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Acabei de assistir Anne com E da Netflix e recomendo que toda mãe (e pai) a assista de coração aberto e com as filhas e filhos ao lado.

Ao começar a assistir Anne com E da Netflix, não espera muito além de algo que me passasse o tempo.

Tenho costume de “assistir” séries que acredito serem menos interessantes em segunda tela, enquanto faço algo.

Então digamos que eu mais ouça as séries do que propriamente as assista.

E assim foi com Anne com E!

Mas assim que começaram os primeiros diálogos, eu tive que prestar atenção.

Queria ver aquela menina, Anne com E, declamando os poemas com seus trejeitos e precisava ver as expressões dos demais personagens.

Não demorou nem 5 minutos do primeiro episódio para perceber que Anne com E seria uma série importante para mim.

A dolorosa infância e o poder da imaginação de Anne com E

Anne com E: uma série para mães e filhas (e filhos) | by Thatu Nunes

Anne com E perdeu os pais aos 3 meses e a partir daí, perambulou de casa em casa como criada, até chegar a um orfanato.

Sua vida jamais teve momentos difíceis, mas Anne com E sempre teve refúgio em sua ávida e ousada imaginação, que a protegia da tristeza da sua vida real.

Quando finalmente seria adota, Anne com E viajaria da cidade até sua nova casa para descobrir que, na verdade, seria devolvida já que eles queriam um menino para ajudar na fazenda.

Durante a viagem, Anne com E apreciou cada precioso segundo, cada genuíno centímetro de céu, terra, céu e ar, dando nomes a cada lugar por onde passara.

Mas mesmo após aquela sensação de finalmente ter recebido sua preciosa chance, Anne com E se depara com realidade de que seria devolvida no dia seguinte.

A partir daí, a vida de Anne com E se desenrola de forma ainda mais extraordinária, intercalando com momentos em que a sua personalidade irremediavelmente espirituosa a coloca em enrascadas.

O verdadeiro significado de família

Anne com E: uma série para mães e filhas (e filhos) | by Thatu Nunes

Em Anne com E o verdadeiro significado de família fica evidente.

Um casal de irmãos, Matthew e Marilla Cuthbert ,donos de uma fazenda na fictícia cidade de Avonlea na Ilha do Príncipe Eduardo, pretendia adotar um garoto para ajudar nas tarefas da fazenda.

Fizeram o pedido para o orfanato e, no dia de buscá-lo na estação, Matthew se depara com uma garota, a Anne com E.

Para não abandoná-la lá à própria sorte, Matthew a leva até sua propriedade, Green Gables, afim de pernoitarem para que fosse devolvida no dia seguinte.

Com uma convicção inabalável, Anne com E acreditou que aquele ainda não seria o seu momento de sorte, mas que ele ainda estaria por vir.

Assim aceitou o seu destino de voltar para o orfanato, mas ao chegarem lá, a Marilla viu que ela seria adotada por mais uma família abusiva, trazendo a de volta a título de teste por uma semana.

Após vários ocorridos, inclusive muitos que complicariam a vida da própria Anne, além da família Cuthbert , finalmente se percebem uma família e acabam por adotar Anne com E de uma vez por todas.

Anne com E ensina mães e pais a serem mais leves

Anne com E: uma série para mães e filhas (e filhos) | by Thatu Nunes

Anne com E é uma menina muito inteligente, astuta, sonhadora, imaginativa e travessa.

A mistura perfeita para se meter em muitas confusões inocentes e bem típicas da idade.

E é nessa hora que a série nos traz a reflexão de que nem tudo precisa ser levado tão a ferro e fogo e que limitar e educar não tem qualquer relação com agir com violência e abusos com as crianças.

Marilla tem a mão no peso perfeito para educar e, ao mesmo tempo, se permitir aprender com a sua Anne com E.

Ela é uma verdadeira inspiração de maternidade para mim, enquanto Matthew é o modelo de pai interessante também, visto que é amoroso, carinhoso, próximo e presente, mas jamais age com violência e arrogância.

Assim, Anne com E traz para nós verdadeiras lições de como cultivar uma relação saudável entre dirigir uma família e permitir que filhos sejam quem são e se descubram por si mesmos.

Ser mãe e pai é, sobretudo, ser capaz de respeitar o aprendizado e também, por que não?, as peripécias típicas de cada fase.

Leia também: Stranger Things é uma série sobre MATERNIDADE

O incentivo à imaginação e à autonomia

Imaginação é um dom!

Quando crianças, ela costuma fluir ao longe e construir narrativas completamente malucas, mas interessantes.

Assim é em Anne com E.

Ela nos faz lembrar como era bom nos imaginarmos rainhas, princesas, médicas, motoristas, astronautas e o que fosse, usando meros arremedos de inventividade, como roupas dos pais, panos, pedaços de embalagens, cenários e etc.

E nos faz lembrar que é hora de proporcionarmos isso também aos nossos filhos, permitindo-os brincar, aprontar e curtir os momentos sem o peso do medo da bagunça, de se sujarem etc.

Em Anne com E também somos levados a nos lembrar que crianças podem, sim, ser inteligentes e não precisamos viver subestimando-as. Deixemos fluir!

Bons momentos para curtir com os filhos

Anne com E é para ser vista com mães e filhos juntinhos.

Que tal marcarem um dia da semana para verem juntos cada episódio e, após, fazerem algo juntos?

Num dia, contarem histórias, no outro, escreverem novas, no outro brincarem sem medo de soltar a imaginação?

Sem dúvida, essa série vai inspirar a família a criar memórias inesquecíveis para todos.

Boa série! ♥

Leia mais opiniões minhas sobre séries aqui.

O Centro Educacional Solaris, através do coordenador de projetos Varlei Xavier Nogueira, promove anualmente a Jornada CAPES para os alunos.

A Jornada CAPES é um projeto idealizado pelo coordenador de projetos Varlei Xavier e abraçado pelo Centro Educacional Solaris, como forma de desenvolver os alunos para as suas habilidades individuais.

O projeto é oferecido para os alunos do Centro Educacional Solaris como extra-curricular e não-obrigatório, mas a trajetória contempla mentorias, atividades e palestras enriquecedoras para os jovens, que saem muito mais preparados para encarar o mundo a partir disso.

Mas, afinal, o que é a Jornada CAPES?

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“A Jornada CAPES (CURIOSIDADE – AUTONOMIA – PERCURSO – ENTREGA – SABEDORIA) é um programa de aprendizagem autodirigida que estimula os alunos a criarem seu próprio percurso de aprendizagem autônomo, fomentando no estudante a capacidade de, a partir de seus próprios interesses, fazer uma trilha formativa, baseada nas próprias escolhas, culminando numa entrega pública”, explica Varlei Xavier, idealizador do projeto.

Ao contrário da maioria dos projetos educacionais, a Jornada CAPES incentiva o jovem a “andar no seu próprio ritmo e direção”, auxiliando-o a fazer as perguntas corretas para colherem as respostas que precisam para traçar sua trajetória.

Assim, eles são os seus próprios gerentes de projetos, contando com mentores para que possam tirar de si, das suas ideias e da própria jornada, o melhor possível.

