Dia da Mulher: menos homenagens, mais respeito • Mãe de Adolescente

Hoje é Dia da Mulher e tudo o que nós pedimos é: mais respeito!

Todo ano, no Dia da Mulher, um bando de homem acha que vamos amar textos furrecas com fotos de flor.

E a coisa é tão absurda que se dizemos: “Não queremos textão, nem flores”, ainda temos que ouvir sermão.

Quer sinal mais evidente de que eles não querem e nem sabem nos respeitar?

Queremos respeito!

Queremos ser respeitadas ao andarmos pelas ruas, ao apresentarmos ideias no trabalho, ao usarmos roupas que queremos, ao fazermos o que for.

Queremos reconhecimento.

Queremos equidade.

Se nem mesmo no nosso dia temos a nossa vontade de não ter o nosso mural invadido de mensagens respeitado, fica bem claro que ainda temos muito pelo que lutar.

É lamentável que em pleno 2018 ainda precisemos viver explicando que “não é não”, que sexo sem consentimento ou quando estamos com a consciência abalada é estupro.

Que podemos usar a roupa que for, ainda assim é obrigação de todos nos respeitarem.

Que não existe “Mulher se dar o respeito”, porque respeito quem tem pratica. Quem não pratica simplesmente tá procurando uma desculpa pra ser escroto.

Queremos reconhecimento

Não queremos mais ouvir “Por trás de todo grande homem, há uma grande mulher”, porque não somos meras sombras.

Somos nós mesmas e queremos ser grandes mulheres pelo que somos e não porque tem algum homem “na frente”.

Queremos que, com ou sem decote, nossas conquistas profissionais sejam validades.

Que, com ou sem maquiagem, nossas ideias sejam ouvidas sem terem que ser repetidas por um homem para tal.

Queremos o que é nosso e que nos é tirado tantas vezes só por sermos mulheres.

Queremos equidade

Queremos que, respeitadas as diferenças, sejamos tratadas com os mesmos valores que os homens.

Queremos poder sair com quem, quando e como quisermos sem sermos tachadas de forma pejorativa.

Queremos poder gostar de tudo o que quisermos sem que isto implique em rótulos.

Queremos o que nosso por direito que é o direito de sermos nós mesmas sem ter que agradar a nenhum homem.

dia da mulher 2018

 

Me tornei mãe aos 24 anos, um ano após ter perdido a minha mãe. Tudo ia bem, quando aos 29, fiquei viúva de forma trágica e me vi como mãe solo. Aos 33, conheci o meu atual marido e aos 35, minha filha (com 10 anos na época) sofreu um acidente num pula-pula que a deixou 7 meses em uma cadeira de rodas e com grandes chances de sequela. Após dois anos do acidente, resolvi criar o blog e aqui estamos, vivendo juntas a emoção da maternidade durante a fase da adolescência. Mas não só isto!

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