredito na combinação da educação e da arte para a construção de um mundo melhor. 

“É com muita alegria que compartilho com você meus sonhos e meus projetos.”

Varlei estudou Letras no Centro Universitário Santo André e, ao mesmo tempo, trabalhava como inspetor de alunos na Rede Municipal de São Bernardo do Campo, o que o motivou a estudar teatro e, mais tarde, formar-se ator pela Fundação das Artes de São Caetano do Sul, o que foi um marco na sua transformação como professor.

Tornou-se professor de teatro em escolas particulares, dirigindo o Grupo Brinquedo Torto, um grupo de teatro infantil que abraçou centenas de crianças e adolescentes, dos quais muitos se tornaram profissionais do teatro e da educação.

Estudante de Programação Neurolinguística desde 2007, Varlei tornou-se Practitioner em 2011 e foi onde, mais uma vez, viveu uma transformação.

Depois de passar por experiências diversas, como Pedagogia Teatral, cursos de Direção Teatral e Dramaturgia e Curso de Formação de Contadores de Histórias da Biblioteca Hans Christian Andersen e, ainda, Curso de Formação de Facilitadores da Kailo.

Já, em 2015, teve contato com o Movimento “Doutorado Informal”, uma iniciativa de Aprendizagem Autoridirigida que foi fundamental para a fundamentação da Jornada CAPES, programa que ele iniciou com apoio da diretoria exclusivamente para os alunos do Centro Educacional Solaris.

Até 2018, Varlei atuou como professor de teatro e em 2019, passou a se dedicar inteiramente ao projeto CAPES, a fim de ampliar a experiência para o máximo de alunos.

Sobre o Centro Educacional Solaris

O Centro Educacional Solaris é uma escola trilingue (Inglês, Espanhol e Mandarim) de Ensino Fundamental e Médio com uma proposta diferenciada de ensino com número limitado de alunos por sala.

Com período integral para o Ensino Fundamental e semi-integral para o Ensino Médio, a escola tem atividades extras para ampliar a experiência dos alunos, não apenas com os estudos, mas também com a convivência social e com a construção da autonomia, como a Jornada CAPES, por exemplo.

A integração pais-escola também é incentivada com a diretoria sempre aberta a receber os pais, além dos canais de comunicação direta.

Diferente das demais escolas, o Centro Educacional Solaris traz para os pais uma segurança de que os filhos não apenas estão sendo educados formalmente, mas também estão sendo conduzidos a um formato educacional agregador.

A minha filha estuda lá e eu realmente considero esta, a melhor escola do ABC Paulista, além de ter um preço completamente acessível e condições especiais.

Aliás, o Centro Educacional Solaris está com matrículas abertas para o segundo semestre e pode ser a oportunidade perfeita para proporcionar uma educação de qualidade para os seus filhos.

Aqui, eu falo sobre porque considero que o Centro Educacional Solaris é a melhor escola de Santo André. Após conferir, você também concordará que é a melhor opção para pais que realmente querem a evolução dos filhos.

Escrevi esse texto quando a minha filha tinha 13 anos e ainda não namorava, mas as dicas da psicóloga sobre primeiro namoro da filha são valiosas e usei todas quando chegou a hora.

Por aqui, o primeiro namoro da filha já dura mais de 1 ano e as dicas desse post foram fundamentais para quando chegou a minha hora de lidar com isso.

Meus medos eram:

  • medo da filha sofrer
  • medo de ela não escolher uma pessoa adequada (aos olhos dos pais)
  • medo da família torrar o saco “Porque é muito cedo”
  • medo dela engravidar
  • medo dela pegar DST
  • medo dela fugir escondida (Vai saber? A gente sempre lê casos assim)
  • medo do cara ser um ET
  • medo dela amar mais o cara que nós

Gente… É tanta coisa duma vez só que fica difícil ser uma mãe descolada e, ao mesmo tempo, segura. Mas como dizia meu pai: “Uma hora a gente tem que confiar na educação que demos aos nossos filhos” e, mesmo assim, sabendo que seja lá o que acontecer, a culpa sempre recairá sobre nós.

Como sou apenas uma mãe a beira de um ataque de nervos só de pensar nisso, vou dar a palavra a alguém que manja do assunto.

