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EU VOU!

Li o texto “O prazer indescritível de perturbar” no BrasilPost, onde a autora descreve porque deixa sua filha gritar a vontade em qualquer lugar, mesmo sabendo que isso incomoda outras pessoas. Mas quando é que entra a hora de “educar”?

não-deixe-de-compartilharEm primeiro lugar, quero deixar claro que não pretendo ofender ou magoar a autora do texto citado, nem ditar regras.

A ideia é todos leiam ambos os 2 textos e encontrem seu meio termo, a sua maneira de educar seus filhos.

Ao que pude perceber, a autora fala de como é importante “perturbar o sistema vigente” e eu concordo.

É sempre bom e importante que tenhamos vontade de pensar por nós mesmos e até “em nós mesmos também”, de “gritar nossas necessidades e anseios”. Verdade.

No entanto, há momentos, modos e motivos para tudo.

Empatia

Como mãe, digo que ensinar minha filha a respeitar espaços públicos é uma questão de empatia.

É a minha oportunidade de ensina-la a pensar nos outros e em como suas ações os atingem e, assim, escolher ser alguém melhor.

 

Educar é muito mais do que “apenas deixar de ser”.

É ensinar que é inteligente saber a hora de falar, de calar, de gritar e que é importante saber respeitar a própria individualidade, mas com consciência de que os outros também são indivíduos.

É ensinar a pensar no coletivo sem abrir mão de sua individualidade. E deixar de gritar num restaurante não é, nem de longe, abandonar a individualidade e muito menos censurar as delícias da infância.

É ensina-los a terem empatia desde cedo.

Mas não pode gritar?

Pode, sim!

Dá para gritar em casa, gargalhar alto na praça, dá para gritar no escritório da mamãe enquanto ela escreve ou está ao telefone com o chefe.

Já que a mamãe não liga da filha viver gritando quando bem entende e acha lindo a filha perturbar sem a menor ideia do que é ser razoável.

Francamente, não sei o que algumas pessoas pensam de verdade sobre educar, mas fico refletindo como alguém que educa um filho e talvez a errada seja eu…

Educar é se envolver de verdade na formação do indivíduo, ensinando-o a lidar com as próprias frustrações.

Alguns comentários do texto “O prazer indescritível de perturbar”:

Educar não é cercear a liberdade, mas é ensinar que ela tem limitações, sim. Porque tem!

Aqui entre nós: nossos filhos também precisam se sentir incomodados ao incomodar os demais?

Será tão difícil assim apenas dizer:

“Filha, aqui tem muitas pessoas falando de negócios, pedindo em casamento, rompendo relações.

Não é legal gritar, pois são situações importantes, ok?

Vamos chegar em casa hoje e gritar no travesseiro até ficarmos sem voz?”

Me identifico muito com a mãe da Isabella Nardoni no que tange à forma de lidar com a perda trágica – e injusta – de alguém.

Quando houve o julgamento do caso Nardoni, eu estava há dias de testemunhar no julgamento pelo assassinato de Luciano – meu falecido esposo.

Prestei atenção a cada detalhe e uma coisa me chamou atenção: ao fim de tudo, as pessoas comemoravam como se fosse uma final de futebol.

Diante da euforia popular, Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabella Nardoni, mostrou-se consternada com aquilo:

Não há o que comemorar. Três famílias estão se desfazendo hoje. Uma criança está morta e duas estarão privadas de conviverem com seus pais, além de carregarem um fardo e um estigma para sempre“.

Não me lembro ao certo as palavras, mas era algo neste sentido e que me tocou muito.

Dias depois aconteceu o julgamento do assassino do meu marido. As palavras de Ana Carolina ecoavam na minha mente.

E assim que foi dada a sentença, meu mundo desabou de vez.

Até aquele dia eu tinha em que me agarrar, algo para o qual lutar: a condenação do assassino. Depois da condenação não me sobrou nada.

Só a realidade de que dali para a frente a vida e as pessoas passariam a me cobrar igual a quem jamais passou pelo que passei.

