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Uma vez ouvi: “Ensine seus filhos a lidarem com as frustrações” e hoje agradeço pelo conselho

Ensinar os nossos filhos a lidarem com frustrações de forma adequada é mais do que urgente, é questão de segurança pública.

A importância de ensinarmos aos nossos filhos como lidarem com suas frustrações é urgente. Não apenas por eles mesmos, mas também por nós e pela segurança pública.

 

Saber lidar com frustrações é bom eles mesmos

Sim. Uma pessoa que saiba lidar com frustrações, automaticamente também tem mais saúde psicológica e mais qualidade em suas relações, sejam familiares, amorosas ou profissionais, pois não criam tantas expectativas e nem traçam planos de vida dependentes de terceiros.

São mais capazes de planejar a vida dependendo de suas próprias ações e aventando possibilidades de insucesso e, portanto, pensando em saídas funcionais para estas eventualidades.

 

Saber lidar com frustrações é para nós

Como pais, também é vantajoso que nossos filhos aprendam a lidar com frustrações, para que possamos confiar que saberão se virar sozinhos.

Sem falar que, ao passo em que aprendem a lidar com frustrações, também deixam de nos culpar e responsabilizar por tudo, tornando-se mais capazes e autônomos.

 

Saber lidar com frustrações é bom para segurança pública

 

Ensinar nossos filhos a lidarem com suas frustrações de forma adequada é mais do que urgente, é questão de segurança pública.

Casos como este poderiam ter sido evitados, se o rapaz soubesse lidar melhor com suas frustrações

Explico: se todos os pais ensinassem seus filhos a lidarem com as próprias frustrações sem descontarem ou culparem os outros, o mundo teria muito menos crimes, especialmente passionais como o deste casal que foi encontrado morto recentemente.

Provavelmente, não teríamos testemunhado crimes como o de Suzane Von Rishtofen contra seus pais, porque eles não aceitavam o seu namoro.

Também não teríamos visto inúmeros casos de homens matando suas ex por não aceitarem o fim da relação, nem de maridos que espacam esposas por acharem que ela só existe para servi-lo e agradá-lo.

Certamente também não veríamos tantos casos de mulheres mutilando outras mulheres por acharem que decidem com quem o ex deve viver.

Então, ensinar nossos filhos a lidarem com as próprias frustrações é mais do que urgente, é questão de segurança pública.

 

Frustração é inevitável para qualquer ser humano

Como mãe, eu sei que dói ver o filho frustrado, mas a frustração é algo inevitável.

Seja como for, em algum momento, por algum motivo, nossos filhos sofrerão frustrações.

Seja porque ele queria brincar lá fora e está tendo um furacão.

Seja porque ele queria morar para sempre no mesmo lugar, o pai perdeu o emprego e terão que se mudar.

Seja porque a internet caiu.

Seja porque ele queria um brinquedo caro e você não tem condições de comprar.

Um dia, ele vai se frustrar e é nesta hora que você vai fazer a diferença na vida dele, ensinando-o a lidar com isso.

 

Mas como fazer ensinar os filhos a lidarem com frustrações?

Bem… Penso que quanto antes começarmos, melhor.

E não estou falando para fazer aquelas torturas abomináveis de deixar a criança chorar e se esgoelar até aprender a cozinhar sozinha ou a dirigir o carro dos pais para irem até o parquinho, não.

Estou falando de sermos razoáveis, na medida de casa fase da vida do bebê e da criança, respeitando os limites e o contexto lúdico, sempre.

Por exemplo, se seu bebê está com fome e a comidinha está no fogo, demorando um pouquinho mais do que de costume, que tal ao invés de xilicar com ele ou com o fogão pela demora, tentar conversar com ele explicar que a mamãe está cuidando de tudo, mas que as coisas tem seu tempo certo para ficarem prontas e hoje está demorando um pouquinho mais?

E quando ele quiser ficar mais tempo no parquinho, mas você precisa voltar para casa, para resolver algo?

Aproveite para explicar para ele que por hoje o tempo de brincar no parquinho já deu, mas que haverão outros momentos.

Que ele precisa entender e que fazer birra só vai te fazer pensar que ele não mereça voltar tão já.

Mostrar contrapartidas diante da frustração e, acima de tudo, respeito pelas pessoas em volta da situação.