O que os alunos que fazem parte da Jornada CAPES ganham?

JORNADA CAPES: desenvolvendo o indivíduo através dos seus talentos | Adolescência

A experiência, por si só, já é enriquecedora, já que remente a uma jornada de preparo para serem autônomos em suas decisões futuras.

Mas não é só isso, porque eles recebem mentorias que agregam valor a cada passo dado, já que aprendem deste procedimentos e processos operacionais, como também sobre autoconhecimento e evolução do eu.

A Gigi, minha filha, é uma das alunas do Centro Educacional Solaris que participa da Jornada CAPES e o testemunho dela é inspirador, não apenas pela forma como ela se vê a cada etapa, mas também como passou a ver as oportunidades e o mundo.

É aquele tipo de coisa que a gente pensa: “Ah se eu tivesse tido isso!” e que a gente fica satisfeito de ver o filho fazendo parte.

Siga o instagram do projeto: https://www.instagram.com/jornadacapes/

Mas quem é Varlei Xavier, o idealizador da Jornada CAPES?

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, sapatos e quadra de basquetebol

Em seu site, Varlei Xavier se descreve:

Muito prazer! Me chamo Varlei Xavier. Sou educador artista, artista educador. Acredito na combinação da educação e da arte para a construção de um mundo melhor. 

“É com muita alegria que compartilho com você meus sonhos e meus projetos.”

Varlei estudou Letras no Centro Universitário Santo André e, ao mesmo tempo, trabalhava como inspetor de alunos na Rede Municipal de São Bernardo do Campo, o que o motivou a estudar teatro e, mais tarde, formar-se ator pela Fundação das Artes de São Caetano do Sul, o que foi um marco na sua transformação como professor.

Tornou-se professor de teatro em escolas particulares, dirigindo o Grupo Brinquedo Torto, um grupo de teatro infantil que abraçou centenas de crianças e adolescentes, dos quais muitos se tornaram profissionais do teatro e da educação.

Estudante de Programação Neurolinguística desde 2007, Varlei tornou-se Practitioner em 2011 e foi onde, mais uma vez, viveu uma transformação.

Depois de passar por experiências diversas, como Pedagogia Teatral, cursos de Direção Teatral e Dramaturgia e Curso de Formação de Contadores de Histórias da Biblioteca Hans Christian Andersen e, ainda, Curso de Formação de Facilitadores da Kailo.

Já, em 2015, teve contato com o Movimento “Doutorado Informal”, uma iniciativa de Aprendizagem Autoridirigida que foi fundamental para a fundamentação da Jornada CAPES, programa que ele iniciou com apoio da diretoria exclusivamente para os alunos do Centro Educacional Solaris.

Até 2018, Varlei atuou como professor de teatro e em 2019, passou a se dedicar inteiramente ao projeto CAPES, a fim de ampliar a experiência para o máximo de alunos.

Sobre o Centro Educacional Solaris

O Centro Educacional Solaris é uma escola trilingue (Inglês, Espanhol e Mandarim) de Ensino Fundamental e Médio com uma proposta diferenciada de ensino com número limitado de alunos por sala.

Com período integral para o Ensino Fundamental e semi-integral para o Ensino Médio, a escola tem atividades extras para ampliar a experiência dos alunos, não apenas com os estudos, mas também com a convivência social e com a construção da autonomia, como a Jornada CAPES, por exemplo.

A integração pais-escola também é incentivada com a diretoria sempre aberta a receber os pais, além dos canais de comunicação direta.

Diferente das demais escolas, o Centro Educacional Solaris traz para os pais uma segurança de que os filhos não apenas estão sendo educados formalmente, mas também estão sendo conduzidos a um formato educacional agregador.

A minha filha estuda lá e eu realmente considero esta, a melhor escola do ABC Paulista, além de ter um preço completamente acessível e condições especiais.

Aliás, o Centro Educacional Solaris está com matrículas abertas para o segundo semestre e pode ser a oportunidade perfeita para proporcionar uma educação de qualidade para os seus filhos.

Faça contato pelo whatsapp agora mesmo e diga que viu pelo nosso site para receber condições mais que especiais: (11) 97191.4008

Aqui, eu falo sobre porque considero que o Centro Educacional Solaris é a melhor escola de Santo André. Após conferir, você também concordará que é a melhor opção para pais que realmente querem a evolução dos filhos.

Escrevi esse texto quando a minha filha tinha 13 anos e ainda não namorava, mas as dicas da psicóloga sobre primeiro namoro da filha são valiosas e usei todas quando chegou a hora.

Por aqui, o primeiro namoro da filha já dura mais de 1 ano e as dicas desse post foram fundamentais para quando chegou a minha hora de lidar com isso.

Meus medos eram:

  • medo da filha sofrer
  • medo de ela não escolher uma pessoa adequada (aos olhos dos pais)
  • medo da família torrar o saco “Porque é muito cedo”
  • medo dela engravidar
  • medo dela pegar DST
  • medo dela fugir escondida (Vai saber? A gente sempre lê casos assim)
  • medo do cara ser um ET
  • medo dela amar mais o cara que nós

Gente… É tanta coisa duma vez só que fica difícil ser uma mãe descolada e, ao mesmo tempo, segura. Mas como dizia meu pai: “Uma hora a gente tem que confiar na educação que demos aos nossos filhos” e, mesmo assim, sabendo que seja lá o que acontecer, a culpa sempre recairá sobre nós.

Como sou apenas uma mãe a beira de um ataque de nervos só de pensar nisso, vou dar a palavra a alguém que manja do assunto.

A psicóloga clínica Daniela Knapp Vargas nos deu uma luz para esse túnel logo, frio e íngreme que é ser mãe de adolescente com o primeiro namoro:

A primeira coisa que os pais precisam entender é que os adolescentes não encaram o namoro da mesma forma como os adultos. Em geral, verifica-se que os pais tem uma tendência natural de não valorizar a relevância e o significado do namoro na adolescência. A maioria dos pais percebe o relacionamento como superficial e passageiro, mas para o adolescente o relacionamento é muito sério.

Por esse motivo, é necessário que os pais exerçam empatia com seu filho adolescente para entender e compreender que tudo o que acontece no namoro, por mais que aos olhos dos pais seja uma bobagem, para o adolescente será visto como algo muito sério.

Conflitos e términos, por exemplo, na visão do filho adolescente, podem ser muito graves.

Dicas da Dra. Daniela Knapp Vargas

Converse diariamente

Os pais precisam manter um diálogo positivo com os filhos e se interessar pelos assuntos dos filhos. Essa atitude de cumplicidade facilitará a exposição de algum problema que os pais identifiquem no namoro, como também do adolescente caso venha acontecer algum problema.

Mantenha o diálogo aberto

Embora os adolescentes possam desafiar a autoridade dos pais com alguma regularidade e não passem mais tanto tempo com a família, o adolescente ainda vai recorrer aos pais na procura de valores. É importante que o adolescente tenha sentimentos positivos ao compartilhar algo com seus pais e que ele tenha liberdade para falar sobre temas importantes de vida.