Era tudo ou nada!

Ou eu superava ou eu teria que viver dentro de minha condição de vítima, de “viúva sofrida”. Eu teria que escolher entre ser forte ou fraca. Entre enfrentar ou me submeter.

E foi nessa hora que perdoei Rogério, não porque sou boa, mas porque eu não queria viver com essa âncora que é o rancor, o ódio, a necessidade de vingança. Nada mais eu poderia fazer, então era hora de cuidar de mim, da Gigi e seguir em frente.

E foi Ana Carolina, a pessoa que me inspirou a agir com resiliência, com espírito leve, com coração manso. Foi ela que me inspirou a superar.

Muito obrigada, Ana Carolina Oliveira. E que sua vida seja cheia de felicidades, pois você salvou a minha de ser uma vida amargurada.

Bom, eu sou mãe de uma menina de 13 anos e até agora ela não está namorando – que eu saiba, devo ressaltar -, mas já me preparo para esse momento que só de pensar me dá desespero: Primeiro namoro da filha.

Meus medos são:
  • medo da filha sofrer
  • medo de ela não escolher uma pessoa adequada (aos olhos dos pais)
  • medo da família torrar o saco “Porque é muito cedo”
  • medo dela engravidar
  • medo dela pegar DST
  • medo dela fugir escondida (Vai saber? A gente sempre lê casos assim)
  • medo do cara ser um ET
  • medo dela amar mais o cara que nós

Gente… É tanta coisa duma vez só que fica difícil ser uma mãe descolada e, ao mesmo tempo, segura. Mas como dizia meu pai: “Uma hora a gente tem que confiar na educação que demos aos nossos filhos” e, mesmo assim, sabendo que seja lá o que acontecer, a culpa sempre recairá sobre nós.

Como sou apenas uma mãe a beira de um ataque de nervos só de pensar nisso, vou dar a palavra a alguém que manja do assunto.

A psicóloga clínica Daniela Knapp Vargas nos deu uma luz para esse túnel logo, frio e íngreme que é ser mãe de adolescente com o primeiro namoro:

A primeira coisa que os pais precisam entender é que os adolescentes não encaram o namoro da mesma forma como os adultos. Em geral, verifica-se que os pais tem uma tendência natural de não valorizar a relevância e o significado do namoro na adolescência. A maioria dos pais percebe o relacionamento como superficial e passageiro, mas para o adolescente o relacionamento é muito sério.

Por esse motivo, é necessário que os pais exerçam empatia com seu filho adolescente para entender e compreender que tudo o que acontece no namoro, por mais que aos olhos dos pais seja uma bobagem, para o adolescente será visto como algo muito sério.

Conflitos e términos, por exemplo, na visão do filho adolescente, podem ser muito graves.

Dicas da Dra. Daniela Knapp Vargas

Converse diariamente

Os pais precisam manter um diálogo positivo com os filhos e se interessar pelos assuntos dos filhos. Essa atitude de cumplicidade facilitará a exposição de algum problema que os pais identifiquem no namoro, como também do adolescente caso venha acontecer algum problema.

Mantenha o diálogo aberto

Embora os adolescentes possam desafiar a autoridade dos pais com alguma regularidade e não passem mais tanto tempo com a família, o adolescente ainda vai recorrer aos pais na procura de valores. É importante que o adolescente tenha sentimentos positivos ao compartilhar algo com seus pais e que ele tenha liberdade para falar sobre temas importantes de vida.

Seja exemplo

Os pais são exemplos para os filhos e o adolescente provavelmente vai repetir no namoro atitudes aprendidas com os próprios pais a partir da observação do comportamento do relacionamento deles.

Construa uma base segura

Em consequência dessa necessidade o adolescente passa progressivamente a passar menos tempo com a família e mais tempo com os amigos, namorado/a e na escola. Mas é importante os pais saberem que mesmo que o adolescente tenha essa tendência, ele ainda continua a recorrer a eles na procura de valores e de uma base segura a partir da qual possam se desenvolver.

