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Entender o papel dos pais na vida escolar dos filhos é fundamental para a educação dos filhos e para a própria relação entre pais e filhos, em si.

Sempre considerei muito importante estar envolvida ativamente na educação formal da minha filha.

Não apenas pelos estudos, mas também pela qualidade das experiências sociais que ela terá ali.

Vou dividir com vocês alguns tópicos que eu considero importantes para a relação dos pais com a escola:

1. Saber se envolver na medida certa

Esta é, talvez, a questão mais importante. Sabermos até que ponto devamos nos envolver nas situações sociais da vida escolar dos filhos.

Não podemos ser omissos e nem deixá-los à própria sorte, mas também não podemos interferir e tirar deles a autonomia.

Sempre que há alguma situação, eu tento interagir com a Gigi de forma que ela se sinta confortável, em primeiro lugar.

A partir daí, mensuro a que ponto devo me manter distante ou atuar, a exemplo do caso da professora que rasgou o trabalho dela, que contei recentemente.

2. Saber até que ponto se pode confiar nos filhos

Infelizmente não são apenas os filhos dos outros que mentem e erram. Então é importante sabermos até que ponto podemos confiar na versão dos nossos filhos ou não.

Temos que ter tato e ouvir sempre todas as partes, pois não se trata apenas da injustiça, mas também de reforçarmos, muitas vezes, comportamentos ruins dos nossos filhos.

É muito importante que pensemos nisto, pois as consequências disto, podem se voltar contra nós e contra eles mesmos.

3. Ter uma boa relação com professores e coordenadores

Eu não vejo como ser a mãe que sempre se altera, briga, discute e cria problemas seja positivo na vida dos filhos.

Primeiro, porque isto gera implicância e acaba gerando também problemas de socialização para eles com outros alunos.

Muitas vezes, os filhos acabam sendo apontados e excluídos por comportamentos nossos, ações que tomamos de cabeça quente e eles acabam pagando o preço.

Portanto, é sempre bom manter uma relação amigável e ponderada, mesmo que seja para discordar de ações deles.

4. Entender a dinâmica das relações

Já passou da hora de entendermos que cada relação é uma e que nossos filhos são indivíduos separados de nós.

Portanto, eles vão interagir diferente com o mundo e que temos que respeitar o modo deles interagirem e apenas orientá-los à razoabilidade.

Não cabe a nós discutir com o menino da sala que xingou nosso filho, nem tirar satisfações com a menina que o ignorou.

Temos que agir como pais, orientando-os a lidarem com as frustrações e somente em casos extremos, tomarmos as ações adequadas.

Conclusão

Sempre procurei ter estes cuidados e até agora, tenho percebido resultados bem positivos, pois Gigi se sente capaz de resolver os próprios conflitos, mas a vontade para dividi-los comigo.

Isto me é muito gratificante, pois vejo que ela me considera apta a respeitar suas decisões e interferir somente quando vejo que há algum risco real.

Assim, a socialização dela é respeitada, a minha relação com a escola é a melhor possível e a minha relação com ela também.

E você, como lidar com a relação escolar? Tem alguma outra recomendação ou ideia? Quer me contar mais a respeito?

 

Provas com consulta: já passou da hora de serem o formato ordinário de avaliação aos alunos

Lembra das nossas provas com consulta? Aquelas que eram a alegria da galera? Pois bem, já passou da hora de serem a forma de avaliação oficial nas escolas.

Jovens com potencial acabam se tornando alunos medíocres

Tá. Eu sei que muito jovem odeia estudar porque não quer nada com nada. É verdade.

Mas também sabemos que muitos jovens que gostam, perdem o interesse por conta deste sistema de ensino atual onde o que é testada, é a capacidade de decorar, praticamente.

Em geral, o aluno não precisa aprender as coisas e, sim, decorar as lições para se dar bem.

Com isto, eles acabam se sentindo cansados e, muitas vezes, os jovens com potencial acabam sendo alunos medíocres.

O que poderíamos melhorar durante as aulas?

Quem se lembra dos melhores professores da sua época?

E o que eles faziam de diferente para que você os achasse tão melhores que os demais?

Bem, aí está a primeira chave para melhorarmos o processo de aprendizado dos nossos filhos.

Podemos pensar em dinâmicas e em formatos que nos fizeram interessar por matérias e acabamos nos aplicando.

Certamente nenhum desses seus preferidos era algum professor que dava aulas passando tudo na lousa e cobrando quem copiou e fazendo provas só de decoreba, certo?

Ensinando os alunos a aplicarem os estudos

Uma coisa que me incomodava demais como aluna e ainda hoje me incomoda como mãe, é a falta de aplicabilidade do que aprendemos durante o aprendizado.

Algo que eu só experimentei quando fui fazer SENAI, na verdade.

Ali, estudar ganhou outro significado para mim, porque tudo o que eu aprendia tinha um sentido, um porquê e onde ser aplicado de forma que eu pudesse experimentar.

Talvez, seja o que falte ao ensino recorrente atual: um aprendizado mais aplicado.

Claro que nem tudo seria possível, mas muita coisa é e bastaria uma reforma no formato das aulas para acontecer.

Mas e as provas com consulta, o que eu tenho a ver?

Bom, estamos em 2018 e todas as coisas do universo de hoje se baseiam em: PESQUISA.

Primeiro, que acho que a grade escolar tinha que ter uma matéria chamada MÉTODOS DE PESQUISA, onde desde cedo todo e qualquer aluno aprendesse a aplicar métodos de pesquisa.

Segundo, que as provas com consulta deveriam ser para testar a capacidade de aplicação dos métodos de pesquisa.

Não seriam provas com consulta como as da nossa época, em que o professor nos deixava olhar nos livros ou nos cadernos em que já tínhamos anotações prontas como resposta.

Falo de provas com consulta, por exemplo, em livros ou através de dispositos (tablets, computadores, talvez) com acesso limitado aos conteúdos das provas.