Seja exemplo

Os pais são exemplos para os filhos e o adolescente provavelmente vai repetir no namoro atitudes aprendidas com os próprios pais a partir da observação do comportamento do relacionamento deles.

Construa uma base segura

Em consequência dessa necessidade o adolescente passa progressivamente a passar menos tempo com a família e mais tempo com os amigos, namorado/a e na escola. Mas é importante os pais saberem que mesmo que o adolescente tenha essa tendência, ele ainda continua a recorrer a eles na procura de valores e de uma base segura a partir da qual possam se desenvolver.

Mantenha uma relação de respeito

É essencial que os pais mantenham uma relação com os filhos baseada no afeto, proximidade e aceitação e ao mesmo tempo promovam a autonomia e independência. Ao transmitir essas características, os pais ajudam o adolescente a manter relações amorosas mais saudáveis.

Faça acordos

Lembra que para o adolescente o namoro é algo importante? O problema é que muitas vezes ele pode deixar de ir bem no colégio por só pensar na namorada. A melhor solução aqui é fazer ele entender a importância dos estudos e estabelecer trocas, por exemplo: quando tiver provas ele precisa prometer que vai estudar no dia anterior.

Esteja por perto

Observe e conheça o namorado do seu filho. É uma boa influência? Se não for é hora de orientar e alertar o adolescente. Outra observação importante é perceber se a relação é sadia ou se está tomando rumos que possam prejudicar o filho. Mas lembre-se que preservar o espaço deles também é importante. Uma dica é convidar o namorado/a para vir na sua casa. Assim você consegue observar melhor a relação.

Acalme-se

Não se culpe por não saber muito bem como agir nas situações. Toda a mudança e novidade exige um tempo de adaptação. O importante é encarar essa nova fase como algo natural.

Mantenha os limites

Não mude as regras em relação a horários, estudos e afazeres em casa só porque o adolescente começou a namorar. O namoro deve acontecer sem modificações nas responsabilidades que o adolescente já tinha.

Evite proibições

Se os pais proibirem, o adolescente provavelmente fará escondido. Direcionar e manter a tranquilidade é a melhor forma para passar por esse momento.

Veja o namoro como algo positivo

Muitos pais só conseguem perceber o lado negativo do namoro, mas o namoro pode proporcionar vários aprendizados para o adolescente como habilidades de negociação e empatia, por exemplo. Além disso, o namoro pode potencializar o seu sentido de identidade, desenvolver competências sociais e habilidades emocionais. Os inícios e términos também podem promover o desenvolvimento de resiliência , ajudando o adolescente no seu desenvolvimento emocional.

Com essas dicas da Dra Daniela Knapp Vargas estou bem mais segura na hora de encarar o primeiro namoro da Gigi. Claro que será uma fase nova e eu sei que haverão muitos desafios, mas é algo que todas temos que passar em algum momento, então que seja – não agora, por favor – quando tiver que ser.

Quanto ao “ainda é cedo”, uma coisa que aprendi revisando minhas próprias vivências adolescentes – sim, eu faço isso sempre para tentar entender o lado da Gigi, aprendi que a hora certa é a hora que as coisas acontecem, porque é ali, naquela hora que tenho que começar a lidar. E lidar como adulta, não como louca desvairada, que não aceita o que está acontecendo e que acontecerá, comigo perto ou não. Então, melhor que seja comigo sempre podendo estar ali, sendo mãe e companheira.

E se querem uma dica minha, é: quanto mais criamos barreiras para dificultar o andar dos filhos, mais eles andam longe, mas não param de andar. E às vezes, até andam mais rápido só para fugir de nós – vide meninas que engravidam e casam só para saírem da casa dos pais, por exemplo.

Então, por hoje é só, mas esse assunto não está encerrado. Na verdade, essa é só a primeira de muitas pautas sobre esse e tantos assuntos envolvendo filhos adolescentes.

Não espere seu filho ser um adolescente para tentar se aproximar, pois pode ser mais complicado.

Quando descobri que estava grávida, planejei todos os meus passos dali por diante para ser a melhor mãe de adolescente que eu pudesse ser.

Eu não pensava em outra coisa, senão em tudo o que eu poderia fazer para não criar uma filha mimada, mas ao mesmo tempo, em como eu faria para sermos próximas na adolescência dela.

Eu pesquisei, li, me consultei, enfim, me dediquei muito, muito mesmo a cada fase, em prol da adolescência.

Segundo a Psicóloga e Neuropsicóloga Clínica, Sabrina Martinelli, a adolescência é uma fase de transição onde a comunicação, às vezes, se torna difícil e truncada. Se a proximidade já existe e foi cultivada desde bebê, torna-se uma facilitadora nesse processo. É importante ter em mente que a mãe do bebê também cresce, junto com o filho, e evolui para a mãe do adolescente pra mais tarde evoluir novamente.

Pensando nisto, fica mais fácil conceber que cultivar a relação, não só ajuda a amadurecer os filhos com a ideia de proximidade, mas também nos ajuda a amadurecer mais próximas deles também.

Aqui, listei algumas coisas que aprendi nestes 13 anos com a Gigi:

1. A evolução de cada filho é única e nós não as determinamos

Quando a Gigi era bebê, eu vivia ansiosa para que ela andasse, falasse, cantasse e etc.

Custei a entender que não era eu quem definia a evolução dela, mas sim ela mesma, dando um passo de cada vez.

2. É importante ter momentos dedicados a conversar com eles

Parece loucura conversar com um bebê, não é mesmo?

Mas é tão, tão importante que criemos um momento que ele entenda que é inteiro só para os dois.

Um momento em que você fale, mas que também pare para ouvi-lo, mesmo que ela ainda só resmungue.

3. Mostrar-se interessada nas descobertas é essencial

Muitas vezes, estamos tão atarefadas que menosprezamos as pequenas descobertas dos filhos.

Mas é essencial que tentemos dar um jeito de nos mostrarmos interessadas, para que eles não se desmotivem e percebam que são importantes para nós.

4. Mostrar confiança nos pequenos também é muito legal

Que tal exercitar desde cedo a demonstração de confiança nos filhotes?

Assim, eles vão se sentir confiantes e empoderados, além de saberem que podem confiar nos pais de volta.

5. Nunca menospreze os filhos

Desde bebês, eles já são desafiados a tentar até conseguir.

Não os menospreze! Deixe que eles se sintam capazes de tentar, deixe que eles definam os próprios limites.

Respeite quem eles são e como interagem com o mundo e com as escolhas.

 

Claro que nunca é tarde para se aproximar dos filhotes, mas quanto antes, melhor e mais fácil!

E se você já é mais de adolescentes, dá uma olhadinha nos 10 errinhos que podemos evitar para não afastar nossos filhotes.

O Hotel Escola Girassol criou, em 2017, o boletim dos pais, onde os filhos dão notas e podem, assim, ajudar os pais a melhorarem.

Em 2017, o Hotel Escola Girassol, em Ananindeua, publicou imagens do boletim dos pais, onde os filhos davam notas.

A ideia é simplesmente incrível, porque ajuda pais a perceberem onde estão sendo falhos na criação dos filhos, podendo melhorar.