Mantenha uma relação de respeito

É essencial que os pais mantenham uma relação com os filhos baseada no afeto, proximidade e aceitação e ao mesmo tempo promovam a autonomia e independência. Ao transmitir essas características, os pais ajudam o adolescente a manter relações amorosas mais saudáveis.

Faça acordos

Lembra que para o adolescente o namoro é algo importante? O problema é que muitas vezes ele pode deixar de ir bem no colégio por só pensar na namorada. A melhor solução aqui é fazer ele entender a importância dos estudos e estabelecer trocas, por exemplo: quando tiver provas ele precisa prometer que vai estudar no dia anterior.

Esteja por perto

Observe e conheça o namorado do seu filho. É uma boa influência? Se não for é hora de orientar e alertar o adolescente. Outra observação importante é perceber se a relação é sadia ou se está tomando rumos que possam prejudicar o filho. Mas lembre-se que preservar o espaço deles também é importante. Uma dica é convidar o namorado/a para vir na sua casa. Assim você consegue observar melhor a relação.

Acalme-se

Não se culpe por não saber muito bem como agir nas situações. Toda a mudança e novidade exige um tempo de adaptação. O importante é encarar essa nova fase como algo natural.

Mantenha os limites

Não mude as regras em relação a horários, estudos e afazeres em casa só porque o adolescente começou a namorar. O namoro deve acontecer sem modificações nas responsabilidades que o adolescente já tinha.

Evite proibições

Se os pais proibirem, o adolescente provavelmente fará escondido. Direcionar e manter a tranquilidade é a melhor forma para passar por esse momento.

Veja o namoro como algo positivo

Muitos pais só conseguem perceber o lado negativo do namoro, mas o namoro pode proporcionar vários aprendizados para o adolescente como habilidades de negociação e empatia, por exemplo. Além disso, o namoro pode potencializar o seu sentido de identidade, desenvolver competências sociais e habilidades emocionais. Os inícios e términos também podem promover o desenvolvimento de resiliência , ajudando o adolescente no seu desenvolvimento emocional.

Com essas dicas da Dra Daniela Knapp Vargas estou bem mais segura na hora de encarar o primeiro namoro da Gigi. Claro que será uma fase nova e eu sei que haverão muitos desafios, mas é algo que todas temos que passar em algum momento, então que seja – não agora, por favor – quando tiver que ser.

Quanto ao “ainda é cedo”, uma coisa que aprendi revisando minhas próprias vivências adolescentes – sim, eu faço isso sempre para tentar entender o lado da Gigi, aprendi que a hora certa é a hora que as coisas acontecem, porque é ali, naquela hora que tenho que começar a lidar. E lidar como adulta, não como louca desvairada, que não aceita o que está acontecendo e que acontecerá, comigo perto ou não. Então, melhor que seja comigo sempre podendo estar ali, sendo mãe e companheira.

E se querem uma dica minha, é: quanto mais criamos barreiras para dificultar o andar dos filhos, mais eles andam longe, mas não param de andar. E às vezes, até andam mais rápido só para fugir de nós – vide meninas que engravidam e casam só para saírem da casa dos pais, por exemplo.

Então, por hoje é só, mas esse assunto não está encerrado. Na verdade, essa é só a primeira de muitas pautas sobre esse e tantos assuntos envolvendo filhos adolescentes.

A primeira consulta ao ginecologista é cercada de dúvidas e receios, afinal é um momento bem estranho de nossa vida.

Relatos pessoais

Me lembro bem da minha primeira consulta ao ginecologista.

Para a época, minha mãe era bem moderna, até, mas estava longe de ser o que eu consideraria uma mãe ideal, pois ela ainda era cercada de tabus e um deles, era a virgindade.

Minha primeira consulta foi por causa de um desarranjo hormonal e ela, apesar de preocupada com a minha saúde, estava desconfiada de gravidez.

Fiquei cercada de medo, não apenas pela natureza das circunstâncias, mas também pela condição específica da situação que era ainda mais constrangedora.