Formando pequenos grupos de pesquisa, onde eles teriam que se organizar para formatar os dados, as informações, em desenvolver as respostas, como um grupo de trabalho mesmo.

Então, assim, estaríamos preparando jovens para vivenciarem a experiência de qualificar a pesquisa, coletar dados e informações e, por conta disso, formatar respostas EMBASADAS nestes dados e informações.

Penso que seria um novo momento não apenas para o processo de aprendizado, mas também para a próxima geração de profissionais e, por que não?, consumidores.

Minha filha nunca foi uma princesa

Não tenho reino, poder, nem nada que o valha. Jamais pude dar a ela nada próximo do que considero que ela mereça ou que seja o tal ‘do bom e do melhor’, portanto, minha filha nunca foi uma princesa.

Quando eu ainda estava grávida, Luciano e eu tivemos uma conversa: por mais que os tios, amigos, avós, padrinhos e outros pudessem dar bons presentes, nunca iríamos aceitar que os presentes deles fossem melhores que os nossos.

Não porque queríamos ser sempre os melhores, mas porque não queríamos que ela tivesse a impressão equivocada de que aquele era seu padrão de vida e aí criássemos uma pequena deslumbrada.

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Desde sempre fomos francos com a nossa condição, ao ponto dela pedir um chaveiro que acendia no Natal de 2006, aos 3 anos. O tal chaveiro custava tão barato que ficamos constrangidos de comprar apenas aquilo que conversamos com ela e dissemos que ela poderia pedir alguma coisa um pouco mais cara ou algo mais mas ela respondeu: “Então vou deixar vocês escolherem, mas eu quero o chaveiro que brilha, tá?”.

Contrariando a lição de 99% dos pais, fomos com ela até a loja de brinquedos e em meio a tantas ofertas os olhos dela brilhavam, mas ela já entendia que não poderia ter tudo, nem ali, nem na vida. E o tal chaveiro tornou-se uma analogia da vida para que ela entendesse o preço das coisas e o valor de nossos esforços: “Esta boneca é tão cara que 4 delas daria para pagar o aluguel do nosso apartamento, Gi”. Ela, meio que com carinha de dúvida sobre o que era aluguel, mas entendendo que era algo importante para que ela pudesse morar onde morava, respondia: “Nossa, eu gosto de morar lá e tem piscina e play. Melhor do que uma boneca que é igual a uma que já tenho. Só muda o cabelo e a roupa”.

Neste mesmo ano nos mudamos para uma cidade com custo de vida mais barato e nos livramos de algo que tirava muito de nossos ganhos, podendo viver um pouco melhor, por isso decidimos fazer uma festa para comemorar simultaneamente o aniversário de 4 anos da Gigi, nossa nova fase de vida, nossa casa nova que era muito maior e melhor que o apartamento que morávamos e o fato dela ter aprendido a ler e escrever em casa. Foi uma festa e tanto!

Não queríamos nunca que ela achasse que estávamos mudando nossas filosofias de vida, para que, caso as coisas voltassem a ficar difíceis, não tivéssemos que tirar dela todo aquele ar de “agora você pode tudo”.Mesmo assim, Gigi não foi uma princesa. Gigi escolheu o tema “Backyardigans” e eu comprei para ela um vestido combinando com a decoração, bem com cara de menina de 4 anos, mas nada de princesa.

Parecia uma profecia, pois um ano e meio depois Luciano foi assassinado e minha vida desmoronou. A empresa, que dependia dos conhecimentos técnicos dele para sobreviver, foi perdendo clientes, a pessoa que se prontificou a me ajudar acabou pegando para si os clientes restantes e eu passei a viver praticamente de favor do meu pai.

Gigi nunca viajou, nunca teve roupa da Lilica Repilica, nunca usou tênis de marca, nunca teve presentes caros. E agora é que não teria mais, mesmo. Além da dor de perder um pai tão presente, tão bom, tão dedicado, ela também teve que enfrentar a dor de lidar com uma mãe traumatizada, jogada na cama, incapaz de assimilar o que aconteceu e, claro, experimentar da absoluta pobreza financeira, aquela onde se não fossem avós e tios, ela poderia nem ter o que comer, onde dormir, o que vestir. E ela tinha só cinco anos.

Mesmo assim Gigi nunca se abalou, jamais deixou de sorrir e depois de alguns natais e aniversários sem ganhar presente nenhum da mamãe, repensei o acordo que Luciano e eu tínhamos de que o melhor presente sempre teria que ser o nosso:

Se fosse assim, ela teria passado uns 3 ou 4 natais e aniversários sem ganhar nada, pois eu realmente nunca podia dar nada de presente, a não ser um chaveiro que brilhava de R$ 5,00. Então claro que tive que rever isso e aceitar que os melhores presentes não viriam de mim, mas que eu teria que ensina-la que ainda assim, aquilo não seria o padrão de vida dela. Ensina-la a ser grata, mas nunca esperar e nem achar que fosse obrigação de ninguém.

A questão nunca foi quem dava o melhor presente, mas foi a importância de ensiná-la do que se tratam os presentes: cada um dá o que pode, o melhor possível. E também a ensinei, sem perceber, que é preciso que ela aprenda a lidar com as frustrações da vida, que elas existirão para todos e que para muitos, elas são tão difíceis justamente porque nunca tiveram dos pais a oportunidade e a confiança de que encontrariam o próprio jeito de encará-las e lidar com elas.

Hoje, Gigi tem 13 anos e, claro, é uma adolescente chata, mas não chega nem aos pés da chatice de 90% das demais pessoas que passam por essa fase, pois ela entende que não é nem nunca foi uma princesa e que a vida é cheia de ofertas que nos enchem os olhos e mais cheia ainda de “nãos” que nos enchem de frustrações, com as quais nós temos que lidar.

