Comprando absorvente com minha a filha • Mãe de Adolescente

Compras de Mãe e Filha #1: Comprando absorvente com a minha filha

Outro dia, eu estava comprando absorvente com a minha filha e tivemos alguns impasses.

Foi aí que surgiu a ideia de contar estes e outros impasses nossos de cada dia numa série de posts chamada “Compras de Mãe e Filha“.

Então hoje vamos ao episódio 1: Comprando absorvente com a minha filha

Visão geral das compras de absorvente neste lar

Tudo seria ok se fôssemos ricas, porém somos pobres.

Então como todas as mães e filhas podres que nos leem sabem, pobre compra absorvente por pacote econômico.

Aqueles pacotões que vão 48 absorventes de um único modelo, formato e fluxo, etc e tal.

Sendo assim, mãe e filha vão, obrigatoriamente, usar o mesmo tipo, modelo, formato e etc, de absorvente por alguns fluxos seguidos.

Certo? Certo, porém errado.

Vamos aos fatos

Impasse 1: Com ou sem abas

Tudo começa na hora de escolher o absorvente com ou sem abas.

Como eu sempre usei absorvente com abas desde o século passado, quando inventaram isto, nunca nem cogitei que alguém fosse preferir sem.

Pois bem, logo a minha filha é este alguém.

E eis que começamos desde aqui a luta dentro do mercado:

– Mãe, da última vez compramos com abas. Compra sem desta vez, pra irmos revesando

– Gi, mas eu não me sinto confortável sem abas.

– E eu não me sinto com. Então seja justa e cada hora uma abre mão de uma coisa.

Ok. Vamos sem abas.

Impasse 2: Cobertura Seca ou Suave

Bem, amigas e amigos, não é a toa que vocês vão sempre notar alguma mãe e sua filha por horas diante da gôndola de absorventes.

Não é uma decisão fácil de se tomar, já que o produto tem que atender a ambas em um mesmo pacotão.

Eu não suporto cobertura seca. Gigi não suporta cobertura suave.

Argumentos:

Thatu: cobertura seca assa a virilha, dá coceira e sua as partes, porque parece um plástico. Fora quando dá a sensação de estar grudada.

Gigi: cobertura suave parece toda hora que vai vazar, fico insegura, fora que dá a sensação que o fluxo tá encostando em mim.

Argumentos dados, zero consenso.

Passa uma moça e eu, como toda mãe faz, aliás, pergunto: “Essa cobertura seca é horrível, não é mesmo?”

A moça me olha e diz: “Eu gosto. Acho mais segura que a suave”.

Ou seja? Perdi a chance de não ser voto vencido. Mas eu não desisto.

– Gi, você já escolheu sem abas, vamos levar a suave, então?

– Mãe, pare de trapacear. Eu não “escolhi” (fazendo sinal de aspas com as mãos) sem abas. É o justo, porque da última vez foi com.

– E da última vez foi cobertura seca, então agora é suave. Não, mãe. Foi suave, porque você comprou sem mim, então escolheu tudo.

Cobertura seca estava decidida por esta vez.

Impasse 3: a marca

– Mãe, nem vem querer comprar aquele da marca X (não vamos citar marcas neste post).

– Por que não? Eu gosto desta marca.

– Eu até gosto, mas tem da Y e eu prefiro ela.

– Gi, olha, este da marca Z tá mais barato que a X e a Y e também é muito bom. Vamos levar este.

– Tudo bem. Desta vez não vou argumentar, porque preço melhor pra produto da mesma qualidade não tem como debater.

Conclusão

Desta vez, levamos um pacotão de 48 absorventes da marca Z (que está no top 3 das que gostamos), sem abas e de cobertura seca.

Se estou satisfeita? Não estou.

Se sobreviverei? Claro.

E este foi só o primeiro episódio do dia a dia das compras de mãe e filha, porque ainda tem muita coisa pra contar por aqui, desde lâminas de barbear (não sei se tem um nome feminino para isto), a sabonete, creme, shampoos e etc.

Preparem-se, porque lá vem história.

Enquanto não tem mais episódios, lê aí os 8 mitos sobre absorventes.

Me tornei mãe aos 24 anos, um ano após ter perdido a minha mãe. Tudo ia bem, quando aos 29, fiquei viúva de forma trágica e me vi como mãe solo. Aos 33, conheci o meu atual marido e aos 35, minha filha (com 10 anos na época) sofreu um acidente num pula-pula que a deixou 7 meses em uma cadeira de rodas e com grandes chances de sequela. Após dois anos do acidente, resolvi criar o blog e aqui estamos, vivendo juntas a emoção da maternidade durante a fase da adolescência. Mas não só isto!

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