POKEMON GO: o jogo que me aproximou ainda mais da minha filha • Mãe de Adolescente

POKEMON GO: o jogo que me aproximou ainda mais da minha filha

Eu conheço POKEMON GO desde que foi lançado e até comecei a jogar na época, mas não me empolguei.

Não por causa do jogo, mas porque na ocasião eu tinha um celular muito antigo que não dava conta do jogo.

Trocamos de celular há uns 4 meses, Dressler e eu, mas mesmo assim não havíamos voltado a jogar.

Aí, no aniversário de 14 anos, a Gi ganhou um celular dos padrinhos que dava conta dela jogar também.

Foi então que o Dressler teve a ideia de irmos todos andar todo dia cedo para pegar pokémons.

Diversão em família

Bom, acordamos todos os 3 cedinho. E de ótimo humor!

Dressler já havia traçado a rota e fomos. Andamos quase 9km no primeiro dia.

Foi divertido, porém cansativo, especialmente porque não estávamos com calçados apropriados para andar tanto.

Contudo, valeu muito a pena!

Aprendendo mais sobre o universo deles

Uma coisa que o jogo me ajudou, foi a aprender um pouquinho mais sobre o universo dela.

Eu, que já me considero uma mãe super antenada, percebi que ainda tenho muita coisa pra aprender sobre o mundo adolescente.

O jogo é só uma das muitas coisas que podem ser descobertas e aprendidas.

O jogo é o portal que abre o canal de conversas entre mães, pais e filhos

Durante o jogo, a gente conversa sobre outras coisas.

Fala do jogo, fala da escola, fala do jogo, fala da vida, etc.

Assim, caminhando em prol dos mesmos objetivos, buscando pokémons e lutando juntos a cada ginásio, o papo flui.

E o papo flui sem forçar a barra, o que deixa de ter aquele clima inquisidor de conversas entre pais e filhos.

Mãe e filha juntas pela busca de pokémons

Nesta situação, em específico, quando o pai não vai com a mãe e filha, a gente experimenta uma outra situação.

A de poder falar de como é complicado ser mulher diante de uma sociedade tão machista.

Podemos mostrar os perigos que elas possam vir a enfrentar no seu dia a dia, os riscos de situações em que estarão sozinhas e algumas dicas de como evitá-las e/ou sair delas.

Nestes momentos, aproveito muito para provocar (sem forçar a barra) conversas mais íntimas, onde ela possa se sentir a vontade para falar.

Uma simples ação que pode mudar todo o resto

O que pude perceber é que, assim como contamos como Star Wars aproxima pais e filhos, os jogos e atividades também fazem este papel.

Só que, diferente dos filmes que não dá para conversar durante a sessão, os jogos são ambiente propício ao papo descontraído.

Quando se trata de jogos e atividades que eles gostam e escolhem, especialmente, os jovens tendem a baixar a guarda e é nesta hora que podemos tirar proveito.

E não estou falando de tirar proveito tentando invadir o espaço e a privacidade deles, não!

Estou falando de tirar proveito no sentido de aproveitar mais o tempo com eles e, claro, estreitar relações de forma natural e amigável.

Sem forçar a barra.

Então que tal começar a jogar POKEMON GO ou algum outro jogo com os filhos?

Ah! E se quiser acompanhar nossas aventuras diárias pegando pokémon, é só me seguir no Instagram.com/thatununes e ficar de olho nos stories.

Eu recomendo!

Me tornei mãe aos 24 anos, um ano após ter perdido a minha mãe. Tudo ia bem, quando aos 29, fiquei viúva de forma trágica e me vi como mãe solo. Aos 33, conheci o meu atual marido e aos 35, minha filha (com 10 anos na época) sofreu um acidente num pula-pula que a deixou 7 meses em uma cadeira de rodas e com grandes chances de sequela. Após dois anos do acidente, resolvi criar o blog e aqui estamos, vivendo juntas a emoção da maternidade durante a fase da adolescência. Mas não só isto!

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