A psicóloga clínica Daniela Knapp Vargas nos deu uma luz para esse túnel logo, frio e íngreme que é ser mãe de adolescente com o primeiro namoro:

A primeira coisa que os pais precisam entender é que os adolescentes não encaram o namoro da mesma forma como os adultos. Em geral, verifica-se que os pais tem uma tendência natural de não valorizar a relevância e o significado do namoro na adolescência. A maioria dos pais percebe o relacionamento como superficial e passageiro, mas para o adolescente o relacionamento é muito sério.

Por esse motivo, é necessário que os pais exerçam empatia com seu filho adolescente para entender e compreender que tudo o que acontece no namoro, por mais que aos olhos dos pais seja uma bobagem, para o adolescente será visto como algo muito sério.

Conflitos e términos, por exemplo, na visão do filho adolescente, podem ser muito graves.

Dicas da Dra. Daniela Knapp Vargas

Converse diariamente

Os pais precisam manter um diálogo positivo com os filhos e se interessar pelos assuntos dos filhos. Essa atitude de cumplicidade facilitará a exposição de algum problema que os pais identifiquem no namoro, como também do adolescente caso venha acontecer algum problema.

Mantenha o diálogo aberto

Embora os adolescentes possam desafiar a autoridade dos pais com alguma regularidade e não passem mais tanto tempo com a família, o adolescente ainda vai recorrer aos pais na procura de valores. É importante que o adolescente tenha sentimentos positivos ao compartilhar algo com seus pais e que ele tenha liberdade para falar sobre temas importantes de vida.

Seja exemplo

Os pais são exemplos para os filhos e o adolescente provavelmente vai repetir no namoro atitudes aprendidas com os próprios pais a partir da observação do comportamento do relacionamento deles.

Construa uma base segura

Em consequência dessa necessidade o adolescente passa progressivamente a passar menos tempo com a família e mais tempo com os amigos, namorado/a e na escola. Mas é importante os pais saberem que mesmo que o adolescente tenha essa tendência, ele ainda continua a recorrer a eles na procura de valores e de uma base segura a partir da qual possam se desenvolver.

Mantenha uma relação de respeito

É essencial que os pais mantenham uma relação com os filhos baseada no afeto, proximidade e aceitação e ao mesmo tempo promovam a autonomia e independência. Ao transmitir essas características, os pais ajudam o adolescente a manter relações amorosas mais saudáveis.

Faça acordos

Lembra que para o adolescente o namoro é algo importante? O problema é que muitas vezes ele pode deixar de ir bem no colégio por só pensar na namorada. A melhor solução aqui é fazer ele entender a importância dos estudos e estabelecer trocas, por exemplo: quando tiver provas ele precisa prometer que vai estudar no dia anterior.

Esteja por perto

Observe e conheça o namorado do seu filho. É uma boa influência? Se não for é hora de orientar e alertar o adolescente. Outra observação importante é perceber se a relação é sadia ou se está tomando rumos que possam prejudicar o filho. Mas lembre-se que preservar o espaço deles também é importante. Uma dica é convidar o namorado/a para vir na sua casa. Assim você consegue observar melhor a relação.

Acalme-se

Não se culpe por não saber muito bem como agir nas situações. Toda a mudança e novidade exige um tempo de adaptação. O importante é encarar essa nova fase como algo natural.

Mantenha os limites

Não mude as regras em relação a horários, estudos e afazeres em casa só porque o adolescente começou a namorar. O namoro deve acontecer sem modificações nas responsabilidades que o adolescente já tinha.

Evite proibições

Se os pais proibirem, o adolescente provavelmente fará escondido. Direcionar e manter a tranquilidade é a melhor forma para passar por esse momento.

Veja o namoro como algo positivo

Muitos pais só conseguem perceber o lado negativo do namoro, mas o namoro pode proporcionar vários aprendizados para o adolescente como habilidades de negociação e empatia, por exemplo. Além disso, o namoro pode potencializar o seu sentido de identidade, desenvolver competências sociais e habilidades emocionais. Os inícios e términos também podem promover o desenvolvimento de resiliência , ajudando o adolescente no seu desenvolvimento emocional.

Com essas dicas da Dra Daniela Knapp Vargas estou bem mais segura na hora de encarar o primeiro namoro da Gigi. Claro que será uma fase nova e eu sei que haverão muitos desafios, mas é algo que todas temos que passar em algum momento, então que seja – não agora, por favor – quando tiver que ser.