Boletim dos pais para que os filhos possam dar feedbacks valiosos sobre os pais
Boletim dos pais do Hotel Escola Girassol, em Ananindeua

Claro que uma leva de pais – aqueles que não tem real interesse em serem bons pais – reagiu mal à ideia do boletim dos pais, afinal pais ruins detestam feedbacks que possam ajudá-los a melhorar.

Mas, para pais os realmente comprometidos com uma criação de filhos felizes e mental e emocionalmente saudáveis, a ideia do boletim dos pais faz muito sentido na busca pela evolução parental.

O grande segredo é saber respeitar o significado do boletim dos pais e perceber o que os filhos estão sinalizando a cada nota.

Seguem as disciplinas do boletim dos pais do Hotel Escola Girassol

Nenhuma descrição de foto disponível.
Boletim dos Pais – Hotel Escola Girassol | Ananindeua
  • Diálogo
  • Compreensão
  • Passeios em família
  • Ajuda nas atividades escolares
  • Presença em eventos escolares
  • Demonstração de carinho
  • Estresse diário
  • Bom humor
  • Paciência

São atributos que facilmente podem nos nortear no que precisamos melhorar, na visão dos filhos.

Postagem original de Boletim dos Pais do Hotel Escola Girassol

Faça o seu próprio boletim dos pais em casa

Que tal aproveitar e adotar o boletim dos pais em casa e criar um para o papai e um para a mamãe para que os filhos sinalizem o que precisa melhorar?

Aqui em casa, eu resolvi aplicar de forma diferente as disciplinas do boletim dos pais e vale para pais e filhos:

  • Diálogo
  • Compreensão
  • Passeios em família
  • Diversão em família
  • Convivência em família
  • Ajuda nas atividades escolares
  • Apoio nas tarefas extras
  • Cuidados com a própria saúde
  • Tarefas da casa
  • Presença em eventos escolares
  • Demonstração de carinho
  • Bom humor
  • Paciência
  • Pedido de desculpas
  • Momentos bons

Assim todos podem sinalizar como se sentem uns em relação aos outros.

Segue imagem modelo do meu boletim dos pais, caso você queira imprimir e adotar essa brincadeira em casa:

Boletim dos pais: Filhos dão notas para os pais | by Thatu Nunes

É importante não intimidar os filhos

A iniciativa do boletim dos pais é muito proveitosa, porém é preciso que os pais não intimidem os filhos diante de suas possíveis notas baixas.

A ideia do boletim dos pais é de nos reavaliarmos e não a de oprimir o filho diante de sua visão das situações.

Lembrando que se os filhos não compreendem os motivos de estarem sendo repreendidos, por exemplo, é sinal que a repreensão não só não fez sentido como não fará efeito, já que eles precisam entender para aprender o certo e errado, então isso é um sinal de que A SUA COMUNICAÇÃO é falha e precisa ser revista.

Não existem pais perfeitos

O boletim dos pais é um método dos filhos apontarem feedbacks de como se sentem para que consigamos entender melhor como lidar com situações e com eles também.

Não existem pais perfeitos e que acertem sempre, então não se sinta culpado pelas notas.

O ideal com o boletim dos pais é que seja uma brincadeira sadia onde pais e filhos se sintam MOTIVADOS a melhorarem uns com os outros.

Use o boletim dos pais como uma brincadeira

Apesar do boletim dos pais ser uma excelente ferramenta para nós melhorarmos como pais, é importante que para as crianças ele entre como uma brincadeira onde eles possam ser sinceros.

Assim, não fica aquela atividade pesada, com cara de momento de crise em família, cheio de DR, nada disso.

Se for questionar alguma nota do boletim dos pais, faça isso de forma divertida, sem criar um peso para o momento, afinal nós queremos incentivar os filhos a se comunicarem de forma honesta, não a se calarem e esconderem o que pensam de verdade.

Quando adotar o boletim dos pais

O ideal é adotar o boletim dos pais assim que os filhos puderem se comunicar.

Se ainda não leem e escrevem, alguém pode ajuda-los fazendo as perguntas e esclarecendo o que cada item significa.

No começo, claro, o boletim dos pais vai ser um tanto complicado de ser assertivo, mas aos poucos todos vão aprendendo melhor a avaliar as disciplinas.

Também é legal que os pais aproveitem para dar um feedback aos filhos, assim eles podem melhorar igual aos pais com o boletim dos pais.

Boletim dos filhos

E que tal criarmos um boletim só para os filhos separado do boletim dos pais?

Se você preferir um assim, separado e com disciplinas diferentes do boletim dos pais, aqui vai a minha sugestão de boletim dos filhos:

boletim dos pais | boletim dos filhos
Boletim dos filhos

Aliás, aproveitando, sugerimos que leiam o texto sobre participação dos pais na vida escolar dos filhos

Entender o papel dos pais na vida escolar dos filhos é fundamental para a educação dos filhos e para a própria relação entre pais e filhos, em si.

Sempre considerei muito importante estar envolvida ativamente na educação formal da minha filha.

Não apenas pelos estudos, mas também pela qualidade das experiências sociais que ela terá ali.

Vou dividir com vocês alguns tópicos que eu considero importantes para a relação dos pais com a escola:

1. Saber se envolver na medida certa

Esta é, talvez, a questão mais importante. Sabermos até que ponto devamos nos envolver nas situações sociais da vida escolar dos filhos.

Não podemos ser omissos e nem deixá-los à própria sorte, mas também não podemos interferir e tirar deles a autonomia.

Sempre que há alguma situação, eu tento interagir com a Gigi de forma que ela se sinta confortável, em primeiro lugar.

A partir daí, mensuro a que ponto devo me manter distante ou atuar, a exemplo do caso da professora que rasgou o trabalho dela, que contei recentemente.

2. Saber até que ponto se pode confiar nos filhos

Infelizmente não são apenas os filhos dos outros que mentem e erram. Então é importante sabermos até que ponto podemos confiar na versão dos nossos filhos ou não.

Temos que ter tato e ouvir sempre todas as partes, pois não se trata apenas da injustiça, mas também de reforçarmos, muitas vezes, comportamentos ruins dos nossos filhos.

É muito importante que pensemos nisto, pois as consequências disto, podem se voltar contra nós e contra eles mesmos.

3. Ter uma boa relação com professores e coordenadores

Eu não vejo como ser a mãe que sempre se altera, briga, discute e cria problemas seja positivo na vida dos filhos.

Primeiro, porque isto gera implicância e acaba gerando também problemas de socialização para eles com outros alunos.

Muitas vezes, os filhos acabam sendo apontados e excluídos por comportamentos nossos, ações que tomamos de cabeça quente e eles acabam pagando o preço.

Portanto, é sempre bom manter uma relação amigável e ponderada, mesmo que seja para discordar de ações deles.

4. Entender a dinâmica das relações

Já passou da hora de entendermos que cada relação é uma e que nossos filhos são indivíduos separados de nós.

Portanto, eles vão interagir diferente com o mundo e que temos que respeitar o modo deles interagirem e apenas orientá-los à razoabilidade.

Não cabe a nós discutir com o menino da sala que xingou nosso filho, nem tirar satisfações com a menina que o ignorou.