Agradeço todos os dias pela filhota que tenho, pela minha moleca companheira e cheia de consciência, pois é por conta disso que ela entende que é mil vezes melhor e mais vantajoso para ela ser resiliente, se adaptar e mudar a si, do que viver uma vida toda querendo ser especial e exigindo que o mundo mude tudo por onde ela passar ou que as pessoas finjam não ver o que veem, nem sintam o que sentem.

Só sei que quando eu morrer, seja hoje ou daqui 100 anos (espero que daqui uns 50), saberei que apesar de muitos presentes e roupas baratas, ela saberá se virar a qualquer situação, pois não se deixa abater pelas frustrações. Nesse caso, me considero orgulhosa por ter ensinado a ela uma lição que dói na alma das mães, por isso poucas encaram ensinar: “Minha filha não é nem nunca foi uma princesa”.

Estamos vivendo a era da incrível geração de pais que se ofendem com “não” dito aos seus filhos

Sim! A incrível geração de pais que resolveram que seus filhos, os floquinhos de neve especiais, não podem ser contrariados, nem mesmo na casa dos outros.

E eu, sinceramente, tenho muito medo desses filhos quando crescerem.

Medo, porque se os pais, que provavelmente foram criados ouvindo “não” já são assim, xaropes, imaginem seus filhos, que são criados diretamente por eles, xaropes, o que não sairão?

Caso 1. O pai/a mãe (não dava para saber ao certo) que reclamou da desconhecida que não deu suco para a filha

Há alguns dias, pipocou na internet um print de um post desaforado de uma pessoa (pai ou mãe, não sei ao certo) reclamando e xingando muito uma desconhecida que não quis dividir o seu suco, em pleno meio da rua, com a criança de 1 ano e pouco.

Lendo aquilo, me passou pela cabeça várias coisas:

  1. esta pessoa não tem um pingo de preocupação com higiene e saúde da filha, né?
  2. esta pessoa não tem qualquer noção de espaço e limites alheios
  3. esta pessoa não tem um pingo de comprometimento com a formação do indivíduo que ela tem ali
  • E se tinha álcool, drogas, medicação na bebida?
  • E se a pessoa tinha herpes, gonorreia ou qualquer doença?
  • E se a pessoa só tinha aquele restinho pra beber pelo resto do dia e não teria como comprar outro?

Enfim, existem tantas possibilidades e em nenhuma delas é viável que uma mãe considere que o filho tenha direito absoluto sobre aquilo que não é seu. Simples.

Caso 2. A mãe foi tirar satisfações via Whatsapp com a moça que não deixou seu filho de 7 anos brincar com seus action figure que ficam no quarto da pessoa

Este caso é o mais sem noção possível.

Primeiro, porque em nenhuma condição no mínimo viável, uma mãe que está envolvida na formação do indivíduo, considera que algo que não pertence ao seu filho seja de usufruto dele sem permissão.

Hoje, são os action figure, amanhã são os corpos das meninas que dizem não e ele vai lá e acha que pode e pronto.

No caso em questão, a criança entrou no quarto da moça para mexer nos bibelôs e a moça negou e a mãe, então, foi ávida por vingança no Whatsapp tentar diminuir a moça por não ter dado permissão ao seu filho de 7 anos, já que ela, como mãe, não pode explicar pra ele que não pode e acabou.

Dicas marotas da vida para criar um filho bacana pra você e pro universo:

1. Assim como “Meu corpo, minhas regras”, “Casa dos outros, regras dos outros”

Desde sempre aprendi – e ensinei a minha filha, aliás – que se vai à casa dos outros, ela segue as regras dos outros e acabou.

Não gosta das regras dos outros, não vai na casa da pessoa, oras bolas!

Assim como quem tem criança não as tranca no quarto quando vem visita que não curte criança, quando a criança visita alguém, não é pessoa que tem que esconder as coisas.

É a mãe e/ou o pai que tem que dar limites e ensina-las que sem permissão não se mexe.

2. Nem tudo o que seu filho quer, ele pode

Esta mesma mãe que reclamou da moça não deixar o filho dela mexer nos bibelôs, por acaso, quando vai à lojas, acha que o filho pode mexer em tudo?

E quando ele vai mexer nas gavetas dela, se ele acha um vibrador, ela deixa ele mexer só porque senão ele vai chorar, ficar com vontade e ficar doente?

E se a filha da moça lá do suquinho vir alguém carregando um líquido leitoso, branquinho, mas que é um veneno letal, vai obrigar a pessoa a deixar a filha tomar, só porque ela sentiu vontade?

Então pronto! Crianças tem, sim, que ter limites.

3. Quem precisa ensinar os filhos a lidarem com as frustrações são os pais

Já falei aqui antes sobre pais ensinarem os filhos a lidarem com frustrações e sobre o prazer de educar.

Outra coisa que tenho visto demais, é gente achando que o mundo tem que abraçar as causas de sofrência dos filhos alheios.

Não tem, não!

Ser mãe e pai inclui, sim, ter que lidar com a frustração de frustar os filhos e ensina-los a lidarem com isto.

Não é obrigação de ninguém satisfazer os nossos filhos em detrimento de si mesmos.

Mas é nossa obrigação ensinar aos nossos filhos como lidam com as frustrações.

4. Hoje, quer um brinquedo. Amanhã, quer tomar mulheres à força

Sim! O primeiro passo para criar um abusador é ensinando-o que ele pode tudo, inclusive ser abusado na casa alheia que a mamãe e/ou o papai vão defendê-lo.

Depois não adianta fazer discursos e mais discursos defendendo “meu corpo, minhas regras”, nem usar avatar de “Sou contra a cultura do estupro”, se você apoia que seu filho ache que pode pegar o que quer, onde quer, de quem quer e quando quer e quando não tem, você vai lá e xinga a pessoa.

Resumindo:

Dói ver os filhos sofrendo, mas dói muito menos do que vê-los sendo adultos abusivos por aí e lembrar que podiam ter feito algo e não fizeram.