Quanto ao “ainda é cedo”, uma coisa que aprendi revisando minhas próprias vivências adolescentes – sim, eu faço isso sempre para tentar entender o lado da Gigi, aprendi que a hora certa é a hora que as coisas acontecem, porque é ali, naquela hora que tenho que começar a lidar. E lidar como adulta, não como louca desvairada, que não aceita o que está acontecendo e que acontecerá, comigo perto ou não. Então, melhor que seja comigo sempre podendo estar ali, sendo mãe e companheira.

E se querem uma dica minha, é: quanto mais criamos barreiras para dificultar o andar dos filhos, mais eles andam longe, mas não param de andar. E às vezes, até andam mais rápido só para fugir de nós – vide meninas que engravidam e casam só para saírem da casa dos pais, por exemplo.

Então, por hoje é só, mas esse assunto não está encerrado. Na verdade, essa é só a primeira de muitas pautas sobre esse e tantos assuntos envolvendo filhos adolescentes.

Não espere seu filho ser um adolescente para tentar se aproximar, pois pode ser mais complicado.

Quando descobri que estava grávida, planejei todos os meus passos dali por diante para ser a melhor mãe de adolescente que eu pudesse ser.

Eu não pensava em outra coisa, senão em tudo o que eu poderia fazer para não criar uma filha mimada, mas ao mesmo tempo, em como eu faria para sermos próximas na adolescência dela.

Eu pesquisei, li, me consultei, enfim, me dediquei muito, muito mesmo a cada fase, em prol da adolescência.

Segundo a Psicóloga e Neuropsicóloga Clínica, Sabrina Martinelli, a adolescência é uma fase de transição onde a comunicação, às vezes, se torna difícil e truncada. Se a proximidade já existe e foi cultivada desde bebê, torna-se uma facilitadora nesse processo. É importante ter em mente que a mãe do bebê também cresce, junto com o filho, e evolui para a mãe do adolescente pra mais tarde evoluir novamente.

Pensando nisto, fica mais fácil conceber que cultivar a relação, não só ajuda a amadurecer os filhos com a ideia de proximidade, mas também nos ajuda a amadurecer mais próximas deles também.

Aqui, listei algumas coisas que aprendi nestes 13 anos com a Gigi:

1. A evolução de cada filho é única e nós não as determinamos

Quando a Gigi era bebê, eu vivia ansiosa para que ela andasse, falasse, cantasse e etc.

Custei a entender que não era eu quem definia a evolução dela, mas sim ela mesma, dando um passo de cada vez.

2. É importante ter momentos dedicados a conversar com eles

Parece loucura conversar com um bebê, não é mesmo?

Mas é tão, tão importante que criemos um momento que ele entenda que é inteiro só para os dois.

Um momento em que você fale, mas que também pare para ouvi-lo, mesmo que ela ainda só resmungue.

3. Mostrar-se interessada nas descobertas é essencial

Muitas vezes, estamos tão atarefadas que menosprezamos as pequenas descobertas dos filhos.

Mas é essencial que tentemos dar um jeito de nos mostrarmos interessadas, para que eles não se desmotivem e percebam que são importantes para nós.

4. Mostrar confiança nos pequenos também é muito legal

Que tal exercitar desde cedo a demonstração de confiança nos filhotes?

Assim, eles vão se sentir confiantes e empoderados, além de saberem que podem confiar nos pais de volta.

5. Nunca menospreze os filhos

Desde bebês, eles já são desafiados a tentar até conseguir.

Não os menospreze! Deixe que eles se sintam capazes de tentar, deixe que eles definam os próprios limites.

Respeite quem eles são e como interagem com o mundo e com as escolhas.

 

Claro que nunca é tarde para se aproximar dos filhotes, mas quanto antes, melhor e mais fácil!

E se você já é mais de adolescentes, dá uma olhadinha nos 10 errinhos que podemos evitar para não afastar nossos filhotes.

O Hotel Escola Girassol criou, em 2017, o boletim dos pais, onde os filhos dão notas e podem, assim, ajudar os pais a melhorarem.

Em 2017, o Hotel Escola Girassol, em Ananindeua, publicou imagens do boletim dos pais, onde os filhos davam notas.

A ideia é simplesmente incrível, porque ajuda pais a perceberem onde estão sendo falhos na criação dos filhos, podendo melhorar.

Boletim dos pais para que os filhos possam dar feedbacks valiosos sobre os pais
Boletim dos pais do Hotel Escola Girassol, em Ananindeua

Claro que uma leva de pais – aqueles que não tem real interesse em serem bons pais – reagiu mal à ideia do boletim dos pais, afinal pais ruins detestam feedbacks que possam ajudá-los a melhorar.