Temos que agir como pais, orientando-os a lidarem com as frustrações e somente em casos extremos, tomarmos as ações adequadas.

Conclusão

Sempre procurei ter estes cuidados e até agora, tenho percebido resultados bem positivos, pois Gigi se sente capaz de resolver os próprios conflitos, mas a vontade para dividi-los comigo.

Isto me é muito gratificante, pois vejo que ela me considera apta a respeitar suas decisões e interferir somente quando vejo que há algum risco real.

Assim, a socialização dela é respeitada, a minha relação com a escola é a melhor possível e a minha relação com ela também.

E você, como lidar com a relação escolar? Tem alguma outra recomendação ou ideia? Quer me contar mais a respeito?

 

A primeira consulta ao ginecologista é cercada de dúvidas e receios, afinal é um momento bem estranho de nossa vida.

Me lembro bem da minha primeira consulta ao ginecologista.

Minha mãe era bem moderna para a época, mas estava longe de ser o que eu consideraria uma mãe ideal, pois ela ainda era apegada a vários tabus e um deles, era o da virgindade.

Minha primeira consulta ao ginecologista foi cercada de desconfianças e ameaças, já que por um desarranjo hormonal, a minha mãe desconfiava que eu estivesse grávida.

Me lembro dos discursos que ela fez, em tom ameaçador, antes da consulta.

Durante a consulta, ela ficou cheia de indiretas, sarcasmos e insinuações, tornando aquele momento extremamente constrangedor e traumático.

Naquela mesma hora eu pensava em como eu adoraria que a minha mãe fosse capaz de lidar com a situação como uma adulta, ao invés de agir feito uma adolescente cheia de preconceitos.

Foi assim que decidi, naquela mesma hora, que quando eu me tornasse mãe, não apenas a primeira consulta ao ginecologista, mas todas as questões voltadas para a sexualidade da minha filha seriam tratadas com respeito.

Primeira consulta ao ginecologista sem tabus | Saúde

Como escolher o ginecologista

Na hora de escolher o ginecologista é muito importante que a mãe peça referências do médico e faça uma pesquisa a respeito.

Quando a menina vai sem a mãe, também é ideal que peça ajuda a alguém de sua confiança (tia, avó, mãe da amiga) que possa ajuda-la na pesquisa e acompanha-la.

Depois de pedir referências e fazer pesquisas, escolha a melhor opção e ligue no consultório para confirmar se ele tem experiência com adolescentes, assim evita que a primeira consulta ao ginecologista seja traumática.

Conversando com o ginecologista

Conversando com o Dr. Rodrigo Hurtado, ginecologista e diretor-técnico da Clinica Origen, ele nos deu algumas dicas sobre a primeira consulta ginecológica.

“A mãe deve inicialmente orientar a filha sobre a importância de ter um médico que acompanhe sua saúde ginecológica (sexual, reprodutiva, infecciosa, etc)”.

Apesar disso, sabemos que muitas mães não estarão presentes neste momento da filha, por diversos motivos diferentes, então é importante que a menina conte com alguém de confiança nesta hora.

Virgindade

Para pacientes virgens, o exame físico é dispensável?

Caso a paciente seja virgem, o exame físico é totalmente dispensável e a consulta é focada em orientações e esclarecimentos da saúde feminina.

Para pacientes não virgens, o exame físico é obrigatório na primeira consulta ao ginecologista?

Também não. O exame só será feito se a paciente estiver confortável de fazê-lo na primeira consulta ao ginecologista.

A mãe ou a acompanhante devem entrar junto na sala de consulta?

A mãe pode ou não entrar. Isso vai depender de como a paciente e mãe se sentem mais confortáveis na hora.

No entanto, é muito importante que em algum momento a paciente possa conversar com o médico sem a presença dos pais.

Nessa hora, outro familiar, amigos ou mesmo outro profissional da equipe médica (enfermeira) deve acompanhar a conversa e/ou o exame físico.

Isto serve para garantir que a paciente fique plenamente a vontade em dizer o que precisa, sem qualquer constrangimento ou limitação.

O médico é obrigado a contar tudo o que rola na primeira consulta ao ginecologista para os pais?

A paciente deve ser orientada que o conteúdo dessa conversa só será discutido com os pais com autorização da dela, ou seja, o sigilo médico é preservado mesmo apesar da pouca idade da paciente.

Nem todas as mães mantém um relacionamento aberto o suficiente com suas filhas que permita troca de informações de maneira abrangente ou completa.

Questões pessoais que a paciente julgar sigilosas só podem ser discutidas com os pais na sua presença e com seu consentimento.

Dúvidas da mãe sobre assuntos ginecológicos devem ser discutidos em detalhe, na presença da paciente, em linguagem clara e compreensível para todos.

Isto quer dizer que o médico não vai responder a questões de cunho íntimo sobre a paciente, nem na primeira consulta ao ginecologista, nem em nenhuma outra.

A relação mãe e filha

Às vezes, nós queremos saber tudo da vida da filha e achamos que ela é obrigada a nos contar e pronto, nos esquecendo do respeito à privacidade e individualidade.

Em primeiro lugar, é legal lembrar de quando éramos adolescentes.

Muitas vezes, mesmo que nossa mãe fosse a mais legal do mundo, alguns assuntos fossem muito constrangedores de tratar com ela.

Fora quando a mãe tinha regras tão sistemáticas que só de pensar em contar ou dela desconfiar algo, pronto, tínhamos uma síncope.

Pois bem, agora que estou no papel de mãe procuro entender e respeitar a privacidade da minha filha, desde que isso não implique em algum risco à ela, claro.

Começando pela primeira consulta ao ginecologista e, claro, respeitando cada momento do desenvolvimento da sua sexualidade, que vai acontecer no tempo dela e não no meu.

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A primeira consulta ao ginecologista é muito importante e precisa ser livre de tabus e receios, para que se consultar regularmente se torne natural.

Beijos,

Confira outras dicas de saúde do nosso blog, na categoria SAÚDE. Entenda também porque nem sempre nossas filhas nos contam tudo.

Confira também as 9 perguntas que as mulheres devem fazer ao ginecologista.

O filme REI LEÃO ajudou a minha filha a lidar com a morte do pai.

Parece besteira, mas o filme REI LEÃO ajudou a minha filha a lidar com a morte do pai dela, que foi assassinado durante um assalto.

Aliás, não só o filme Rei Leão I como também alguns outros filmes, como Irmão Urso I e II e o Segredo dos Animais.

Se quiser saber mais sobre a morte do pai da Gigi, leia o post “Como fiquei viúva“.

Tradições familiares

Quando a Gigi tinha 5 anos, em 2009, ainda não tínhamos internet na TV. Assim, ainda era hábito usarmos DVDs para vermos filmes.

Então sempre acabávamos vendo os mesmos filmes, todo santo dia.

O que não imaginávamos, era que estes mesmos filmes seriam providenciais para ela superar a perda do próprio pai.

Todos os dias, tínhamos a tradição familiar de assistir um dos filmes do DVD com ela antes dela dormir.