Meu post no Facebook:

Musicalização no berçário torna formação pedagógica de crianças mais completa. Conheça a experiência do Colégio Jatobá.

 Não é novidade que a música está presente em vários momentos de nossas vidas. Seja para relaxar, curtir com os amigos ou mesmo para a prática da atividade física, é muito comum vermos as pessoas se rendendo aos mais diversos estilos e aproveitando playlists elaboradas na medida certa para cada situação. Mas o que muitas pessoas não sabem é a importância que a musicalização tem no âmbito da educação infantil.

Contribuindo para a formação educacional em várias áreas, a musicalização infantil ajuda a promover o desenvolvimento de habilidades únicas nas crianças, além de abrir portas para que os pequenos sejam mais sociáveis e apresentem uma melhor autoestima.  Pensando nesses benefícios, escolas infantis vêm elaborando projetos educacionais que incluem em sua grade curricular essas atividades. O colégio Jatobá, uma escola infantil em Santo André, é um desses exemplos, já que oferece aulas de musicalização para as crianças desde o berçário.

 

Benefícios da Musicalização no berçário


Especialistas apontam que a educação musical infantil aumenta a sensibilidade das crianças para o universo ao seu redor graças à percepção dos fundamentos musicais, como: ritmo, melodia e harmonia. Ao terem contato com esses princípios desde pequenos, as crianças podem desenvolver melhor a coordenação motora com o ritmo das músicas; a fala e vocabulário através da melodia; e a sociabilização por meio da harmonia.

Além disso, a musicalização infantil permite que as crianças apresentem desde cedo maior facilidade para manifestações artísticas, sejam mais criativas, e desenvolvam mais valores relacionados ao sentido estético e ética.

É interessante ressaltar que,  quanto antes esse contato com a música acontecer para as crianças, melhor. A musicalização desde o berçário já se mostra como um forte instrumento para o desenvolvimento de habilidades, uma vez que mesmo de maneira intuitiva, os pequenos já começam a se mostrar mais abertos a novas experiências.

Nesse sentido, vale destacar que é papel da escola infantil promover experiências musicais para as crianças na busca de uma desenvolvimento pedagógico mais completo.

Pais e o interesse pela Pedagogia

Quando pais demonstram interesse pela Pedagogia, sobretudo pelos processos pedagógicos, quem mais ganha são as crianças envolvidas.

Assim como falei aqui em um outro texto meu há algum tempo, é muito importante que os pais se envolvam diretamente na Educação Escolar dos filhos.

Na verdade, eu considero isto essencial para o papel de bons pais, afinal a fase escolar contempla N questões para a formação do indivíduo.

Desde o aprendizado, em si, até as experiências de convívio social, aliás.

No entanto, muitos pais não conhecem os processos pedagógicos e sequer sabem do que se tratam e que existem na verdade.

Então, para ajudar, vamos falar um pouco de Pedagogia.

O que é Pedagogia?

Pedagogia é a ciência que estuda os processos de ensino e aprendizagem e, através disso, desenvolvem metodologias e aplicações que possam agregar ao máximo nestes processos.

Resumindo, a Pedagogia é responsável pela estrutura de ensino escolar.

Mas não é só isto, afinal ela usa de conhecimentos antropológicos, sociológicos e toda a natureza humana para entender a formas de atingir mais resultados sem danos  colaterais.

O que um pedagogo faz?

O curso de Pedagogia forma o profissional da área de Educação, preparando-o para atuar como educador, ao que podemos chamar de professor-reflexivo, mas também como pesquisador.

O pedagogo é, em suma, a pessoa que estuda e desenvolve as formas aplicáveis de metodologias de ensino em escolas, instituições e, também, ajuda pais interessados em entender melhor os processos de ensino dos filhos.

O pedagogo é, então, um grande aliado dos pais e dos professores.

Além do mais, muitos professores são pedagogos e até mesmo, psicopedagogos, que são os pedagogos ainda mais aprofundados nas aplicações da Psicologia durante os processos de aprendizado.

Em que o pedagogo pode ajudar os pais?

O pedagogo pode conhecer os processos de Educação e entender como cada um pode ser melhor aplicado a uma turma ou mesmo a um aluno.

Através do seu olhar, ele pode perceber o desenvolvimento de acordo com o formato educacional aplicado e, a partir disso, delinear o que funciona melhor.

Assim, os alunos passam a ter melhor aproveitamento e os pais, passam a poder participar de forma ativa e realmente proveitosa dos processos de aprendizado.

Além do que, o aprendizado passa a ser prazeroso para o aluno e, porque não, para os pais que passam a entender melhor os filhos.

Onde os pegagogos podem atuar?

Na prática, o curso de Pedagogia ensina muito sobre os processos de aprendizado e podem ser uma boa área de atuação profissional para pais e mães.

Os profissionais de Pedagogia aprendem sobre Sociologia aplicada à Educação, Psicologia do desenvolvimento, Comunicação, etc.

Assim, podem atuar em escolas e instituições de ensino, como diretores, coordenadores pedagógicos, diretores e em outros papéis, por exemplo.

A profissão é bastante respeitada e cai bem para pais e mães, especialmente os que já se interessam em educação consciente e pelo desenvolvimento do aprendizado.

Mas, afinal, educação sem palmadas funciona?

Durante a minha solteirice, decidi que ia comprovar se a tal educação sem palmadas funciona mesmo.

E hoje, estamos aqui, quase 14 anos depois: tá funcionando, sim!

Logo cedo, li em um grupo de mãe de adolescente um post de uma mãe se vangloriando por ter batido na filha adolescente quando ela a respondeu mal.

Isto, por si só, já me deixou absurdada.

Mas o que me deixou ainda pior, foram os mais de 200 comentários reforçando o que ela fez e, pior, dizendo que foi pouco.

A violência normatizada nas relações parentais

Infelizmente, as pessoas realmente acham normal que pais batam nos filhos desde pequenos.