E com adolescentes?

Ensine seus filhos a lidarem com frustrações capa

Com adolescentes, é mais fácil explicar e demonstrar, mas será mais complicado que eles assimilem, geralmente.

Adolescente é imediatista por natureza e se foi criado sem a lição de lidar com frustrações, tendo tudo o que quer na hora que quer, na mão, ele vai dar trabalho.

Mas ainda há esperanças! Então o jeito é encarar e mostrar que, querendo ele ou não, a vida tem frustrações.

E que querendo ele ou não, ele terá que lidar com as consequências de suas más escolhas dali pra frente.

Aí, quando ele reagir mal a uma frustração, vale aquele tempinho sem o celular, por exemplo.

Melhor ele sem celular por algum tempo, do que em uma cela, por muito tempo, porque não soube levar um não da namoradinha.

E para complementar…

Se você já é homem feito, que o fato de seus pais não te ensinarem a lidar com frustrações não lhe sirva como desculpa. Corre atrás e aprende, ao invés de fazer merda!

“Adolescentes são o reflexo dos pais” é uma sentença proferida ao Deus dará. Mas será que ela é correta?

Durante muito tempo eu acreditei no tal do “adolescentes são o reflexo dos pais” e nem sequer parava para pensar a respeito.

Eu adolescente

Bastaria eu ter pensado uns 10 segundos em como eu era quando adolescente para saber que não é bem assim.

Eu não tinha nada a ver com a minha mãe. NADA.

Muita gente insistia em dizer que tínhamos muito em comum, mas se todos parassem para observar iam ver que a minha mãe era rancorosa e eu não, por exemplo.

Na verdade, eu sou a exata antítese da minha mãe, que era extremamente conservadora e eu, ao contrário.

Só de pensar em mim mesma adolescente, eu já saberia que esta sentença de que os adolescentes são o reflexo dos pais não é verdadeira.

Adolescentes e o efeito manada

Ontem aconteceu algo bem chato com a Gi que inclusive foi o que me motivou a escrever este post.

Para resumir, Gi faltou na segunda porque tinha exames, aí chegou ontem e estava tendo confraternização da sala, mas como ela e a amiga que também faltou segunda não levaram nada, eles fizeram questão de dizer que elas não poderiam comer nada.

Ela ficou super constrangida, tanto que me ofereci pra levar algo, mas ela só queria ir embora, tamanho climão que ficou.

No primeiro momento, eu tive a reação de 99% dos pais que é ficar puta com a mesquinhez dos jovens e achar que é culpa dos pais que não os educaram direito.

Mas aí parei para pensar e lembrei de N situações em que eu, mesmo não tendo sido mesquinha, não me opôs a alguém sendo.

Então lembrei do efeito manada: bastou uma ou duas falarem que elas não poderiam comer para todos os demais simplesmente acatarem, mesmo achando errado.

Tudo para não se oporem aos líderes, para não se sentirem também excluídos como elas, que estavam sendo.

Assim acontece também no bullying.

Então, novamente, mesmo que os pais eduquem muito bem, corre-se o risco de na hora H o filho sentir-se inseguro, com medo de se opor e acabar fazendo parte da manada de jovens fazendo cagada.

“Mas então nenhum filho é fruto de má educação?”

Não foi isto que eu falei!

Aliás, eu até acho que grande parte dos filhos reflitam um pouco ou muito do que aprenderam ao longo da vida em casa.

Mas a questão aqui não é esta.

A questão é afirmarmos com tamanha veemência que o jovem que faz algo é, certamente, negligenciado pelos pais.

É o nosso ímpeto de julgar os pais sem saber nada sobre o histórico familiar e ignorando todas as nossas próprias vivências juvenis.

E o pior de tudo: ignorando que podemos ser nós, os próximos pais a cairmos nesta cilada.

Afinal, o filho de ninguém está isento de fazer merdas até o fim da adolescência.

Então fica aí a minha reflexão de hoje: Adolescentes são reflexo dos pais?

Eu, do alto da minha empatia, acho que não. Acho que eles são indivíduos propensos cheios de necessidade de integração, reféns do efeito manada e desesperado por algum reconhecimento dentre os demais jovens.

Então pensando nisso, antes de julgar, bora tentarmos não fazê-lo? Bora!

<3