Mas, para pais os realmente comprometidos com uma criação de filhos felizes e mental e emocionalmente saudáveis, a ideia do boletim dos pais faz muito sentido na busca pela evolução parental.

O grande segredo é saber respeitar o significado do boletim dos pais e perceber o que os filhos estão sinalizando a cada nota.

Seguem as disciplinas do boletim dos pais do Hotel Escola Girassol

Nenhuma descrição de foto disponível.
Boletim dos Pais – Hotel Escola Girassol | Ananindeua
  • Diálogo
  • Compreensão
  • Passeios em família
  • Ajuda nas atividades escolares
  • Presença em eventos escolares
  • Demonstração de carinho
  • Estresse diário
  • Bom humor
  • Paciência

São atributos que facilmente podem nos nortear no que precisamos melhorar, na visão dos filhos.

Postagem original de Boletim dos Pais do Hotel Escola Girassol

Faça o seu próprio boletim dos pais em casa

Que tal aproveitar e adotar o boletim dos pais em casa e criar um para o papai e um para a mamãe para que os filhos sinalizem o que precisa melhorar?

Aqui em casa, eu resolvi aplicar de forma diferente as disciplinas do boletim dos pais e vale para pais e filhos:

  • Diálogo
  • Compreensão
  • Passeios em família
  • Diversão em família
  • Convivência em família
  • Ajuda nas atividades escolares
  • Apoio nas tarefas extras
  • Cuidados com a própria saúde
  • Tarefas da casa
  • Presença em eventos escolares
  • Demonstração de carinho
  • Bom humor
  • Paciência
  • Pedido de desculpas
  • Momentos bons

Assim todos podem sinalizar como se sentem uns em relação aos outros.

Segue imagem modelo do meu boletim dos pais, caso você queira imprimir e adotar essa brincadeira em casa:

Boletim dos pais: Filhos dão notas para os pais | by Thatu Nunes

É importante não intimidar os filhos

A iniciativa do boletim dos pais é muito proveitosa, porém é preciso que os pais não intimidem os filhos diante de suas possíveis notas baixas.

A ideia do boletim dos pais é de nos reavaliarmos e não a de oprimir o filho diante de sua visão das situações.

Lembrando que se os filhos não compreendem os motivos de estarem sendo repreendidos, por exemplo, é sinal que a repreensão não só não fez sentido como não fará efeito, já que eles precisam entender para aprender o certo e errado, então isso é um sinal de que A SUA COMUNICAÇÃO é falha e precisa ser revista.

Não existem pais perfeitos

O boletim dos pais é um método dos filhos apontarem feedbacks de como se sentem para que consigamos entender melhor como lidar com situações e com eles também.

Não existem pais perfeitos e que acertem sempre, então não se sinta culpado pelas notas.

O ideal com o boletim dos pais é que seja uma brincadeira sadia onde pais e filhos se sintam MOTIVADOS a melhorarem uns com os outros.

Use o boletim dos pais como uma brincadeira

Apesar do boletim dos pais ser uma excelente ferramenta para nós melhorarmos como pais, é importante que para as crianças ele entre como uma brincadeira onde eles possam ser sinceros.

Assim, não fica aquela atividade pesada, com cara de momento de crise em família, cheio de DR, nada disso.

Se for questionar alguma nota do boletim dos pais, faça isso de forma divertida, sem criar um peso para o momento, afinal nós queremos incentivar os filhos a se comunicarem de forma honesta, não a se calarem e esconderem o que pensam de verdade.

Quando adotar o boletim dos pais

O ideal é adotar o boletim dos pais assim que os filhos puderem se comunicar.

Se ainda não leem e escrevem, alguém pode ajuda-los fazendo as perguntas e esclarecendo o que cada item significa.

No começo, claro, o boletim dos pais vai ser um tanto complicado de ser assertivo, mas aos poucos todos vão aprendendo melhor a avaliar as disciplinas.

Também é legal que os pais aproveitem para dar um feedback aos filhos, assim eles podem melhorar igual aos pais com o boletim dos pais.

Boletim dos filhos

E que tal criarmos um boletim só para os filhos separado do boletim dos pais?

