Youtubers: onde mora o perigo | Mãe de Adolescente

Youtubers: onde mora o perigo

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Sinal de alerta: que tipo de youtubers nossos filhos andam vendo?

Não faz muito tempo, escrevi um texto sobre a má influência de alguns youtubers diante dos nossos filhos.

O texto fluiu no mesmo momento em que “estouraram” algumas discussões sobre o comportamento de alguns youtubers que podem influenciar negativamente os nossos filhos.

Na ocasião, vieram a tona algumas postagens no mínimo mega inadequadas e que poderiam, sim, causar danos às crianças e adolescentes que os seguem.

Hoje, o blogueiro Jorge Freire, que assina o blog Nerd Pai, também falou sobre como mudou de opinião sobre o youtuber Luccas Neto e sobre como os vídeos dele e de outros youtubers podem influenciar negativamente os nossos filhos.

Youtubers: quais devemos evitar?

Bem, eu não vou fazer uma lista de youtubers que devemos evitar, porque eu realmente não conheço um terço deles, já que sabemos que o mundo virtual é faccionado em bolhas.

Mas vou aqui dar algumas dicas de comportamento que possam indicar que youtubers devemos evitar que os nossos filhos assistam:

  • mal educados, que gritam, falam muito palavrão, se comportam mal
  • incentivam o consumismo e um padrão de vida inadequado para a maioria
  • incentivam que as crianças e adolescentes assinem serviços, baixem apps, façam ligações pagas
  • reforcem comportamentos preconceituosos
  • exibam uma vida de exageros, desperdícios e ideias absurdas como forma de chamarem a atenção
  • instiguem os filhos a ficarem contra os pais ou a desobedecerem regras
  • tenham apenas conteúdos de exibicionismo de estilo de vida, de comportamentos duvidosos, mintam, exagerem sempre
  • inflamem os seguidores a se comportarem mal
  • comportamentos inadequados ao se relacionar com amigos, mulheres, pais, família, desconhecidos
  • etc

Youtubers: quais liberar?

Na mesma vibe do “quais evitar?”, não vou citar nomes também, não, mas vou dar algumas dicas para encontrar referências legais para os filhos:

  • oferecem conteúdo informativo, instrutivo ou reflexivo
  • convidam o jovem a pensar e a se interessar mais em se comportarem e a buscarem aprender mais
  • reforçam características positivas e comportamentos adequados
  • agregam conteúdo e valor
  • tem um estilo de vida adequado, sem exageros de consumo e desperdícios
  • incentivam os jovens a dialogarem com os pais e a serem honestos
  • valorizam as relações de respeito
  • ensinam os jovens a se defenderem e a buscarem o próprio espaço, mas sem comportamento excessivo
  • etc

Mas… Não adianta apenas vigiar, monitorar e impedir que vejam em casa ou no celular

Apesar de ser uma medida crucial, a de bloquear e impedir ao máximo o contato dos nossos filhos com youtubers danosos, esta não é a única medida que devemos tomar e nem, muito menos, a que vai ser infalível.

Temos que pensar em maneiras de ajudar os nossos filhos a formarem o senso crítico, de forma que sejam capazes de, com o tempo, filtrarem por si só aquilo que não devem consumir.

Ou, na pior das hipóteses, se consumirem, que isto não os influencie de maneira tão derradeira.

Temos que ser realistas: pais não são onipresentes, oniscientes e nem onipotentes.

Aceitando isto, fica mais fácil entendermos que não temos como simplesmente coloca-los em uma bolha e que provavelmente ainda terão contato com conteúdos que não queremos, contudo temos que reforçar sempre e da forma mais amigável possível, que eles não devem aceitar influências desta natureza.

E aí torcer para dar certo!

Que nós tenhamos sorte. Amém.

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