Vida financeira da família não permite imprevistos • Mãe de Adolescente

Apostos que muitas leitoras e leitores sabem bem como é ter a vida financeira instável.

E como dói para nós ver que a qualquer mínimo imprevisto, nossa vida financeira familiar simplesmente desaba.

Eu não posso negar que hoje em dia, eu vivo uma vida financeira bem mais tranquila do que há alguns anos atrás.

Mas também não posso negar que a qualquer mínimo imprevisto, a situação de toda a família balança.

Infortúnios mínimos = situações extremas

Hoje sofri um revés: perdi o meu celular no meio da estrada, enquanto estava de moto.

Não era um celular top, era um Moto G5, mas eu ainda nem terminei de pagar, pra vocês terem uma ideia.

Para quem tem uma vida financeira estável e com algumas sobrinhas, é só ir lá e comprar, mesmo que em algumas vezes, e pronto.

No meu caso, fazer isto comprometeria todo o orçamento familiar.

Começamos a pensar no que abriríamos mão para eu ter um celular novo no mesmo patamar que o anterior.

Desisti.

A dança dos pagamentos

Ser pai e mãe de adolescente é complicado, porque os filhos não fazem ideia dos apertos que passamos.

Sofrem por terem muitos sonhos frustrados, como ter roupas e sapatos de marca, viajar, festas, mas não sabem quanto nos custa dar o mínimo a eles.

Não é culpa deles, nem nossa, mas é uma situação que assola a ambos os lados.

Se eles sofrem por não terem, nós sofremos por não podermos dar.

Isso, sem contar a dança dos pagamentos que é todo santo mês para poder manter a casa em ordem.

Todo dinheiro extra acaba sendo para cobrir alguma coisinha que ficou para trás

Muitas famílias vivem o mesmo dilema: toda vez que entra um dinheirinho extra, ele acaba indo para sanar alguma dívida que ficou para trás.

Nunca conseguimos fazer nada além de pagar, pagar e pagar.

Trocar de celular, para a maioria das famílias, é luxo!

Viajar? Nossa, quem nos dera, porque viajar com uma família inteira é tão caro quanto sustentá-la por 3 meses.

E assim vamos vivendo uma vida toda com filhos esperando mais, com sonhos deixados de lado e com o que dá.

Claro que nossa renda é pouca, mas planejamento financeiro ajuda muito!

Uma coisa que melhorou muito a nossa vida financeira familiar, foi adotar um planejamento.

Desde então, o meu marido anota minuciosamente todas as despesas e ganhos e eu uso apenas os cartões de crédito para compras de mercado e tudo o mais.

Assim, vamos controlando os limites de gastos e podemos pagar sempre nos dias certos.

Todo o dinheiro que ganhamos vai para uma mesma conta, onde ele faz o controle mensal e, juntos, vamos fazendo pequenos planos para o futuro.

Isto tem nos permitido fazer coisas que antes não fazíamos, como comprar o celular que eu perdi hoje, por exemplo.

Pena que perde-lo e, por conta disso ter que comprar outro, não estava nos planos e nem cabia no orçamento.

Mas… Vamos vivendo. Logo, logo a gente consegue resolver isto.

Perseverança e planejamento juntos resolvem mais do que só reclamar e gastar desenfreadamente.

Me tornei mãe aos 24 anos, um ano após ter perdido a minha mãe. Tudo ia bem, quando aos 29, fiquei viúva de forma trágica e me vi como mãe solo. Aos 33, conheci o meu atual marido e aos 35, minha filha (com 10 anos na época) sofreu um acidente num pula-pula que a deixou 7 meses em uma cadeira de rodas e com grandes chances de sequela. Após dois anos do acidente, resolvi criar o blog e aqui estamos, vivendo juntas a emoção da maternidade durante a fase da adolescência. Mas não só isto!

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