Minha filha está no Ensino Médio • Mãe de Adolescente
EU VOU!

Minha filha está no Ensino Médio e eu estou num misto de emoções

Quando paro para pensar que a minha filha está no Ensino Médio, percebo o quanto o tempo passou.

Não vou dizer que passou rápido, porque sinto que ele passou no tempo certo, mas sinto também que estou confusa.

É um misto de orgulho por vê-la tornando-se linda, inteligente, desenvolta e resolvida.

Mas ao mesmo tempo, um medo enorme por tudo o que este mundo oferece de perigos, sem falar na forma como hoje as garotas se interagem entre si.

Eu meio que imagino a Gi dentro de uma mistura de “As malvadas” com “As apimentadas”, só que sem o lance das cheerleaders.

Ah! E com um toque de “A rebelde da rádio”.

Os medos maternos

A Gi estuda em uma escola pública e isto nunca foi problema para mim, exceto pelo óbvio de que ela terá desvantagens ao longo das disputas, como vestibular, por ex.

Contudo, o que me amedronta mais é pensar em como hoje em dia adolescentes meninas resolvem as suas questões como se fossem gangues.

Até contei sobre isto no post “E quando o ‘te pego lá fora’ é com a sua filha?

E no Ensino Médio, os motivos para disputas irracionais aumentam.

Qualquer coisa é motivo, na verdade: se a pessoa é estudiosa, se ela não é, se a pessoa namora, se não namora, se beija o mesmo cara que a outra já beijou, etc.

Medo.

Medo.

Medo.

O Ensino Médio é “onde a vida acontece”

Minha filha está no Ensino Médio

Na minha época, minha mãe chamava de Colegial.

E ela dizia: “O Colegial é onde a vida acontece”. E foi mesmo.

Foi logo nos primeiros dias do Colegial que eu finalmente me senti parte de uma turma.

E eu até era popular nesta turma, o que é delicioso, diga-se de passagem.

Foi maravilhoso ser notada pelo cara mais almejado da turma, ir à festinhas de garagem, etc.

E a minha mãe ficava maluca. Para ela, eu ainda era muito nova para tudo aquilo, mesmo que todo mundo da minha idade estivesse ali também.

Eu, ainda bem, acho diferente e acho que a Gi tem que viver tudo isso e mais um pouco. Mas com cautela, claro.

Eu tive a minha vez e agora é a vez dela

Uma das coisas que a maternidade nos proporciona, é este emaranhado de sentimentos e sensações.

Vivemos o conflito de entender tudo o que os adolescentes tanto querem (liberdade, sonhos, ilusões, etc) e, ao mesmo tempo, de finalmente entender porque pais são tão preocupados e protetores.

Não é fácil lidar com tudo isto.

Não é nada fácil ter que ser uma mãe cuidadosa, atenciosa e, ainda assim, legal e compreensiva.

Tem hora que é inevitável ser a mãe que veta algo, o que eu procuro fazer da forma mais serena e esclarecedora possível.

Tem hora que é tentador ser a mãe legalzona, mas a gente sabe que não dá. Infelizmente.

E assim vou indo entre uma coisa e outra, tentando ser equilibrada.

Tem hora que dá uma falhada, claro! haha

Mas é isto: minha filha está no Ensino Médio e eu estou tão, mas tão orgulhosa que não caibo em mim.

Mas o medo, ele tá aqui o tempo todo.

E eu sei que muitas mães estão passando por isto assim como eu.

Tamo juntas, mammis!

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Mãe da Gigi, trabalho com marketing, amo tecnologia e simpatizo muito com o lado nerd da cultura pop. Hard user de redes sociais, adoro escrever. Criadora do LogicaFeminina.com.br, colunista no EntreTodasAsCoisas.com.br e no Superela.com, também cuido de algumas contas de clientes por aí.

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