Na verdade, anormal – e você vai poder presenciar isto pelos comentários deste post – é criar filhos sem apelar para a violência.

“Nossa, está mimando esta criança”.

“Devia dar uns tapas pra ela saber quem manda”.

E assim por diante.

Se alguém vê a mãe ou o pai batendo no filho, acha normal e até correto.

Eu fico perplexa.

Minha filha nunca apanhou, mas sabe de quem é o poder de decisão

Não sei como algum adulto em sã consciência possa achar que tudo bem ele empregar violência e força contra um ser frágil, física e emocionalmente.

Na minha cabeça, é como assumir que sou incapaz de fazer o meu papel básico como líder.

Pensando nisto, sempre pensei em maneiras de fazer com a minha filha entendesse desde sempre a nossa relação.

Apesar de respeita-la como indivíduo, ela sempre entendeu o exato papel de cada uma.

Isto significa que não precisei bater nela para que ela me respeitasse e entendesse que apesar da voz dela ter valor, a decisão final sempre seria minha.

“Ah, mas você só diz que não precisa bater porque a sua filha sempre foi obediente”

Primeiro, que eu odeio o termo “obediente”. Minha filha não é do tipo obediente, não senhor.

Ela é do tipo que foi, desde sempre, ensinada a pensar nas opções e ponderar.

Desde pequena, estimulei-a a entender o melhor jeito de escolher e, claro, ser inteligente e estratégica.

Ah! O que inclui saber ser diplomática e sensata.

Sendo assim, ela não é obediente. Ela é bem educada, o que é um mérito e um ponto mais para a minha educação sem bater.

Ao contrário do que parece, este argumento só reforça mais ainda que não precisa mesmo.

Tanto que ela é o que as pessoas chamam de “obediente” e que eu chamo de capaz de fazer escolhas estratégicas.

“Mas e se a sua filha um dia fizer algo que precise bater?”

Olha, a menos que ela esteja em vias de matar alguém, e aí eu vou empregar a tal força física meramente para contê-la durante o processo e não como meio de descontar minha frustração com a incompetência de educa-la, eu não vou precisar bater nunca.

Caso algum dia ela venha a tentar me bater, na boa, a última coisa que farei é agir como ela e me colocar no lugar da adolescente que não mede minhas atitudes.

Aliás, os adultos – e portanto, os ques agem de forma ponderada – são os pais e não os filhos.

Então é mais aceitável que filhos ajam tresloucadamente do que pais.

Sendo assim, se ela vir me bater um dia, eu vou conte-la com a força necessária e, claro, tomar as providências cabíveis para resolver, mas sem agir feito louca ou pior que ela.

“Ah, mas na hora, o sangue ferve e sempre acabo batendo”

Então meu conselho é: procure um psicólogo.

Trate deste seu descontrole e desta normatização da violência contra seus filhos e passe a ser uma pessoa, um pai ou mãe melhor para eles e para si mesmo.

Busque entender melhor o que tanto te descontrola e trate de si.

Vai te fazer bem não apenas nisto, mas na vida como um todo.

“Então, se não pode bater, como faço para educar?”

Aqui, eu aplico condutas educativas.

Vejam bem: eu disse “condutas educativas” que podem ser o que chamamos de “castigo”, mas não no sentido de tortura.

Não adianta nada não bater e comer todos os tipos de atrocidades psicológicas, sociais, mentais, etc.

Tem que ser condutas que simulem os possíveis resultados de suas ações se fossem em uma situação semelhante fora de casa, “na vida real”.

Por exemplo, se a Gi perdesse o celular por descuido quando adulta e estivesse desempregada, ficaria sem celular até conseguir meios para ter outro, certo?

Pensando nisto, caso ela perdesse o celular, eu aplicaria nela uma conduta educativa – ou castigo – que simulasse o prejuízo causado pelo descuido.

“Como fazer isto?”

Deixando-a por um tempo sem celular, por exemplo, e explicando porque ela vai ficar durante este período sem.

Talvez eu também desse a ela tarefas que ela pudesse exercer como se fossem o trabalho durante o período justo para “pagar” o celular, a fim de que ela entendesse também o valor da hora dedicada ao trabalho.

A ideia não é castigar. É trazer para eles a experiência das consequências e, claro, mostrar para eles como devem lidar com o sentimento de frustração, assim não vão lidar batendo nos filhos futuramente rsrs

É muito importante manter a linha de diálogo e mostrar-se controlado e sereno na situação.

Mostrar que decidiu baseado em ponderação e não em raiva, ódio e etc que é o que nos faz agir como loucas gritando, por exemplo.

Um plus pra te ajudar a refletir…

Se você tivesse que deixar seus filhos por 3 anos sendo educados por alguém porque você e o pai ficaram internados, não ia querer que batessem neles, certo?

Certo!

A pessoa, que estaria cuidando dos seus filhos por um favor, teria que se virar para educa-los e mante-los na linha sem tocar neles.

Afinal, quase nenhuma mãe nem pai iriam aceitar terceiros batendo nos filhos, nem para educa-los.

Pensando nisto, porque é aceitável que os pais batam, ao invés de se esforçarem de verdade para cuidarem deles sem aplicar a violência?

Pois eu lhes digo: ser capaz de educar sem bater é algo esfuziante e que vale MUITO a pena.

Então eu recomendo demais.

E aqui, deixo um tweet da Deia, que hoje mora na Austrália, mas já foi professora do Ensino Médio no BR:

CORAGEM!

Aqui, um artigo no Gazeta do Povo para reforçar >> “Bater no filho não educa, só causa medo e gera culpa nos pais

E em breve, trago a parte 2 deste post, com a opinião e dicas dos especialistas.

Vejo vários posts de volta às aulas com mamães dando graças a Deus e penso: “Eu devo ser muito esquisita mesmo”.

Eu não gosto da volta às aulas e vou explicar porque.