Apavorada e jurei para mim mesma que quando fosse a vez da minha filha, a primeira consulta ao ginecologista seria a mais tranquila possível, deixando a tensão por conta apenas da natureza da situação.

Este post nasceu para que eu possa ajudar não apenas a minha filha, mas tantas outras mães e meninas em sua primeira consulta ginecológica.

Como escolher o ginecologista

Na hora de escolher o ginecologista é muito importante que a mãe peça referências do médico e faça uma pesquisa a respeito.

Quando a menina vai sem a mãe, também é ideal que peça ajuda a alguém de sua confiança (tia, avó, mãe da amiga) que possa ajuda-la na pesquisa e acompanha-la.

Depois de pedir referências e fazer pesquisas, escolha a melhor opção e ligue no consultório para confirmar se ele tem experiência com adolescentes.

 

Conversando com o ginecologista

Conversando com o Dr. Rodrigo Hurtado, ginecologista e diretor-técnico da Clinica Origen, ele nos deu algumas dicas sobre a primeira consulta ginecológica.

“A mãe deve inicialmente orientar a filha sobre a importância de ter um médico que acompanhe sua saúde ginecológica (sexual, reprodutiva, infecciosa, etc)”.

Apesar disso, sabemos que muitas mães não estarão presentes neste momento da filha, por diversos motivos diferentes, então é importante que a menina conte com alguém de confiança nesta hora.

Virgindade

Para pacientes virgens, o exame físico é dispensável?

Caso a paciente seja virgem, o exame físico é totalmente dispensável e a consulta é focada em orientações e esclarecimentos da saúde feminina.

Para pacientes não virgens, o exame físico é obrigatório?

Também não. O exame só será feito se a paciente estiver confortável de fazê-lo na primeira consulta.

 

A mãe ou a acompanhante devem entrar junto na sala de consulta?

A mãe pode ou não entrar. Isso vai depender de como a paciente e mãe se sentem mais confortáveis na hora.

No entanto, é muito importante que em algum momento a paciente possa conversar com o médico sem a presença dos pais.

Nessa hora, outro familiar, amigos ou mesmo outro profissional da equipe médica (enfermeira) deve acompanhar a conversa e/ou o exame físico.

Isto serve para garantir que a paciente fique plenamente a vontade em dizer o que precisa, sem qualquer constrangimento ou limitação.

 

O médico é obrigado a contar tudo para os pais?

A paciente deve ser orientada que o conteúdo dessa conversa só será discutido com os pais com autorização da dela, ou seja, o sigilo médico é preservado mesmo apesar da pouca idade da paciente.

 

Nem todas as mães mantém um relacionamento aberto o suficiente com suas filhas que permita troca de informações de maneira abrangente ou completa.

Questões pessoais que a paciente julgar sigilosas só podem ser discutidas com os pais na sua presença e com seu consentimento.

Dúvidas da mãe sobre assuntos ginecológicos devem ser discutidos em detalhe, na presença da paciente, em linguagem clara e compreensível para todos.

Isto quer dizer que o médico não vai responder a questões de cunho íntimo sobre a paciente.

 

A relação mãe e filha

Às vezes, nós queremos saber tudo da vida da filha e achamos que ela é obrigada a nos contar e pronto, mas aí eu costumo sugerir que voltemos a quando éramos nós, as adolescentes.

Quando, mesmo que nossa mãe fosse a mais legal do mundo, alguns assuntos fossem muito constrangedores de tratar com ela.

Fora quando a mãe tinha regras tão sistemáticas que só de pensar em contar ou dela desconfiar algo, pronto, tínhamos uma síncope.

Pois bem, agora que estou no papel de mãe procuro entender e respeitar a privacidade da minha filha, desde que isso não implique em algum risco à ela, claro.

 

A primeira consulta ao ginecologista é muito importante e precisa ser livre de tabus e receios, para que se consultar regularmente se torne natural.

Beijos,

Palestra no evento Social Media Week SP vai ajudar pais a entenderem melhor a interação dos filhos nas redes sociais.

