Leitura Archives * Mãe de Adolescente

Browsing: Leitura

EU VOU!

Há um tempo atrás, a Gi recebeu de presente aqui em casa “O livro da família”.

A princípio, achei que era um livro comum, cheio de dicas e informações para jovens lidarem com a família.

Mas ao abri-lo, ficamos encantadas.

Antes de mais nada, veja como ter acesso a mais de 1 milhão de livros virtuais durante 3 meses por apenas R$ 1,99

Um livro diferente

Era um livro diferente, interativo e que nos convida a participar.

Melhor ainda: nos convida a conhecer melhor nossa própria história, registrando-a nas páginas.

Existem vários “Livros da Família”, mas o que estamos falamos é este aqui.

Páginas iniciais

A percorrer as páginas iniciais, você já sente vontade de preenchê-las na hora.

Não apenas pela forma divertida e convidativa com que elas são feitas, mas também por instigar em nós uma vontade de relembrar nossa história.

Vontade de saber mais sobre nossas origens

No segundo momento, quando começamos a preencher, nos damos conta de outra questão:

Ao buscarmos mais sobre nossa família, descobrimos mais sobre nós mesmos.

E ao descobrirmos mais sobre nós mesmos, gostamos mais ainda de nós.

Vontade de preencher todas as páginas

Não vou mentir: dá vontade de preencher tudo no mesmo dia.

Aquela euforia gostosa de ir percorrendo nossos momentos, relembrando nossos entes queridos.

Você vai folheando o livro e vai se dando conta de quanta história tem e que nunca para para pensar nela.

O livro que vira um álbum, uma poderosa relíquia

Quando ganhamos o livro – ganhamos um só – já foi aquela briga pra ver qual das duas – Gigi ou eu – seria a titular daquela história.

E a Gigi venceu, claro.

Mas eu não me dei por vencida!

Decidi comprar um, porque afinal eu queria muito resgatar minha história, mas não apenas isto:

Quero deixa-la ali, registrada e com detalhes importantes, com gente importante sendo lembrada.

Minha capsula do tempo

Quero poder juntar numa capsula do tempo:

Meu “Livro da Família”, algumas relíquias pessoais e algumas expectativas futuras.

Quero poder abrir a capsula daqui 20 anos, diante de muitos amigos e entes queridos que ali foram registrados e mostrar como foram importantes na narrativa da minha vida.

E quero poder deixar para Gi esta lembrança de mim, dos meus amigos, dos meus entes e dos meus momentos.

Se tem um presente que eu amei, foi conhecer este livro. E, olha, eu recomendo.

Muito mesmo!

Aproveita e vê o que falei sobre incentivo à leitura pré-adolescente e como foi para a Gi o start para o gosto pela leitura.

O Projeto #LeituraNoVagão lançou uma rifa com vários prêmios. Entre eles, o box de Luxo de Game of Thrones.

Rifa do site Leitura no Vagão inclui box de Luxo de Game of Thrones. Confira todos os prêmios:

– Box Edição de Luxo de Game of Thrones;
– Uma estante;
– 15 livros escolhidos por mim;
– Uma camiseta;
– Uma caneca;
– Uma caneta;
– Um marcador de tecido.

Medida da estante:
Profundidade: 22cm
Largura 65cm
Altura 75cm

Para participar, entre no link >> http://bit.ly/rifaLvV

O frete para retirada do prêmio será por conta do premiado(a). Também poderá ser retirado na região da Barra Funda – SP.

Ter acesso a mais de 1 MILHÃO de livros por R$ 1,99 durante 3 meses? VOCÊ PODE!

O Kindle Unlimited disponibilizou com exclusividade para alguns blogueiros a oportunidade de dar acesso a mais de 1 MILHÃO de livros por R$ 1,99 durante 3 meses para os seus leitores.

E os leitores do Mãe de Adolescente foram contemplados por esta oportunidade sensacional!

Como faz para participar?

É SIMPLES! Basta se inscrever no Kindle Unlimited através DESTE LINK >>  http://www.amazon.com.br/maedeadolescente

Dá pra usar no celular ou Tablet também. Não apenas no Kindle.

Se inscrevendo através do meu link, além de ter acesso há mais de um milhão de livros durante 3 meses, você também me ajuda, já que estou participando de uma gincana com outros blogueiros, onde o que tiver mais inscritos pelo seu link vai para a FLIP, em Paraty.

Então se inscreve agora mesmo para ter acesso a mais de um milhão de livros e ainda me ajuda a ir com a Gigi para a FLIP, em Paraty. O que acha?

Então se inscreve aí!

Leia também:

Algumas mães vivem me pedindo dicas para incentivar a leitura pré-adolescente.

Então vou contar como um livro especialmente escrito para incentivar a leitura pré-adolescente, aguçou o sentido de leitura da Gigi.

Antes de mais nada, veja como ter acesso a mais de 1 milhão de livros virtuais durante 3 meses por apenas R$ 1,99

Como escolhi o livro

Era aniversário de 9 anos da Gigi e eu não havia comprado nada.

