Aula vaga na escola pública: o que os alunos estão perdendo? • Mãe de Adolescente

Todo santo dia os alunos tem ao menos uma aula vaga na escola pública e isto pode estar comprometendo o futuro dos nossos filhos

A Gigi está no primeiro ano do Ensino Médio em uma ótima escola pública.

Inclusive, já contamos algumas de nossas vivências na editoria “Vida Escolar” e onde sempre vamos continuar pontuando a respeito.

Aulas vagas demais = aprendizado de menos

Uma das coisas que a Gi mais tem reclamado este ano, é quantidade de aulas vagas que ela tem tido.

Aulas estas que para os alunos podem parecer ótimas, afinal na cabeça deles “é menos 40 minutos de algum professor enchendo o saco”.

Porém, cada aula a menos é certamente também uma parcela de chances de melhorar de vida a menos.

E isto me preocupa muito, porque eles estão numa fase derradeira, onde a competição da vida virá feroz muito em breve e qualquer preparo a menos pode ser decisivo.

A quem recorrer?

Infelizmente, já percebi que não temos muito o que fazer enquanto pais de filhos na escola pública.

Em geral, estas aulas vagas são alheias à vontades e decisões da diretoria e coordenadoria da escola, que pouco podem fazer quando não há professores.

A situação se torna um tanto desesperadora quando percebemos que não se trata de um caso isolado de uma ou outra matéria e de uma ou outra escola pública.

Na verdade, a imensa maioria delas sofre de falta de professores, o que acarreta em muitas aulas ociosas onde aquele tempo e o aprendizado que deveria ter acontecido ali, se perderá para sempre.

Aula vaga x vaga de emprego

Sejamos francos: pode parecer exagero, mas essa somatória de aulas vagas que a Gi tem hoje pode ser o que a separará de uma boa vaga de emprego.

Pensando friamente, aquele outro jovem disputando com ela que teve as aulas que ela perdeu pode estar mais preparado que ela na hora da entrevista e para o cargo, justamente por ter tido as aulas que ela não teve.

Então esta se tornou uma preocupação real para mim e para o Dressler, especialmente nesta fase da vida dela.

Aula vaga = oficina do diabo

Só quem já esteve em uma aula vaga do Ensino Médio sabe do que se trata.

É guerra de papel, é gritaria, mas o que mais preocupa de verdade é que é onde mais saem as brigas.

E nesta nossa atual era, as brigas não são mais como eram o antigo “te pego lá fora” da sessão da tarde, não.

Eles se unem tal qual facções para atacarem-se uns aos outros e usarem o que tiverem à mão como arma.

E eis que aqueles e aquelas que não fazem parte da briga também acabam servindo de escudo, de arma e se tornando vítimas.

Para quem pude, uma saída é o escola particular

Infelizmente, uma das saídas para este tipo de situação é buscar alternativas e, para quem tem condições, a melhor delas é o escola particular.

Para começar, na escola particular nós temos a quem recorrer e a quem cobrar enquanto consumidores.

Assim sendo, podemos cobrar e teremos que ter respostas e soluções para as situações, afinal estamos pagando.

Nesta hora, até o PROCON se torna alternativa.

E é por conta disso que estou pensando seriamente em dar um jeito de colocar a Gi em alguma escolar particular e para isto, tenho feito algumas pesquisas para escolher uma escola que esteja dentro das nossas condições, mas que ofereça a ela também uma boa grade de ensino.

E o melhor de tudo: sem ausência de professores.

Se é este um bom caminho para aumentar as chances de autonomia no futuro da Gi, este é um caminho que vamos nos esforçar para conseguir seguir.

Me tornei mãe aos 24 anos, um ano após ter perdido a minha mãe. Tudo ia bem, quando aos 29, fiquei viúva de forma trágica e me vi como mãe solo. Aos 33, conheci o meu atual marido e aos 35, minha filha (com 10 anos na época) sofreu um acidente num pula-pula que a deixou 7 meses em uma cadeira de rodas e com grandes chances de sequela. Após dois anos do acidente, resolvi criar o blog e aqui estamos, vivendo juntas a emoção da maternidade durante a fase da adolescência. Mas não só isto!

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