Se você preferir um assim, separado e com disciplinas diferentes do boletim dos pais, aqui vai a minha sugestão de boletim dos filhos:

boletim dos pais | boletim dos filhos
Boletim dos filhos

Aliás, aproveitando, sugerimos que leiam o texto sobre participação dos pais na vida escolar dos filhos

Entender o papel dos pais na vida escolar dos filhos é fundamental para a educação dos filhos e para a própria relação entre pais e filhos, em si.

Sempre considerei muito importante estar envolvida ativamente na educação formal da minha filha.

Não apenas pelos estudos, mas também pela qualidade das experiências sociais que ela terá ali.

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Vou dividir com vocês alguns tópicos que eu considero importantes para a relação dos pais com a escola:

1. Saber se envolver na medida certa

Esta é, talvez, a questão mais importante. Sabermos até que ponto devamos nos envolver nas situações sociais da vida escolar dos filhos.

Não podemos ser omissos e nem deixá-los à própria sorte, mas também não podemos interferir e tirar deles a autonomia.

Sempre que há alguma situação, eu tento interagir com a Gigi de forma que ela se sinta confortável, em primeiro lugar.

A partir daí, mensuro a que ponto devo me manter distante ou atuar, a exemplo do caso da professora que rasgou o trabalho dela, que contei recentemente.

2. Saber até que ponto se pode confiar nos filhos

Infelizmente não são apenas os filhos dos outros que mentem e erram. Então é importante sabermos até que ponto podemos confiar na versão dos nossos filhos ou não.

Temos que ter tato e ouvir sempre todas as partes, pois não se trata apenas da injustiça, mas também de reforçarmos, muitas vezes, comportamentos ruins dos nossos filhos.

É muito importante que pensemos nisto, pois as consequências disto, podem se voltar contra nós e contra eles mesmos.

3. Ter uma boa relação com professores e coordenadores

Eu não vejo como ser a mãe que sempre se altera, briga, discute e cria problemas seja positivo na vida dos filhos.

Primeiro, porque isto gera implicância e acaba gerando também problemas de socialização para eles com outros alunos.

Muitas vezes, os filhos acabam sendo apontados e excluídos por comportamentos nossos, ações que tomamos de cabeça quente e eles acabam pagando o preço.

Portanto, é sempre bom manter uma relação amigável e ponderada, mesmo que seja para discordar de ações deles.

4. Entender a dinâmica das relações

Já passou da hora de entendermos que cada relação é uma e que nossos filhos são indivíduos separados de nós.

Portanto, eles vão interagir diferente com o mundo e que temos que respeitar o modo deles interagirem e apenas orientá-los à razoabilidade.

Não cabe a nós discutir com o menino da sala que xingou nosso filho, nem tirar satisfações com a menina que o ignorou.

Temos que agir como pais, orientando-os a lidarem com as frustrações e somente em casos extremos, tomarmos as ações adequadas.

Conclusão

Sempre procurei ter estes cuidados e até agora, tenho percebido resultados bem positivos, pois Gigi se sente capaz de resolver os próprios conflitos, mas a vontade para dividi-los comigo.

Isto me é muito gratificante, pois vejo que ela me considera apta a respeitar suas decisões e interferir somente quando vejo que há algum risco real.

Assim, a socialização dela é respeitada, a minha relação com a escola é a melhor possível e a minha relação com ela também.

E você, como lidar com a relação escolar? Tem alguma outra recomendação ou ideia? Quer me contar mais a respeito?

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A primeira consulta ao ginecologista é cercada de dúvidas e receios, afinal é um momento bem estranho de nossa vida.

Me lembro bem da minha primeira consulta ao ginecologista.

Minha mãe era bem moderna para a época, mas estava longe de ser o que eu consideraria uma mãe ideal, pois ela ainda era apegada a vários tabus e um deles, era o da virgindade.

Minha primeira consulta ao ginecologista foi cercada de desconfianças e ameaças, já que por um desarranjo hormonal, a minha mãe desconfiava que eu estivesse grávida.

Me lembro dos discursos que ela fez, em tom ameaçador, antes da consulta.

Durante a consulta, ela ficou cheia de indiretas, sarcasmos e insinuações, tornando aquele momento extremamente constrangedor e traumático.

Naquela mesma hora eu pensava em como eu adoraria que a minha mãe fosse capaz de lidar com a situação como uma adulta, ao invés de agir feito uma adolescente cheia de preconceitos.