1. Sinto falta da filha pela casa

Quando a Gigi era pequena, eu realmente sentia uma alívio com a volta às aulas.

Aí ela cresceu e não ficou mais tão dependente de mim como era antes, mas tornou-se uma boa cia.

Com isso, a volta às aulas passou a ser pesarosa para mim.

Tornou-se um momento de ausência. Mais um. Além dos que ela vai na casa das amigas, no shopping, etc.

2. Não acho que ela esteja segura na escola

Se tem uma coisa que não sinto, é que minha filha estará segura na escola.

Não sei se os pais de antigamente tinham esta tranquilidade, mas os de hoje não tem.

Em se tratando de pais de adolescentes, então, pior ainda.

Primeiro, porque nesta fase, elas começam a ser mais influenciáveis.

Segundo, porque também começam a formar corpo e muitos monstros adultos acham que isto é sinal verde para suas monstruosidades.

Terceiro que hoje em dia, vemos tanta notícia de adolescentes brigando, torturando e matando uns aos outros, que não tem como achar que “Ok, na escola está tudo seguro”.

3. O eterno drama da ida e volta

Bom, já contei aqui como foi a minha adaptação da Gi para ir e voltar sozinha da escola.

Foi quase uma odisseia, mas rendeu boas risadas no final.

Ela até contou a versão dela da história do dia que faltou porque o busão não passou.

No entanto, o primeiro dia é só o primeiro dia de todos os demais dias da vida em que os riscos continuam existindo.

Ou seja? Nós, mães, nunca estaremos tranquilas.

4. Aumenta o trabalho

Sim! Quando a Gigi volta às aulas, meu trabalho aumenta, porque tenho que ficar monitorando cada passo, cada horário, cada tarefa para ela não perder a hora.

Quando fui trabalhar fora, ela se virou sozinha.

Foi só eu voltar a trabalhar em homeoffice que ela simplesmente largou de novo os horários na minha mão.

Se eu não fico no pé, ela perde a hora, simplesmente.

Sendo assim, quando ela volta às aulas eu mais me ferro do que me alivio.

E você? Quando suas crias voltam às aulas é alívio ou é tortura pior ainda?

A adolescência e o beijo gay da Disney tornaram-se uma preocupação absurda para muitos pais. Mas será que é necessário?

Não é de hoje que sabemos que tudo o que gira em torno de sexo é um tabu.

Quando se fala dos filhos, então, sexo vira uma questão quase que intransponível, o que eu realmente lamento muito.

Na mesma medida em que pais e mães se consideram detentores do poder de decisão cabal ante a sexualidade dos filhos, também se eximem da responsabilidade de orientá-los a respeito.

Não é incomum conhecer jovens cujos pais proíbem qualquer questão em torno da sexualidade, pesando o assunto com considerável culpabilidade.

E no mesmo passo, estes mesmos pais se recusam a tocar no assunto em casa, mesmo que para orientá-los.

Isto se deve à uma cultura que reforça que sexualidade é algo sujo, culposo.

Assim, para muitos pais, se eles orientam seus filhos, falam abertamente de sexualidade, acreditam estarem incentivando-os à prática precoce.

Infelizmente, dadas estas crenças, muitos jovens se iniciam sexualmente sem a devida orientação e cuidado e quando se deparam com condições adversas não encontram apoio.

É o caso de muitos jovens gays, por exemplo, que são rejeitados por suas famílias, pois os pais acreditam que isto os fará “mudar de ideia”.

Ledo engano. Além de não fazer efeito, afasta os filhos de forma, muitas vezes, irrevogável.

Prioridades equivocadas

Para muitos pais, é muito mais importante garantir que o filho não seja gay do que garantir seu bem-estar autêntico e sua formação como indivíduo.

Dedica-se tempo demais para uma questão que, no fundo, os pais não terão nenhum controle real.

No máximo, terão a ilusão de que decidem pelos filhos com quem, quando e como assumirão suas rotinas sexuais.

Os pais e a ilusão de que podem definir os filhos

Um dos grandes enganos da humanidade é ver que passam-se gerações e os pais ainda não perceberam que não podem definir seus filhos.

Se por algum período de tempo eles os controlam, depois de uma certa fase, eles apenas estarão sendo levados a crer nisto.

Porque, na prática, os filhos irão onde querem, com quem querem e quando quiserem.

Basta pensar em si mesmo e lembrar quantas vezes foram tomadas decisões das quais seus pais nem sonhavam.

E se bobear, até hoje nem sonham.

A invasão da sexualidade

Baseados nesta ilusão, muitos pais realmente creem serem donos da vida dos filhos, inclusive da sexualidade.

Querem definir quando perderão a virgindade, com quem, onde.

Só falta o absurdo completo de estarem lá na hora pra conferir se foi do jeito que eles queriam.

Se tem algo que na minha cabeça não cabe, é pai e mãe querendo se meter na sexualidade dos filhos.

Isto chega a me soar doentio, inclusive.

Mas e o beijo gay da Disney?

Bom, o beijo gay da Disney não teria nada demais, a não ser porque conta de todos os relatos aí acima.

Se os pais não tivessem prioridades equivocadas, não se iludissem achando que podem definir os filhos e não se metessem em sua sexualidade, este tal beijo gay na TV não os afetaria em nada.

Mas com a necessidade absurda de decidirem pelos filhos quem e como serão, torna-se uma afronta cogitar que algo possa lembra-los do seu direito próprio de decidir por si e baseados no que sentem.

“Meu filho vai virar gay se vir o beijo gay da Disney”

Vê se pode uma coisa dessas? A pessoa nasceu, cresceu, viveu, teve filho e ainda não aprendeu que ninguém VIRA gay.

Ela nunca parou para pensar que se fosse assim, não existiriam filhos de religiosos conservadores gays, por exemplo.

Afinal, estes sempre foram criados só com informações e incentivos heteros, logo não teriam “VIRADO” gays.

