Intoxicação alimentar na adolescência: um risco iminente • Mãe de Adolescente

Intoxicação alimentar na adolescência é um risco iminente, já que eles pouco se importam com o que consomem

A intoxicação alimentar é perigosa, ainda mais porque os adolescentes são descuidados com o que comem.

Há um tempo, contei aqui sobre a minha infecção urinária e como ela se agravou.

Desta vez, vou contar sobre a intoxicação alimentar que a Gi pegou por comer sem nenhum cuidado.

Na última quarta-feira (21/03/2018), a minha filha chegou da escola quase se arrastando e mal conseguiu dizer “Oi”.

Foi correndo para o quarto e se jogou na cama, coisa que normalmente ela não faz antes de comer.

Estranhei e fui ver o que ela.

Sem conseguir nem falar, ela reclamou de dores no estômago e eu já pedi que fosse tomar um banho e ficasse pronta para passar no médico.

Colhendo informações sobre o que ela comeu

Nesse meio tempo, comecei a perguntar o que ela havia comigo, que horas, etc.

E foi aí que ela deu a dica:

– Dividi uma coxinha com a Paloma.

Na mesma hora, mandei ela perguntar pra Paloma se ela também estava passando mal.

B.A.T.A.T.A! A amiga também estava mal.

Já sabíamos que era a tal coxinha, a provável causa de tudo.

Papinha de frango com batata

Enquanto ela tomava banho, preparei uma papinha de batata raspadinha e frango desfiado, bem cremosa e fácil de engolir.

Mas na primeira colherada ela já sentiu que precisava vomitar e correu para o banheiro.

Depois de vomitar muito, ela tomou outro banho, se higienizou e saiu de lá, já muito melhor do que entrou.

Já havia colocado boa parte do que estava fazendo mal para fora.

Moleza, febre e dor de cabeça

Depois disso, ela pediu para ficar um pouco deitada antes de irmos ao médico.

Eu não quis medicá-la, pois não tinha certeza do que ela tinha, mas permiti que ela ficasse deitada um tempo enquanto eu monitorava.

A febre não cedia de jeito nenhum e eu decidi dar dipirona.

Ela, então, dormiu e ao acordar, pediu algo para comer.

Já estava melhor.

Macarrão ao alho e óleo

Como eu não havia feito compras, a única coisa que pensei em preparar foi um alho e óleo, porque molho poderia dar mal estar.

Ela comeu pouco, mas comeu.

E a esta altura, ela já estava muito melhor e com a febre já cedida.

Dormiu a noite toda

Ela dormiu a noite toda e dormiu bem.

Eu, claro, mal preguei os olhos, indo de 10 em 10 minutos no quarto vê-la.

Ao acordar, já estava muito melhor, corada, mais animadinha.

Mas como ainda não havia comido bem e estava meio enjoadinha pra comer, achei melhor não ir à escola.

Na noite de quinta para sexta, idem.

E na sexta, achei melhor segura-la ainda em casa.

Finalmente, comeu bem depois de 48 horas

Depois de praticamente dois dias sem comer quase nada, além de macarrão ao alho e óleo em quantidades mínimas, ela finalmente almoçou.

Fiz arroz, purê de batatas e um bifinho, ela comeu bem.

A noite já estava ótima e jantou normalmente.

Cuidado com a desidratação

Uma coisa que foi muito importante, tanto durante a crise de estômago, onde vomitou muito, quanto pela febre, foi se manter hidratada.

Ela tomou muita água e também muita água de côco, mesmo contra a vontade.

Nestes casos de intoxicação é comum ser seguido de desidratação, porque perdemos muito líquido e não cuidamos de repor.

Me tornei mãe aos 24 anos, um ano após ter perdido a minha mãe. Tudo ia bem, quando aos 29, fiquei viúva de forma trágica e me vi como mãe solo. Aos 33, conheci o meu atual marido e aos 35, minha filha (com 10 anos na época) sofreu um acidente num pula-pula que a deixou 7 meses em uma cadeira de rodas e com grandes chances de sequela. Após dois anos do acidente, resolvi criar o blog e aqui estamos, vivendo juntas a emoção da maternidade durante a fase da adolescência. Mas não só isto!

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