Por que sempre evitei falar sobre criação de filhos? | Mãe de Adolescente

Por que sempre evitei falar sobre criação de filhos?

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Medo. Desde que a Gi tem seis anos, planejava falar de criação de filhos, do que eu achava, queria fazer, faria, etc. Mas sempre tive medo de estar errada e depois ouvir/ler os famosos “Nossa, mas você não vivia escrevendo sobre isso?”

Um vídeo que gravei com a Gigi aos 6 aninhos, quando comecei a pensar em empreitar um projeto sobre “Ser Mãe e Filha”.

Infelizmente, não nasci com o chip do “Só dá errado com o filho dos outros” e TODO SANTO DIA acordo pensando “E se de errado com a Gi?. E se ela crescer e virar uma escrota, mesmo com tudo o que a ensino, tento explicar, etc? E se ela fracassar na vida profissional? E se ela se apaixonar por um traficante e viver sob ameaça constante? E se, se, se…”.

E com isso, sempre evitei falar e escrever sobre o assunto. Mas eu sei que agora que vejo a Gi aos 12 anos e se saindo uma pessoa boa, com boa índole, me sinto um pouco menos com medo — mas ainda com bastante — , porém achei que devesse arriscar.

Arriscar o que todos os pais do mundo arriscam, mesmo com todas as possibilidades de dar errado: arriscar apostar que vai dar certo! E se não der, estarei tão decepcionada comigo mesma e com tudo que, convenhamos, não acho que estarão errados os que me questionarem sobre isso, nem muito menos que eu estarei achando isso, uma das minhas prioridades.

Então, esperando e contando que não vá dar errado, vou começar a falar do que sei que faço muito bem nessa vida: educar uma filha!

E, AINDA BEM, tenho uma filha bacana e show de bola que colabora com o próprio processo educacional. Ela curte me ver pensando na melhor forma de lidar com cada questão, etc.

Gigi é extremamente desorganizada (puxou a mim, infelizmente nisso), bagunceira e avoada. Do tipo que se estiver indo até a cozinha beber água e encontrar uma borboleta no corredor, para para ver a borboleta e nunca mais lembra de ir até a cozinha, o que iria fazer lá, nada. Essa questão já estamos providenciando acompanhamento profissional para que ela aprenda a lidar e domina-las.

Ela é cheia de ideias, sonhos, vontades, de boa vontade, mas se perde em suas próprias ideias, sonhos e vontades. E seria lindo, do ponto de vista lúdico, viver assim. Mas na vida real, é preciso uma certa dose de organização e disciplina. É preciso ter ordem e saber seguir regras e não apenas ter boa vontade e bom coração.

E não é porque é minha filha, mas é sagaz, inteligente e tem um jeito incrível com pessoas — e com miçangas, socorro! rsrs — mas também não é porque é minha filha que não vou omitir que isso pode ser usado de forma distorcida, porque pode, sim. Cabe a mim fazer o impossível para evitar e tentar mante-la no caminho das flores, do bem.

Se não escrevi muito sobre o que penso de como educar uma filha, foi por medo. Mas não vou mais me acovardar. Tenho muito a compartilhar — e não a ensinar, deixo bem claro — com vocês. Não sou nenhuma doutora, nenhuma dominadora das ciências maternais, nada disso. Sou apenas uma mãe que se dedica muito a formar um ser de bom caráter.

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