“Então, se meu filho não FOR gay, pode ver o que for que não muda isto?”

Exatamente! Se ele não for de fato gay, se ele não sentir atração por alguém do mesmo sexo, não será beijo gay em desenho que o fará mudar isto.

Ser gay não tem nada de errado

Por outro lado, ser gay não tem nada de errado, mesmo que para você como pai, isto não estivesse nos seus planos.

Tenha em mente que nossos filhos são o que são em sua essência de sentimentos.

Se sentirem atração pelo mesmo sexo, nada do que você fizer mudará isto.

O que pode mudar é quem você é como pai ou mãe.

Você tem a escolha de ser bom pai ou mãe ou, infelizmente, não entender e oprimir os filhos.

Proibirem de vê-los a Disney, de terem amigos gays, de ouvirem divas pop, efetivamente não mudará o fato de que eles se atraem pelo que se atraem sexualmente.

Mas mudará e provavelmente destruirá a relação entre vocês que poderia ser maravilhosa, se você simplesmente entendesse que os filhos são o que são e não o que queremos que sejam.

Hoje vou contar para vocês como lidei com a birra dos filhos em: O filho e a enceradeira

Isto não é um manual para lidar com a birra dos seus filhos. É apenas o meu relato de como lidei com a birra dos filhos quando eram pequenos.

Ah, filhos! Que experiência enriquecedora é ter filhos.

Que aprendizado é conviver com os pequenos.

Criar filhos é, por fim, completar a humanidade que falta a todo pai, é viver o paraíso na TerrPARÔ PARÔ!!!!

Você tá falando de criar filhos ou pets?

Só estes bichinhos que te dão paz de espírito e pouco trabalho.

Olha que legal: você dá comida e água, um pouquinho de atenção e pronto. É cuti-cuti pro resto da vida.

Com filhos a coisa é bem diferente, meu amigo!

Exige aprendizado e com um detalhe: não tem fórmula.

Nem de um filho pra outro nem do próprio filho do comportamento que ele terá hoje pra como ele vai agir amanhã ou depois.

Quer saber de uma coisa sobre a qual ninguém está preparado?

O controle das emoções nos pequenos até os 5, 6 anos.

Nesse período eles têm um fio desencapado no juízo, é de nos levar ao desespero.

E como não existe manual neste mundo que preeja que comportamento os pequenos vão ter, a que hora e lugar, a tarefa de conviver e controlar os arroubos histéricos da turminha é quase impossível.

No meu caso as características mais marcantes dos pequenos descontrolados eram a de negociador implacável e de enceradeira de shopping.

Explico.

O negociador implacavel quando queria uma coisa qualquer não cedia jamais qualquer que fosse o argumento desesperado do pai. Sempre respondia com o irritante “mas eu queeerroooo”.

– Filho, esse brinquedo e muito caro.

– Mas eu queeerroooo.

– Ele tem peças pequenas, não pode pra sua idade…

– Mas eu queeerroooo.

– Quando o papai receber dinheiro, compra.

– Mas eu queeerroooo…

Bem, agora lá vai a solução adotada por este Daddy aqui:

Não é ortodoxa, portanto, tirem as crianças as da sala:

¤ SEGUINTE: “CABÔ A FRESCURA, JÁ DISSE QUE JÁ NÃO VOU COMPRAR ESTE BRINQUEDO E ENCERROU O ASSUNTO”.

(Eu avisei)

Me arrependo hoje. (Não me arrependo não…)

Bem vamos mudar de assunto não é mesmo?

Vamos ao segundo tipo de birra: o filho e a enceradeira de shopping

filho fazendo birra

Imagem: http://pensonofuturo.com.br

Este é o teste máximo para todos os pais, neófito ou experientes.

Fiquem atentos em lugares públicos, pois uma vez ou outra você vai se deparar com uma criança caída no chão berrando…

E o pai e a mãe em completo desespero, até porque ao redor as pessoas olham necessariamente com ar de reprovação.

– Não sabe educar o filho.

– Dá tudo o que o menino quer e acaba nisso.

– Não tem controle sobre a criança.

– Se fosse meu já tinha tomado uma sova.

E por aí vai…

É muito complicado o pai ou a mãe conseguirem controlar uma situação em que tem um pequeno esperneando, pulando gritando MUITO ALTO, senta no chão e fica girando (enceradeira, lembra?) aos prantos com a mesma ladainha ” MAS EU QUEROOOOOOO”, sem sequer ouvir qualquer apelo desesperado seja lá de quem a for.

Por isso, já cheguei a ver caso de pais que também entram no processo e cometem o erro grave de agredir o filho, gritar, puxar pelo braço com violência tentando levantar.

Tudo isso é terrível, porque além de gerar uma disputa que vai levar horas, vai traumatizar o filho e tornar o relacionamento entres vocês cada vez mais difícil.

Nesta hora não tem jeito, a única forma de resolver é esperar, manter a calma e ser firme na decisão tomada.

Se não vai dar o brinquedo não dê por mais que isso faça seu filho espernear. Da próxima vez certamente ele já vai ficar sabendo que o seu não é definitivo.

Outra coisa que a criança quer nestes casos é plateia, ele quer atenção.

Soube disso numa vez que um dos meus filhos resolveu encorporar a enceradeira num shopping local e (tirem as crianças da sala de novo) o que fiz com a mãe dele?

Nos escondemos num local bem próximo, mas sem perder-lo de vista.

Quando ele parou de rodar e foi conferir a reação do público, surpresa: não tinha público.

Ele se recompôs o mais rápido que pode, levantou e foi nos procurar.

Logo aparecemos e juro: o assunto já era outro.

Esta fase do aprendizado infantil é bem difícil.

A gente precisa perceber que os pequenos sofrem com isso também.

Além disso é nossa obrigação perceber quando a birra é, digamos, de raiz, ou se o pequeno está usando isto como forma de conseguir o que quer marotamente.