E todo santo dia, assistíamos ou Rei Leão I ou II, ou Segredo dos Animais, ou Irmão Urso I ou II, ou A Vaca foi pro brejo, entre outras meia dúzia.

Apesar de repetitivo, era divertido repetirmos as falas de que já sabíamos de cor, cada um do seu personagem representativo.

Também era comum cantarmos as músicas dos filmes no decorrer do dia com entusiasmo e alegria.

Eram bons tempos que guardo com tamanha delicadeza que chego a chorar ao me lembrar.

E quando o Luciano morreu, continuamos fazendo isto.

Mas a partir daí, as histórias passaram a ter outro significado para nós duas.

A dor da perda

Por força das circunstâncias da morte do Luciano, que me foram especialmente traumáticas já que eu estava presente no momento, muitas memórias imediatas são corrompidas.

Então eu me lembro apenas como contei para a Gi que o Luciano havia falecido e como ela reagiu na hora, me abraçando meio incrédula e ainda sem entender.

Nos dias seguintes, eu passei completamente prostrada e acamada e ela era a única coisa que conseguia me fazer levantar.

Quando finalmente consegui encarar a realidade, a via lidando bravamente com a dor da perda e da ausência de um pai tão presente e, ao mesmo tempo, seguindo a vida como tinha que ser.

Ela era, ao mesmo tempo, a menina alegre de sempre e a menina que sentia profunda dor pela perda do pai que jamais a deixou um só dia longe dele até então.

E a cada vez que assistíamos os nossos filmes, ela ia revisando a própria percepção da perda dela.

E comecei a perceber que ela pedia para ver Rei Leão I e II e O Segredo dos Animais com muito mais frequência que todos os outros.

Foi quando me dei conta de que ambos lidam com o mesmo que ela estava lidando: a morte do patriarca, do pai do personagem principal.

Algumas lições de Rei Leão I:

O ciclo da vida: Como diz a música inicial do filme, a vida é um ciclo e tem início, meio e fim. Assim, cada um tem seus momentos e também a sua hora de partir.

Olhe as estrelas: Mufasa diz ao Simba que o seu pai o ensinou que os antigos reis sempre estariam olhando por eles dos céus, porque se tornam estrelas.

Que as regras existem por um motivo: Na época, a Gi passou a perceber que muitas das regras existiam por um motivo e que geralmente este motivo era protegê-la.

Que nem todos os adultos são confiáveis: Ao perceber a ingenuidade do Simba com Scar, Gi passou a questionar o perigo de confiar em qualquer adulto sem questionar.

Que você é forte, mas não é autosuficiente: A Gi aprendeu cedo que apesar dela ser forte, ter certa autonomia para a idade dela, ela estava longe de ser autosuficiente.

Que você pode encontrar bons amigos onde for: Com Timão e Pumba, Gi aprendeu que bons amigos ajudam a amenizar nossas dores e traumas. 

HAKUNA MATATA: Aprender a lidar com as coisas de forma positiva, vendo sempre o lado bom, por mais difícil que seja.

Que sempre teremos a herança de quem somos: Por mais que sejamos diferentes dos nossos pais, ainda teremos eles em nós, queiramos ou não.

Que o passado pode doer no presente: Mesmo que superemos tudo o que passamos, ainda haverão momentos em que o passado vai pesar e doer em nós no presente.

Que devemos nos lembrar sempre de quem realmente somos: Podemos andar pelo mundo a fora, aprender o que for, mas não podemos nos perder de quem somos.

Perdoar e não se igualar a quem lhe faz mal: O perdão é libertador. Não para quem é perdoado, mas para quem consegue perdoar, pois alivia a carga de dor.

Que ser firme não nos faz insensíveis: Não precisamos ser rudes, nem grosseiros para sermos firmes. Podemos manter a firmeza com empatia e com sensibilidade sempre.

Que tudo tem uma ordem e um momento para acontecer: Apesar de querermos as coisas no nosso tempo, as coisas tem uma ordem e um momento para acontecerem.

Que a morte não é o fim: A morte pode cessar a vida material, mas ainda teremos as nossas memórias, aprendizados e legado de quem se foi.

A morte como parte da vida

Eu sei que para muitos pais, lidar com a morte é algo que faz mal aos filhos, mas eu penso justamente o inverso.

Quando o Luciano morreu, foram várias pessoas a me recomendarem não dizer à Gi que ele havia morrido.

Sugerirem dizer que ele havia ido trabalhar longe, que ele estava com problemas, etc.

Ao meu ver, todas as sugestões foram absurdamente sem cabimento, já que o Luciano era um pai presente demais.

Pensei em como qualquer uma outra explicação que não fosse a verdadeira iria fazer parecer que ele a abandonou.

Foi quando tomei a decisão de contar a ela sobre a morte dele.

Como contei sobre a morte do pai para a minha filha

Não foi nada fácil, mas eu decidi que era o certo.

Chamei-a sozinha no quarto, ajoelhei-me diante dela e falei:

Filha, o seu pai morreu hoje

– Ele foi proteger a mamãe de um assaltante e o bandido o matou.

Ela me abraçou com lágrimas nos olhos, mas ainda sem entender a dimensão do que estava ouvindo.

Era perceptível que a consternação dela era por conta do meu estado e não pela notícia, que ela ainda nem sequer entendia direito.

Não fez qualquer pergunta na hora e dedicou toda a sua atenção a mim nos dias seguintes.

Quando eu finalmente estava melhor e pudemos sair juntas (e sozinhas), ao chegar, ela me fez a primeira pergunta:

– Mãe, como este homem matou o meu pai?

– Com um tiro no coração

– Como foi o tiro, mamãe? Saiu sangue?

– E eu tentei ser o mais honesta possível, mas sem tornar aquilo uma cena de horror para ela.

Ela passou meses sem falar dele, até que um dia acordou e me pediu para ver fotos e para eu contar coisas que eu lembrava sobre ele.

Foi aí que criamos uma nova tradição para nós duas: os momentos de mãe e filha, onde falávamos sempre do que ela quisesse e geralmente eram sobre lembranças do pai.

Aprendi a confiar na capacidade dela de lidar com as situações reais

Depois disso, aprendi que era importante eu permitir que ela lidasse com as próprias dores.

Aprendi que ela é capaz de administrar seus sentimentos e quando não é, vai pedir ajuda.

Me arrependo amargamente de ter ouvido as pessoas e não tê-la levado à cerimônia de cremação do pai.

Ela me fala disso sentida até hoje.

Eu pensava estar fazendo o melhor por ela, mas hoje percebo que tirei dela um momento importante.

Se eu pudesse voltar no tempo, eu teria feito diferente.

Me identifico muito com a mãe da Isabella Nardoni pela forma de lidar com a perda trágica – e injusta – de alguém.

Quando houve o julgamento do caso Nardoni, eu estava há dias de testemunhar no julgamento pelo assassinato de Luciano – meu falecido esposo.

Prestei atenção a cada detalhe e uma coisa me chamou atenção: ao fim de tudo, as pessoas comemoravam como se fosse uma final de futebol.

Diante da euforia popular, Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabella Nardoni, mostrou-se consternada com aquilo:

Não há o que comemorar. Três famílias estão se desfazendo hoje. Uma criança está morta e duas estarão privadas de conviverem com seus pais, além de carregarem um fardo e um estigma para sempre“.