A palestra “Mídias sociais: ensaio para a vida adulta do adolescente” trará conteúdo inédito que ajudará os pais a entenderem melhor como usar a internet em seu favor.

Para muitos pais, as redes sociais são vistas como inimigo, como ameaça, justamente por não entenderem as interações dos filhos.

No entanto, após entenderem melhor o universo dos jovens e a forma como eles interagem e circulam em diversos círculos sociais diferentes e ao mesmo tempo através das mídias sociais, os pais podem usar disso a favor da formação do indivíduo.

Se não pode com o inimigo, junte-se a ele

 

Vamos falar da importância dos pais entenderem os espaços virtuais dos filhos.

Antigamente, nós pais tínhamos os círculos sociais bem definidos e separados: a família, os parentes, os amigos da escola, os amigos da rua, os amigos dos esportes.

Em cada círculo nossa forma de interação era diferente, tanto na linguagem como nas posturas e tomadas de decisões.

Por exemplo: diante dos pais a tendência era se comportar melhor, controlar o que dizer, as palavras, as piadas e palavrões.

Entre os amigos, a tendência era de reforçar a própria identidade de forma exagerada. Quem nunca?

Acontece que hoje, os círculos sociais dos nossos filhos se misturam no mesmo ambiente e acabamos tendo contato com situações que não deveríamos.

Situações que fazem parte de suas atuações sociais e do aprendizado, mas que não competem a nós.

Aproveitarmos as interações virtuais com sentimentos reais para ensina-los a lidar com suas frustrações e com as relações sociais.

A proposta da palestra é trazer a reflexão de que a internet é uma forte aliada para entendermos os nossos filhos.

Reserve já seu lugar!

  • Data: 15 de Setembro de 2016
  • Horário: 17h45
  • Local: MIS (Museu da Imagem e do Som)
  • Evento: Social Media Week São Paulo

Eu ainda não tinha visto o último vídeo da campanha #TipoMenina, da Always, até que a Gigi me pediu para ver e escrever sobre, por se sentir representada.

 

“Mãe, olha esse vídeo. Você pode escrever algo sobre isso no seu blog? Tem um monte de mães e pais de meninas que acham que futebol é coisa de menino e se você escrever, talvez ajude-os a entender melhor”.

Esse foi o pedido da Gigi para mim ontem, após ver o vídeo da campanha #TipoMenina da Always.

E antes que alguém me pergunte: não, isso não é um #ad (infelizmente, porque eu adoraria que fosse, claro) e nem uma fanfic.

Gigi e eu conversamos muito, como minhas leitoras e seguidoras bem sabem, e um assunto recorrente é como ela se sente ao jogar futebol.

Para ela é relativamente fácil, pois minha restrição é referente ao acidente em que ela quebrou o tornozelo, há dois anos.

Mesmo assim, ao ver como ela estava feliz, entregue e empolgada com o futsal, deixei.

 

Eu não me lembro de ter comentado algo sobre ser esporte de menino, mas se em algum momento ela se sentiu representada pelo comercial, creio que ela tenha ouvido ou percebido algo nesse sentido em algum lugar.

Sendo assim, penso que a campanha seja válida, sim, para ajudar tantas outras meninas a se fazerem entender diante de seus pais, avós, amigos, tios, professores, mostrando que elas são fortes, que elas são capazes e que, acima de tudo, são donas de suas próprias escolhas e das consequências delas.

Temos que aprender a ser orientadores e não donos do destino de nossos filhos, que foi algo que tantos da nossa geração e das gerações anteriores sofreram, por terem os pais determinando a profissão, o que deveriam estudar, com quem se casar, etc.

Penso que seja através de sinais como este da Gi, que me apontou algo que a fazia sentir-se empoderada e, portanto, também apontando o que a incomoda, que podemos evitar os mesmos erros que os nossos pais, ainda mais por conta de nossos preconceitos. Deixemos que nossos filhos nos ensinem a sermos os pais que gostaríamos de ter tido.

