Disciplina positiva: a solução para as crises familiares

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A disciplina positiva é uma proposta educativa baseada em apego, acolhimento e respeito, onde os pais se tornam aliados do desenvolvimento e não mais meros punitivistas.

Pais adeptos da disciplina positiva colhem resultados muito frutíferos de uma conexão sólida com os filhos, mas ainda precisam enfrentar uma grande resistência da sociedade, que parece ter prazer em ver crianças e adolescentes sendo punidos e sofrendo.

O que é disciplina positiva?

disciplina positiva é uma abordagem tanto filosófica quanto prática, um modelo educativo composto por firmeza, afeto e empatia, que você, adulto, pode utilizar com a sua criança. Trata-se de uma escolha na forma de conduzir a criação, colocar os limites necessários e estabelecer diálogos e cooperação com a criança. (Fonte: Site Maria Lacerda)

A disciplina positiva busca entender o que há por trás dos comportamentos e reações dos filhos – e também dos próprios pais – de forma que possam estabelecer conexões harmônicas e respeitosas, a partir de regras cabíveis e que façam sentido, respeitando as necessidades e dificuldades das duas partes.

Qual a relação da disciplina positiva com a permissividade ou submissão parental?

Nenhuma!

Ao contrário do que dizem os contrários à disciplina positiva, ela não tem qualquer relação com submissão e permissividade.

Na verdade, ela baseada em regras claras e justas e em firmeza, mas sem a necessidade de autoritarismo, agressividade ou qualquer tipo de comportamento hostil e punitivista para se fazer valer.

Sendo bem honesta, a permissividade é característica de pais austeros e autoritários, que se utilizam disso como recurso para aliviar quando se sentem mal por terem pesado a mão, sendo que na disciplina positiva não é necessário fazer esses recuos, já que a ideia é lidar com as situações de forma acolhedora e leve.

Por que aderi à disciplina positiva?

Desde antes de ter filhos, eu sempre idealizei uma maternidade harmônica e diferente da que a minha mãe tinha comigo, baseada em austeridade e em ignorar toda e qualquer necessidade ou traço particular que eu tivesse.

Como meu pai sempre foi muito respeitoso e preocupado com os meus sentimentos, via que esse era o caminho que eu gostaria de seguir e, quando engravidei, já sabia que queria fazer tudo o possível para tal.

Por anos, agi apenas como eu gostaria de ser tratada enquanto filha, tendo o cuidado de jamais me utilizar de palmadas, tapas, surras ou qualquer tipo de violência e também impedindo que o pai fizesse o mesmo.

Foi difícil lidar com o mar de gente me criticando e dizendo que eu estava mimando ou criando uma filha que me bateria quando adulta, mas eu resisti.

Quando fiquei viúva, as pessoas tentaram forçar a barra, mas continuei firme, porém ainda não conhecia a disciplina positiva.

Foi só em 2014 que passei a ter algum contato com a disciplina positiva e percebi que me identificava muito e queria me aprofundar.

Passei a buscar aprender meios e formas de aplica-la e foi incrível como eu mudei durante o processo, me tornando uma pessoa muito mais leve, capaz de ponderar antes de simplesmente reagir a tudo e, sobretudo, capaz de aplicar uma comunicação não-violenta.

Quando a disciplina positiva começa a dar resultados?

Já nos primeiros meses de disciplina positiva, eu notei uma diferença no meu comportamento, que passou a ser mais leve e onde passei a me cobrar muito menos por reações e também no comportamento da filha, que passou a ser mais cooperativa, mais empática com as questões que eu apresentava.

Nessa época, ela tinha 14 para 15 anos e aderir à disciplina positiva foi crucial para a nossa conexão de qualidade.

Estávamos passando por questões delicadas e complicadas com ela e, ao se sentir acolhida, respeitada, ouvida e apoiada, ela passou a corresponder a isso de forma incrivelmente positiva.

Foi aí que percebi que era importante continuar fomentando a disciplina positiva, porque estávamos no caminho certo.

O que a disciplina positiva melhora na vida dos pais e dos filhos?

A disciplina positiva proporciona aos pais, leveza para agirem com ponderação e respeito, sem a necessidade de precisar provar autoridade ou de punir.

Com isso, os pais se tornam pessoas muito melhores e agradáveis, com quem os filhos passam a ter prazer em compartilhar momentos e passam a sentir que podem confiar e cooperar, portanto não temos mais a necessidade de vigilância e controle constantes.

Já, para os filhos, a disciplina positiva constrói uma identidade baseada em autoconhecimento e em respeito próprio, tornando-os mais seguros de si, mais corajosos, mais autônomos, muito mais empáticos e capazes de respeitar regras, mesmo quando tem questionamentos sobre elas.

A relação pais e filhos se torna muito mais prazerosa para ambos, o que também traz o lado de uma convivência em que os filhos não precisam ficar desesperados para saírem logo da casa dos pais para fugirem deles ou das regas, porque se sentem acolhidos e parte do todo.

Até que idade podemos começar a disciplina positiva?

Nunca é tarde para começar, mas quanto antes, melhor.

O importante é começar, estudar, se entender, se conhecer, descobrir formas de controlar as reações e de se conectar com os filhos de forma que possam finalmente usufruir de uma relação saudável.

Outro ponto é não desistir nos primeiros obstáculos e também não dar ouvidos a quem insiste em uma criação violenta e austera, porque para essas pessoas o sofrimento da criança e do adolescente é prazerosa.

Onde encontrar conteúdos que possam ajudar a começar a disciplina positiva?

Começando pelo meu instagram @ThatuNunes que tem muita coisa sobre todos os dias.

Mas você também pode encontrar livros, como:

  1. Disciplina Positiva (Nelsen, Jane): o clássico dos clássicos no assunto
  2. 52 estratégias para melhorar as habilidades de mães e pais (Nelsen, Jane): como colocar a disciplina positiva em
  3. Disciplina Positiva para pais ocupados: como equilibrar vida profissional e criação dos filhos
  4. Disciplina Positiva de A a Z: 1001 soluções para os desafios da parentalidade

Aqui você vai encontrar outras obras, inclusive por faixa etária, para aplicação da Disciplina Positiva:

Livros de Disciplina Positiva

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About Author

Me tornei mãe aos 24 anos, um ano após ter perdido a minha mãe. Tudo ia bem, quando aos 29, fiquei viúva de forma trágica e me vi como mãe solo. Aos 33, conheci o meu atual marido e aos 35, minha filha (com 10 anos na época) sofreu um acidente num pula-pula que a deixou 7 meses em uma cadeira de rodas e com grandes chances de sequela. Após dois anos do acidente, resolvi criar o blog e aqui estamos, vivendo juntas a emoção da maternidade durante a fase da adolescência. Mas não só isto!

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