Não me lembro ao certo as palavras, mas era algo neste sentido e que me tocou muito.

Dias depois aconteceu o julgamento do assassino do meu marido. As palavras de Ana Carolina ecoavam na minha mente.

E assim que foi dada a sentença, meu mundo desabou de vez.

Até aquele dia eu tinha em que me agarrar, algo para o qual lutar: a condenação do assassino. Depois da condenação não me sobrou nada.

Só a realidade de que dali para a frente a vida e as pessoas passariam a me cobrar igual a quem jamais passou pelo que passei.

Era tudo ou nada!

Ou eu superava ou eu teria que viver dentro de minha condição de vítima, de “viúva sofrida”. Eu teria que escolher entre ser forte ou fraca. Entre enfrentar ou me submeter.

E foi nessa hora que perdoei Rogério, não porque sou boa, mas porque eu não queria viver com essa âncora que é o rancor, o ódio, a necessidade de vingança. Nada mais eu poderia fazer, então era hora de cuidar de mim, da Gigi e seguir em frente.

E foi Ana Carolina, a pessoa que me inspirou a agir com resiliência, com espírito leve, com coração manso. Foi ela que me inspirou a superar.

Muito obrigada, Ana Carolina Oliveira. E que sua vida seja cheia de felicidades, pois você salvou a minha de ser uma vida amargurada.

Uma vez ouvi: “Ensine seus filhos a lidarem com as frustrações” e hoje agradeço pelo conselho

Ensinar os nossos filhos a lidarem com frustrações de forma adequada é mais do que urgente, é questão de segurança pública.

A importância de ensinarmos aos nossos filhos como lidarem com suas frustrações é urgente. Não apenas por eles mesmos, mas também por nós e pela segurança pública.

 

Saber lidar com frustrações é bom eles mesmos

Sim. Uma pessoa que saiba lidar com frustrações, automaticamente também tem mais saúde psicológica e mais qualidade em suas relações, sejam familiares, amorosas ou profissionais, pois não criam tantas expectativas e nem traçam planos de vida dependentes de terceiros.

São mais capazes de planejar a vida dependendo de suas próprias ações e aventando possibilidades de insucesso e, portanto, pensando em saídas funcionais para estas eventualidades.

 

Saber lidar com frustrações é para nós

Como pais, também é vantajoso que nossos filhos aprendam a lidar com frustrações, para que possamos confiar que saberão se virar sozinhos.

Sem falar que, ao passo em que aprendem a lidar com frustrações, também deixam de nos culpar e responsabilizar por tudo, tornando-se mais capazes e autônomos.

 

Saber lidar com frustrações é bom para segurança pública

 

Ensinar nossos filhos a lidarem com suas frustrações de forma adequada é mais do que urgente, é questão de segurança pública.

Casos como este poderiam ter sido evitados, se o rapaz soubesse lidar melhor com suas frustrações

Explico: se todos os pais ensinassem seus filhos a lidarem com as próprias frustrações sem descontarem ou culparem os outros, o mundo teria muito menos crimes, especialmente passionais como o deste casal que foi encontrado morto recentemente.

Provavelmente, não teríamos testemunhado crimes como o de Suzane Von Rishtofen contra seus pais, porque eles não aceitavam o seu namoro.

Também não teríamos visto inúmeros casos de homens matando suas ex por não aceitarem o fim da relação, nem de maridos que espacam esposas por acharem que ela só existe para servi-lo e agradá-lo.

Certamente também não veríamos tantos casos de mulheres mutilando outras mulheres por acharem que decidem com quem o ex deve viver.

Então, ensinar nossos filhos a lidarem com as próprias frustrações é mais do que urgente, é questão de segurança pública.

 

Frustração é inevitável para qualquer ser humano

Como mãe, eu sei que dói ver o filho frustrado, mas a frustração é algo inevitável.

Seja como for, em algum momento, por algum motivo, nossos filhos sofrerão frustrações.

Seja porque ele queria brincar lá fora e está tendo um furacão.

Seja porque ele queria morar para sempre no mesmo lugar, o pai perdeu o emprego e terão que se mudar.

Seja porque a internet caiu.

Seja porque ele queria um brinquedo caro e você não tem condições de comprar.

Um dia, ele vai se frustrar e é nesta hora que você vai fazer a diferença na vida dele, ensinando-o a lidar com isso.

 

Mas como fazer ensinar os filhos a lidarem com frustrações?

Bem… Penso que quanto antes começarmos, melhor.

E não estou falando para fazer aquelas torturas abomináveis de deixar a criança chorar e se esgoelar até aprender a cozinhar sozinha ou a dirigir o carro dos pais para irem até o parquinho, não.

Estou falando de sermos razoáveis, na medida de casa fase da vida do bebê e da criança, respeitando os limites e o contexto lúdico, sempre.

Por exemplo, se seu bebê está com fome e a comidinha está no fogo, demorando um pouquinho mais do que de costume, que tal ao invés de xilicar com ele ou com o fogão pela demora, tentar conversar com ele explicar que a mamãe está cuidando de tudo, mas que as coisas tem seu tempo certo para ficarem prontas e hoje está demorando um pouquinho mais?

E quando ele quiser ficar mais tempo no parquinho, mas você precisa voltar para casa, para resolver algo?

Aproveite para explicar para ele que por hoje o tempo de brincar no parquinho já deu, mas que haverão outros momentos.

Que ele precisa entender e que fazer birra só vai te fazer pensar que ele não mereça voltar tão já.

Mostrar contrapartidas diante da frustração e, acima de tudo, respeito pelas pessoas em volta da situação.

E com adolescentes?

Ensine seus filhos a lidarem com frustrações capa

Com adolescentes, é mais fácil explicar e demonstrar, mas será mais complicado que eles assimilem, geralmente.

Adolescente é imediatista por natureza e se foi criado sem a lição de lidar com frustrações, tendo tudo o que quer na hora que quer, na mão, ele vai dar trabalho.

Mas ainda há esperanças! Então o jeito é encarar e mostrar que, querendo ele ou não, a vida tem frustrações.

E que querendo ele ou não, ele terá que lidar com as consequências de suas más escolhas dali pra frente.

Aí, quando ele reagir mal a uma frustração, vale aquele tempinho sem o celular, por exemplo.

Melhor ele sem celular por algum tempo, do que em uma cela, por muito tempo, porque não soube levar um não da namoradinha.

E para complementar…

Se você já é homem feito, que o fato de seus pais não te ensinarem a lidar com frustrações não lhe sirva como desculpa. Corre atrás e aprende, ao invés de fazer merda!

Está procurando o presente de dia das mães ideal? Dê um check-up!

Bom, ontem fiz uma lista de sugestão para o dia das mães, mas hoje vim trazer outra sugestão de presente de dia das mães.

melhor presente de dia das mães

Semana retrasada eu me dei um check-up de presente adiantado de aniversário de 40.

Como faço 40 anos dia 15 de maio, decidi fazer um check-up geral, mas como não tenho convênio tive que pesquisar as melhores condições e preços.