Só o dia-a-dia de convivência com o seu filho poderá te mostrar como identificar o tipo de comportamento, para que você vai saiba separar e consiga lidar com isto da melhor forma possível.

Li o texto “O prazer indescritível de perturbar” no BrasilPost, onde a autora descreve porque deixa sua filha gritar a vontade em qualquer lugar, mesmo sabendo que isso incomoda outras pessoas. Mas quando é que entra a hora de “educar”?

não-deixe-de-compartilharEm primeiro lugar, quero deixar claro que não pretendo ofender ou magoar a autora do texto citado, nem ditar regras.

A ideia é todos leiam ambos os 2 textos e encontrem seu meio termo, a sua maneira de educar seus filhos.

Ao que pude perceber, a autora fala de como é importante “perturbar o sistema vigente” e eu concordo.

É sempre bom e importante que tenhamos vontade de pensar por nós mesmos e até “em nós mesmos também”, de “gritar nossas necessidades e anseios”. Verdade.

No entanto, há momentos, modos e motivos para tudo.

Empatia

Como mãe, digo que ensinar minha filha a respeitar espaços públicos é uma questão de empatia.

É a minha oportunidade de ensina-la a pensar nos outros e em como suas ações os atingem e, assim, escolher ser alguém melhor.

 

Educar é muito mais do que “apenas deixar de ser”.

É ensinar que é inteligente saber a hora de falar, de calar, de gritar e que é importante saber respeitar a própria individualidade, mas com consciência de que os outros também são indivíduos.

É ensinar a pensar no coletivo sem abrir mão de sua individualidade. E deixar de gritar num restaurante não é, nem de longe, abandonar a individualidade e muito menos censurar as delícias da infância.

É ensina-los a terem empatia desde cedo.

Mas não pode gritar?

Pode, sim!

Dá para gritar em casa, gargalhar alto na praça, dá para gritar no escritório da mamãe enquanto ela escreve ou está ao telefone com o chefe.

Já que a mamãe não liga da filha viver gritando quando bem entende e acha lindo a filha perturbar sem a menor ideia do que é ser razoável.

Francamente, não sei o que algumas pessoas pensam de verdade sobre educar, mas fico refletindo como alguém que educa um filho e talvez a errada seja eu…

Educar é se envolver de verdade na formação do indivíduo, ensinando-o a lidar com as próprias frustrações.

Alguns comentários do texto “O prazer indescritível de perturbar”:

O prazer indescritível de educar | educação

Educar não é cercear a liberdade, mas é ensinar que ela tem limitações, sim. Porque tem!

Aqui entre nós: nossos filhos também precisam se sentir incomodados ao incomodar os demais?

Será tão difícil assim apenas dizer:

“Filha, aqui tem muitas pessoas falando de negócios, pedindo em casamento, rompendo relações.

Não é legal gritar, pois são situações importantes, ok?

Vamos chegar em casa hoje e gritar no travesseiro até ficarmos sem voz?”

A medida da liberdade é responsabilidade e esta é a difícil lição a ensinar aos nossos adôs.

Tudo bem, eu já fui adolescente e entendo bem como é complicado sentir anseios e vontades, querer decidir quando, como e com quem ir aos lugares, achar errado não poder fazer coisas que “todo mundo faz”, etc.

Eu entendo, mas não existem atalhos para esta lição.

Não existem porque mesmo que nós, mães, sejamos complacentes e deixemos as coisas correrem soltas, a vida vai se encarregar de dar a lição e esfregar na cara dos nossos pupilos a realidade, que é: a medida da liberdade é responsabilidade.

Sendo assim, esta máxima é um dos pilares aqui de casa e é repetida à exaustão para que a Gigi entenda que não existe “hora certa” que não seja a hora em que ela esteja apta e preparada para exercer alguma liberdade, porque provou por A mais B que terá responsabilidade para administrar a situação e todas as possíveis situações adversas.

Em resumo: é preciso ter comprovação de que está habilitada a receber a confiança materna – e paterna – antes de exigir seu direito de ir e vir.

Por exemplo, não tem como eu achar que está ok a Gigi ir ao shopping e voltar sozinha se ela não se sente capaz de ir e vir sozinha da escola – que é a mesma distância que o shopping.

Não tem como eu confiar que ela cumprirá toda a sorte de tarefas e responsabilidades fora de casa, quando dentro de casa ela não o faz.

E isto vale para sair, para sexo, para namoro, para tudo.

a medida da liberdade é responsabilidadeEu reconheço que as coisas acontecem independente de minha “permissão” ou não, afinal já fui adolescente e sei bem como é. Pai e mãe não determinam nada, no fim das contas.

Por isso mesmo tento manter a melhor relação possível e mostrar para a Gigi que não quero precisar ser a chata, mas para isto ela precisa colaborar e fazer a parte dela – e fazer bem feita, aliás – para que eu possa confiar que ela será capaz de seguir seus princípios em qualquer lugar e com quem for que ela estiver, mesmo que com alguns deslizes.

A Gigi é uma boa menina e temos uma boa relação, no entanto, não deixa de ser um indivíduo e, pior, adolescente. Então não serei a mãe que tapa o sol com a peneira do “minha filha, não”, porque eu sei que ela pode vir a cometer seus escorregões na vida, então que ao menos ela aprenda com eles.

A começar pelos que ela comete dentro de casa, quando enrola para cumprir tarefas básicas e as faz mal feitas.

Como eu sempre brinco aqui: “Não se dá ao trabalho de arrumar nem a cama, vai querer arrumar namorado?”

Ser mãe é mágico. Mas não dá pra usar varinha de marmelo e nem chinelo. Tem que usar mesmo é todo nosso poder de argumentação e negociação, palestrar o tempo todo e se dedicar para fazer daquele serumaninho a melhor pessoa possível. E sem responsabilidades isso não vai acontecer.

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