TPM em dose dupla: quando mãe e filha menstruam juntas

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Quando é só a gente que menstrua em casa, é só uma TPM. Mas aí chega a adolescência e, com ela, mãe e filha menstruam juntas, logo: TPM em dose dupla.

Mãe e filha menstruam juntas? Até aí, tudo bem! Mas isso também significa TPM em dose dupla e, portanto, duas (ou mais) pessoas com os nervos à flor da pele na mesma casa.

E aí a gente soma a pandemia, com todo mundo fazendo isolamento social, ou seja, passando mais tempo juntas ainda…

Tá prontinho o clima de guerra nuclear!

Por que mãe e filha menstruam juntas?

Bom, a Ciência explica esse fenômeno de mulheres que convivem juntas terem os ciclos menstruais sincronizados.

Uma das explicações mais plausíveis é que, por conta dos feromônios, uma espécie de odor característico liberado hormonalmente, que passa a ser aderido pelas demais mediante o convívio prolongado.

“Em uma pesquisa feita em 1971 pela Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, cientistas passaram o suor de uma mulher no nariz de outras. No fim do estudo, a maioria delas menstruava na mesma época” (Fonte: Revista Super)

Em geral, algumas tendências científicas dão conta de que as demais mulheres da casa seguem a que elas consideram líder, como se fosse uma resposta química das demais para com ela.

Isso explicaria, por exemplo, porque filhas menstruam na mesma época que as mães e conciliam calendário menstrual e, claro, a fase da TPM também.

TPM em dose dupla

A TPM já é um mistério para muitas de nós, mulheres, porque ficamos diferentes do que estamos acostumadas a ser.

Quer dizer: a gente meio que age um pouco mais impulsivamente, com limiares mais tênues e, muitas vezes, de forma equivocada, por sentir coisas que normalmente não sentiríamos em outras fases menos hormonais.

Agora, imagine isso acontecendo com duas ou mais pessoas da casa ao mesmo tempo?

É claro que isso pode acabar gerando uma bela duma guerra, afinal podemos supor que todas estão sob o efeito da TPM, portanto agindo em algum grau por impulso.

Mas, calma, existem formas de lidar com isso para amenizar o sofrimento de todos os envolvidos.

Respire e pense antes de falar e agir

O primeiro conselho é: respire e pense antes de agir!

Sim. É muito importante que entendamos nossas possíveis variações durante o período da TPM de forma que consigamos evitar certos transtornos.

Por exemplo, eu tenho tendência a me sentir perseguida, preterida, excluída, mesmo não sendo.

Sabendo disso, já me preparo para questionar todas as situações ao invés de apenas reagir.

Mas confesso que evito fazê-la nessa fase da TPM.

Especialmente se for algo com a filha, porque se somar com a TPM dela, ferrou.

Para evitar conflitos, nessa fase, ambas evitam embates.

Se houver algo a resolver, fazemos depois da TPM.

Se a TPM for muito grave, é interessante pedir ajuda médica

Em muitos casos, a TPM é realmente severa e precisa de uma intervenção médica, inclusive com medicamentos.

Nesses casos, é interessante procurar ajuda médica e explicar as reações da TPM, tanto física quanto mentalmente.

Qual é a diferente entra TPM e TDPM?

O TDPM (Transtorno Disfórico Pré-Menstrual) é uma forma cíclica de transtorno que afeta as mulheres no período pré-menstrual, caracterizado geralmente por depressão e/ou exageros emocionais negativos, como raiva, fúria etc.

O TDPM afeta cerca de 3 a 8% das mulheres e precisa de acompanhamento para ser diagnosticado e tratado.

O tratamento tende a amenizar os sintomas e dar muito mais qualidade de vida para as mulheres que sofrem de TDPM, que em geral sentem a baixa no rendimento do trabalho e também sentem o peso no convívio social.

Quais são os sintomas da TPM e da TDPM?

Confira os sintomas da TPM:

  • Sintomas emocionais ou comportamentais – irritabilidade, depressão, ansiedade, retraimento social, dificuldade de concentração, distúrbios do sono, aumento do apetite e desejo voraz por determinados alimentos;
  • Sintomas físicos – seios doloridos, inchaço abdominal, dor de cabeça, fadiga, ganho de peso, dor nos músculos ou articulações.

Confira os sintomas da TDPM:

  • Instabilidade emocional – por exemplo, ter alterações de humor extremas ou crises de choro repentinas;
  • Mau-humor extremo – sentir-se muito irritada ou ter mais conflitos com as pessoas ao redor;
  • Humor deprimido – inclui tristeza, falta de esperança ou pensamentos autodepreciativos;
  • Ansiedade acentuada – também pode vir na forma de tensão ou sensação de estar “à flor da pele”.

Para fazer o diagnóstico de qualquer um desses distúrbios pré-menstruais, o médico precisará descartar outras condições que podem causar sintomas semelhantes, tais como:

  • Transtornos de ansiedade;
  • Depressão;
  • Endometriose;
  • Problemas da tireoide.

Fonte: Pfizer

Ainda não se preparou para a primeira menstruação da filha? Confira:

Como preparar a filha para a primeira menstruação

About Author

Me tornei mãe aos 24 anos, um ano após ter perdido a minha mãe. Tudo ia bem, quando aos 29, fiquei viúva de forma trágica e me vi como mãe solo. Aos 33, conheci o meu atual marido e aos 35, minha filha (com 10 anos na época) sofreu um acidente num pula-pula que a deixou 7 meses em uma cadeira de rodas e com grandes chances de sequela. Após dois anos do acidente, resolvi criar o blog e aqui estamos, vivendo juntas a emoção da maternidade durante a fase da adolescência. Mas não só isto!

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