E foi o melhor presente que me dei nos últimos anos, porque graças a ele descobri várias coisinhas que preciso cuidar antes que virem coisas graves.

Sobre o check-up feminino +40

Depois de muito pesquisar, encontrei o check-up +40 do Dr Consulta.

Ele inclui, além da consulta inicial e do retorno, os seguintes exames:

GLICEMIA DE JEJUM

HEMOGRAMA COMPLETO

URINA TIPO I

HEMOGLOBINA GLICADA

T4 LIVRE

COLPOCITOLOGIA ONCOTICA (PAPANICOLAU)

COLPOSCOPIA E VULVOSCOPIA (BIOPSIA SE NECESSARIO)

USG MAMAS

USG TRANSVAGINAL

MAMOGRAFIA

CONSULTA GINECOLOGIA/OBSTETRÍCIA

COLESTEROL (TOTAL E FRACOES + TRIGLICERIDES) – SANGUE

TSH – HORMONIO TIREOESTIMULANTE

Todos eles por um total de R$865.00 em até 10 vezes no cartão.

Um presente de dia das mães que vai valer pra vida toda!

Dê saúde de presente de dia das mães

A minha mãe faleceu de câncer de colo de útero decorrente do vírus HPV já 17 anos, depois de ficar 4 anos sem fazer exames ginecológicos.

Se este argumento não te convencer a dar de presente de dia das mães um check-up feminino, você tem coração de pedra.

O check-up pode prevenir o avanço de problemas de saúde ainda no início, prolongando na só o tempo, mas a qualidade de vida da sua mãe.

Quer presente de dia das mães melhor do que saúde? Não tem!

O presente de dia das mães que pode salvar vidas

Me diz outro presente de dia das mães que pode salvar a vida dela, além do check-up feminino?

Eu não consigo pensar em nenhum outro, sinceramente.

Então não espere que ela precise, porque certamente ela vai esperar pra poder pedir.

Marque o check-up dela hoje mesmo e leve-a, acompanhe-a, segure a mão dela para que ela possa se sentir encorajada, caso precise lidar com algo.

E tome como costume dar todo ano, de presente de dia das mães, um check-up para a sua ♥

Sobre os meus exames do check-up +40

Bom, eu já sei o resultado da maioria dos exames, mas quero escrever/gravar vídeo a respeito só depois do dia 10 de maio, que é quando passo no retorno.

Quero falar disso depois de ter o parecer médico e contar porque fazer o check-up foi a melhor decisão que tomei nos últimos tempos.

Não só não me arrependo, como recomendo!

A primeira menstruação está dando sinais? Prepare a sua filha para este momento!

Esses dias, o meu amigo, que é pai solo de uma menina, veio me perguntar qual era a melhor forma de preparar a filha pré-adolescente para a primeira menstruação.

Depois de dar algumas dicas para ele sobre como abordar e lidar com a iminente primeira menstruação da filha, pensei:

Por que não fazer um post sobre a primeira menstruação da filha para ajudar pais e mães?

Então, vamos às dicas de como preparar a filha para primeira menstruação

1. Não precisa ter “a conversa”

primeira menstruação

É isso mesmo!

Para falar desse assunto, não precisa criar aquele clima tenso e bizarro de “Agora sente aí, vamos conversar sério”.

Isso, além de ser chato e constrangedor, acaba afastando a filha de qualquer chance de se sentir a vontade.

O melhor é entrar na conversa em um momento “comum”, por exemplo, enquanto cozinham juntos.

“Ah, filha, vamos fazer um teste pra ver se você já tá manjando tudo de menstruação. Pergunta 1: o que é menstruação?”

E vai fazendo perguntas, tipo: quais os “sintomas ou sinais” mais comuns da pré-menstruação, de quanto em quanto tempo cada mulher menstrua, por que mulher menstrua, o que é período fértil, etc.

2. Monte 2 kits primeira menstruação

Como preparar a filha para a primeira menstruação | Pais e Mães

Sim. Dois!

Mas por que dois?

  1. para ficar em casa
  2. para levar na bolsa

O que deve ter nos kits?

Kit primeira menstruação de bolsa

  • absorventes (preferência com abas)
  • lencinhos umedecidos
  • papel higiênico (caso no lugar que ela esteja não tenha)
  • protetores diários de calcinha

kit primeira menstruação de casa

  • absorventes (preferência com abas)
  • absorventes noturnos
  • lencinhos umedecidos
  • protetores diários de calcinha

3. Por que os protetores diários no kit primeira menstruação?

Como preparar a filha para a primeira menstruação | Pais e Mães

É legal que ela use sempre, especialmente quando for sair, pro caso de descer a primeira menstruação evitar sujar a calcinha e vazar.

Com o protetor diário, ela estará protegida e poderá colocar o absorvente sem maiores problemas, já que a calcinha estará limpa.

Não se esqueça de explicar que para colocar o absorvente é preciso tirar o protetor diário de calcinha antes.

4. Ensaie como colocar os absorventes antes da primeira menstruação

Como preparar a filha para a primeira menstruação | Pais e Mães

Bom, é melhor treinar bem para quando chegar a primeira menstruação, ela não se sentir perdida, caso não tenha alguém por perto para orienta-la.

Então pegue várias calcinhas dela e mostre como ela deve colocar e colar bem o absorvente em cada uma delas, porque para cada modelo tem lá seus macetes.

Além de ser importante para ela se sentir segura, vai ser deveras divertido.

5. Ensine-a a descartar os absorventes da forma correta

A forma que descartamos o absorvente depois de usado também é importante, tanto pela manutenção do meio ambiente como também por questões de higiene.

E os bons hábitos de descarte começam antes da primeira menstruação.

Seguem algumas dicas:

Como preparar a filha para a primeira menstruação | Pais e Mães
  • primeiro, dobre as abas do absorvente para cima.
  • tire-o enrolando de uma ponta com cuidado para que descole devagar até a outra para não vazar nem espirrar.
  • após tira-lo totalmente, envolva-o em papel higiênico por duas voltas para que não fique amostra e nem atraia insetos.

Prontinho. Agora ela já sabe como tirar o absorvente da primeira menstruação. E de todas as demais também.

6. Não medique a sua filha sem orientação médica

Como preparar a filha para a primeira menstruação | Pais e Mães

Caso ela sinta mal-estar, dores pelo corpo, inchaço, dores de cabeça, azia, tontura, cólica ou qualquer sintoma antes ou durante a primeira menstruação, jamais a medique sem orientação médica!

7. Faça o acompanhamento do ciclo menstrual

Como preparar a filha para a primeira menstruação | Pais e Mães

Nos primeiros anos é muito comum que o ciclo menstrual seja desregrado.

Às vezes, a primeira menstruação vem e a segunda, vem só seis meses ou até um ano depois.

Elas também podem vir com períodos mais curtos entre a primeira e a segunda, mas é importante fazer o registro delas para ter como conversar com o médico se houver necessidade.

Para isto, recomendo o uso de aplicativos específicos, como o Clue, por exemplo.

Nele, você também registra o humor e algumas outras infos que podem ajudar na primeira consulta ao ginecologista.

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