#TipoMenina #LikeAGirl

Aproveitando o ensejo, também quero dividir com vocês uma outra campanha de absorvente, agora da marca Libresse (nunca ouvi falar), que foi incrível:

Conheça os 10 motivos para assistir Gilmore Girls na Netflix com a sua filha adolescente.

Bom, para mim Gilmore Girls não foi uma série qualquer. Foi uma série que me ajudou muito a entender a relação “mãe e filha” que hoje tenho com a Gi.

A maneira como elas interagem em contraste com a mãe da Lorelai, me mostravam que tipo de mãe eu queria ser.

E hoje terei a oportunidade de assistir Gilmore Gilrs com a minha filhota ao lado, podendo rir, chorar e conversar sobre cada situação.

Então vamos aos 10 motivos para assistir Gilmore Gilrs:

  1. Seja você a mãe, a filha ou a avó, você vai se identificar com várias situações da série.
  2. Em nenhum outro seriado, a relação entre mães e filhas é tão orgânica e realista.
  3. Assistir Gilmore Gilrs também nos mostra que mães, filhas e avós vivem relacionamentos além da maternidade.
  4. Você vai aprender que mesmo tentando acertar, a gente erra muito.
  5. O humor da série é bem leve, mas inteligente e gostoso.
  6. As relações amorosas de mães e filhas são complicadas, mas as fortalecem e aproximam.
  7. Assistir Gilmore Girls nos mostra que dá para fazer série sobre mulheres sem falar só de consumismo, exageros e desesperos.
  8. Com as Gilmore Girls, a gente aprender que todo mundo exagera e faz drama, às vezes.
  9. A gente também aprende que não é só mãe que tem mania maluca, viu?
  10. Ah! E também aprende que às vezes, a parte lúcida da relação é a filha adolescente, não a mãe.

Bora assistir Gilmore Girls na Netflix?

Estou muito feliz em poder partilhar Gilmore Girls com minha filha, pois sempre me senti um pouco Gilmore Girl e sei que isso vai nos ajudar ainda mais a entender a nós mesmas e ao mundo que nos cerca.

Muito obrigada, Netflix!

Ah! Agora veja o vídeo da Lorelai sobre as Gilmore Girls no Netflix:

Crianças aprendem a programar brincando na Futura Code School

A Gigi foi convidada para participar de uma oficina na Futura Code School, onde crianças aprendem a programar brincando.

Confira como foi a experiência dela.

 

A Experiência

Por @SouGigiNunes

Todo mundo sabe que eu adoro Minecraft e agora você que está lendo isso também. Então quando falaram para a minha mãe que teria uma oficina de Minecraft, ela logo me colocou na listinha.

Chegando lá na Futura Code, eles já sabiam meu nome e estavam me esperando. Adorei o jeito como fui recebida, porque já me senti especial.

A turma que eu participei era para aprender comandos de Minecraft de construir casas com itens muito mais legais do que o meu pai faz – e olha que ele é fera.

Eu confesso que perguntava tudo toda hora, mas ele não ficou nem um pouco bravo.

Eu era a FuturaCode10, porque eu estava na máquina 10 e enquanto eu fazia minha casa, já recebia visitinhas dos amigos Futura Code.

Então eu aprendia enquanto jogava ao mesmo tempo.

Eu não quero ser programadora, mas agora sei que programar não é algo tão complicado como eu pensava.

Eu adorei a experiência!

Muito obrigada, Futura Code School, por me ensinar coisas sobre o Minecraft e me mostrar outras visões da programação.

 

Considerações maternas

Por @ThatuNunes

Bom, quem levou a Gigi foi o Dressler e ela chegou em casa radiante!

A primeira observação que ela fez foi realmente sobre como a receberam na Futura Code School de forma acolhedora.

Ela ficou toda orgulhosa com a casa que fez e como ela foi aprendendo sem precisar deixar de jogar para isto.

A descontração também foi importante para que ela visse a programação com outros olhos que não os de antes: de que era algo difícil e chato.