Estávamos na rodoviária, a caminho de Cananeia, quando entramos em uma livraria e ela sentou-se ao chão, como sempre faz em livrarias, folheando alguns livros.

De repente, bati o olho e vi “Diário de uma garota nada popular” e pensei em mostrar a ela, mas achei melhor comprar e surpreendê-la.

Algo me dizia que ela iria gostar.

E foi dito e feito!

Livros marcam

Aquele livro tornou-se um marco na vida de leitura dela e também na nossa relação.

Quando entreguei o livro a ela, fiz uma recomendação enquanto escrevia a dedicatória.

Eu estava certa de que seria esquecido em breve, no entanto não foi o que aconteceu.

Aquelas recomendações tocaram-na tão fundo que algo floresceu.

Ela foi lendo o livro em parte da viagem e eu devorei-o enquanto ela dormia.

Ao chegarmos em Cananeia, eu já havia lido metade e estava doida pra terminar, mas ela estava tão apegada que eu não me sentia a vontade pra terminar de ler na frente dela.

Os livros não ensinam apenas o que está escrito em suas páginas

Naquele mesmo dia, depois que ela dormiu, terminei o livro.

E ele é realmente bom, apesar de ser para pré-adolescentes.

Mas as lições principais não estavam escritas ali e, sim, estavam na forma como aquele livro passou a ser parte importante da nossa relação mãe-e-filha.

Gigi demorou uns 5 dias para terminar de ler, mas todas as noites antes de dormir cultuava a leitura dele religiosamente.

E à medida em que lia, me contava da relação dela com as personagens de forma empolgada.

Incentivar a leitura contempla aprender a respeitar o que seu filho quer ler

Foi ali que percebi o erro de tantos pais…

A Gi sempre gostou de ler, mas eu vivia insistindo pra que ela lesse livros que eu gostava.

Eu achava que assim a incentivaria a ler mais e, na verdade, era o inverso.

Quanto mais eu reforçava o que eu gostava, menos eu respeitava o que ela gostava de ler e ela acaba desinteressando.

Com este livro eu finalmente pude entender que o gosto dela era diferente do meu e que nem por isso era um “mau gosto”.

Livros são para sempre

A minha história com o amor pelos livros começou com Julio Verne.

A dela, com Rachel Renee Russell.

Caminhos diferentes, gostos diferentes, mas a mesma paixão.

Depois de alguns anos, demos para ela um box com todos os livros da série (até então), incluindo este primeiro novamente, já que vinha no box.

Pois ela empresta todos os livros. Menos aquele, o mais velho, o primeiro.

Ela o relê sempre. Aquele exemplar.

E ela o guarda com tanto carinho, como se fosse uma relíquia mesmo.

Um marco na vida dela e na minha

Hoje me dou conta de como aquele exemplar é especial, pois tornou-se ícone de toda uma história nova.

A relação dela com a fase pré-adolescente, a sensação de finalmente poder ler o que gosta, a vontade de ler sem ter que se sentir obrigada a ler algo específico e o marco na nova relação mãe-e-filha, onde eu finalmente a entendi como indivíduo que escolhe a própria leitura.

Assim, recomendo-os:

Se querem ver seus filhos lendo mais, respeitem os gostos deles.

Deixem-nos escolher o que vão ler.

Permitam-nos descobrir do que gostam.

Eles vão construir a própria relação com a leitura.

Eternamente responsável por aquilo que cativo? Eu não!

Estive pensando sobre ser eternamente responsável por aquilo que cativo…

E, sabe, Pequeno Príncipe, com todo o respeito: vou te contrariar.

Estive pensando, sentindo… Vivendo! E não tem como eu encarar sua imortal frase como algo que me sirva. Não tem. Sabes por quê?

Porque, Meu Príncipe, nem sempre aquilo que cativo me cativa. Nem sempre aquilo que cativo me faz bem. Tem mais: muitas vezes, aquilo que cativo me cativa e me faz bem, mas não para sempre, não o tempo todo. E aí, chega uma hora que não posso mais continuar sendo responsável por isso.

Não sei se você me entende, Príncipe, mas eu só gostaria de poder ser livre para gostar de quem eu quero, sem me sentir culpada ou pesarosa por quem ainda escolhe gostar de mim e eu não posso retribuir.

Menos ainda, me sentir responsável em retribuir aqueles que sentem por mim coisas das quais não são capazes de lidar de forma positiva, fazendo com que isso se torne um fardo, me ameaçando, me desonrando, denegrindo, me agredindo, só porque acham que devo seguir teu conselho e ser eternamente responsável por aquilo que cativo.

Não, Querido Príncipe, eu não aceito essa cruz! Então vamos fazer um trato? Eu me sentirei responsável apenas por aquilo que eu devo, até o momento em que for devido e você, como boa pessoa que é, entenderá e me apoiará para que eu nunca mais me submeta a nada ou ninguém que me faça qualquer mal. Certo?

Meu Pequeno e Amado Príncipe, espero que entenda e que tu também se cuide.

Afinal, se há algo que nos foge ao controle, é como as pessoas escolhem nos ver e o que elas sentem…