Foi assim que decidi, naquela mesma hora, que quando eu me tornasse mãe, não apenas a primeira consulta ao ginecologista, mas todas as questões voltadas para a sexualidade da minha filha seriam tratadas com respeito.

Primeira consulta ao ginecologista sem tabus | Saúde

Como escolher o ginecologista

Na hora de escolher o ginecologista é muito importante que a mãe peça referências do médico e faça uma pesquisa a respeito.

Quando a menina vai sem a mãe, também é ideal que peça ajuda a alguém de sua confiança (tia, avó, mãe da amiga) que possa ajuda-la na pesquisa e acompanha-la.

Depois de pedir referências e fazer pesquisas, escolha a melhor opção e ligue no consultório para confirmar se ele tem experiência com adolescentes, assim evita que a primeira consulta ao ginecologista seja traumática.

Conversando com o ginecologista

Conversando com o Dr. Rodrigo Hurtado, ginecologista e diretor-técnico da Clinica Origen, ele nos deu algumas dicas sobre a primeira consulta ginecológica.

“A mãe deve inicialmente orientar a filha sobre a importância de ter um médico que acompanhe sua saúde ginecológica (sexual, reprodutiva, infecciosa, etc)”.

Apesar disso, sabemos que muitas mães não estarão presentes neste momento da filha, por diversos motivos diferentes, então é importante que a menina conte com alguém de confiança nesta hora.

Virgindade

Para pacientes virgens, o exame físico é dispensável?

Caso a paciente seja virgem, o exame físico é totalmente dispensável e a consulta é focada em orientações e esclarecimentos da saúde feminina.

Para pacientes não virgens, o exame físico é obrigatório na primeira consulta ao ginecologista?

Também não. O exame só será feito se a paciente estiver confortável de fazê-lo na primeira consulta ao ginecologista.

A mãe ou a acompanhante devem entrar junto na sala de consulta?

A mãe pode ou não entrar. Isso vai depender de como a paciente e mãe se sentem mais confortáveis na hora.

No entanto, é muito importante que em algum momento a paciente possa conversar com o médico sem a presença dos pais.

Nessa hora, outro familiar, amigos ou mesmo outro profissional da equipe médica (enfermeira) deve acompanhar a conversa e/ou o exame físico.

Isto serve para garantir que a paciente fique plenamente a vontade em dizer o que precisa, sem qualquer constrangimento ou limitação.

O médico é obrigado a contar tudo o que rola na primeira consulta ao ginecologista para os pais?

A paciente deve ser orientada que o conteúdo dessa conversa só será discutido com os pais com autorização da dela, ou seja, o sigilo médico é preservado mesmo apesar da pouca idade da paciente.

Nem todas as mães mantém um relacionamento aberto o suficiente com suas filhas que permita troca de informações de maneira abrangente ou completa.

Questões pessoais que a paciente julgar sigilosas só podem ser discutidas com os pais na sua presença e com seu consentimento.

Dúvidas da mãe sobre assuntos ginecológicos devem ser discutidos em detalhe, na presença da paciente, em linguagem clara e compreensível para todos.

Isto quer dizer que o médico não vai responder a questões de cunho íntimo sobre a paciente, nem na primeira consulta ao ginecologista, nem em nenhuma outra.

A relação mãe e filha

Às vezes, nós queremos saber tudo da vida da filha e achamos que ela é obrigada a nos contar e pronto, nos esquecendo do respeito à privacidade e individualidade.

Em primeiro lugar, é legal lembrar de quando éramos adolescentes.

Muitas vezes, mesmo que nossa mãe fosse a mais legal do mundo, alguns assuntos fossem muito constrangedores de tratar com ela.

Fora quando a mãe tinha regras tão sistemáticas que só de pensar em contar ou dela desconfiar algo, pronto, tínhamos uma síncope.

Pois bem, agora que estou no papel de mãe procuro entender e respeitar a privacidade da minha filha, desde que isso não implique em algum risco à ela, claro.

Começando pela primeira consulta ao ginecologista e, claro, respeitando cada momento do desenvolvimento da sua sexualidade, que vai acontecer no tempo dela e não no meu.

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A primeira consulta ao ginecologista é muito importante e precisa ser livre de tabus e receios, para que se consultar regularmente se torne natural.

Beijos,

Confira outras dicas de saúde do nosso blog, na categoria SAÚDE. Entenda também porque nem sempre nossas filhas nos contam tudo.

Confira também as 9 perguntas que as mulheres devem fazer ao ginecologista.

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