Talvez a experiência tenha trazido para ela um certo ar colorido à programação, tornando-a mais simpática aos seus olhos e, com isso, abriu uma nova janelinha para seu futuro. Afinal, é uma nova possibilidade que mesmo que ela jamais venha a exercer, ao menos poderá cogitar.

Me sinto satisfeita e muito grata à Futura Code School pela experiência proporcionada à minha pequena.

Para obter mais informações, acesse o site da Futura Code ou ligue para 3588-1118. A Futura Code fica na Rua Bartira, 757, em Perdizes.

Conheça a alimentação correta para adolescentes que pode fazer muita diferença na saúde deles.

Ainda mais para meninas na pré-menarca, que é a fase de “explosão hormonal” e quando se podem desencadear os tão perigosos distúrbios alimentares.

Pensando nisso, fui consultar algumas nutricionistas e tirar a limpo quais seriam os alimentos mais e menos indicados para este período tão decisivo e importante na vida adolescente.

A nutricionista Fernanda Dainez, personal diet, pós-graduanda em Nutrição Clínica pela Faculdade de Medicina da USP e que atua com foco no público materno-infantil, nos salienta que a fase da vida em que o ocorre a maior absorção de cálcio é na adolescência.

O ferro é especialmente importante para que a menina não desenvolva uma anemia ferro-priva devido à menstruação

O zinco também pode ter baixa durante a menstruação e como tem propriedades cicatrizantes, combate a acne e reforça a imunidade, além de ser muito importante para o sistema reprodutivo, é importante na pré-menarca.

A nutricionista funcional, Regina Moraes Teixeira, especialista em reeducação alimentar, fitoterapia em nutrição e nutrição gestacional, reforçou a necessidade de cálcio, ferro e nos lembrou do ácido fólico – tão reforçado por obstetras pela importância durante a formação gestacional – e nos deu ainda mais dicas sobre quais alimentos devem ser reforçados nessa fase.

Também é importante frisar o cuidado com o excesso de alimentos industrializados, ricos em corantes, aromatizantes e conservantes e, claro, atenção total para o consumo de bebidas alcoólicas (isso até me inspirou a escrever um post inteiro sobre o tema: Álcool x Adolescência. Vou providenciar!).

Principais alimentos indicados para meninas na pré-menarca:

  • Ferro: encontrado no feijão, carnes vermelhas, agrião, rúcula, couve, são exemplos.
  • Cálcio: encontrado e leite e derivados, e ainda em vegetais verdes escuros crus.
  • Vitamina A: encontrada em alimentos como na abóbora, cenoura, abacate, mamão etc.
  • Vitamina C: encontrada em frutas cítricas como laranja, limão, acerola etc.
  • Ácido fólico: presente em folhas verdes escuras, grãos integrais e frutos secos.
  • Zinco: pode ser encontrado em cereais integrais e carnes.

Confira as dicas da nutricionista Aline Martins Nunes do Nascimento

Ela é formada pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás, pós graduada em Nutrição esportiva e Fitoterapia, Master Practitioner em PNL;

Dicas práticas para alimentação adequada de pré-adolescentes:

• Comer fibras: Cereais integrais, barras de granolas, frutas e verduras com casca;

• Se as fibras não resolverem o intestino, uma boa alternativa são as frutas laxativas (mamão, ameixa).

• Beba pelo menos 1,5 litro de água por dia;

• Evite gorduras saturadas e trans: leite integral, manteiga, bacon, frituras, carnes gordurosas, folheados e tudo o que tiver gorduras “ruins” em excesso;

• Aumente a ingestão de ômega 3. Uma ótima fonte é a linhaça, por exemplo;

• Evite açúcar e refinados, à base de farinha branca;

• Prefira os integrais (frutas com casca, verduras, cereais integrais, granolas, massas e biscoitos integrais, etc);

• Evite a cafeína: Café, chá preto, mate e bebidas à base de colas têm metilxantinas que aumentam a ansiedade e a instabilidade emocional;

• Movimente-se: a atividade física auxilia na diminuição das cólicas menstruais e melhoram o humor;

É difícil, mas necessário e a gente consegue!

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