Vacina contra HPV: não deixe de vacinar os filhos adolescentes! • Mãe de Adolescente

Vacina contra HPV: proteção indispensável para o início da fase adulta

Uma das grandes descobertas da década, foi a vacina contra HPV, um vírus que, sozinho, pode causar muitos tipos de câncer.

Boatos e fakenews

Infelizmente, por conta de boatos e fakenews, muitos pais acabaram deixando de vacinar seus filhos adolescentes, tirando deles uma importante chance de se prevenir deste vírus.

Por algum motivo, sempre que surgem campanhas de vacinação, existe um movimento de boatos que se prolifera, causando dúvida e medo na população.

E, com a vacina contra HPV, não foi diferente. Ainda mais porque, no caso do HPV, que é um vírus que – DENTRE VÁRIAS FORMAS – uma das formas de transmissão é via sexual.

Assim, criou-se o mito de que vacinar os filhos contra o HPV, poderia servir de incentivo para a uma iniciação sexual precoce, o que, convenhamos, é pura tolice.

Outro boato muito difundido, era o de que a vacinação contra HPV seria um método governamental para a castração química, o que demonstra de cara a ignorância de quem acredita e propaga nisto.

Isto, porque nenhum método de castração química, nem mesmo métodos anticoncepcionais, podem funcionar com a aplicação de uma ou duas doses, apenas.

Para que sejam efetivos, existe todo um processo de tratamento, que em geral é muito pesaroso e doloroso, já que tem altas doses hormonais.

Então, com uma breve pesquisa, qualquer pai ou mãe realmente interessado na saúde dos filhos, já veria que os boatos não passam de boatos e que a vacina contra HPV pode salvar a vida dos filhos.

HPV x CÂNCER

O HPV é um vírus de fácil transmissão por conta de sua capacidade de sobrevida fora do ambiente dele e o aparecimento de alguns tipos de câncer está diretamente ligado a ele.

Assim, apesar de sua principal via de transmissão ser sexual, assim como HIV (AIDS) e HCV (Hepatite), existem outras formas de transmitir HPV.

Por exemplo:

  • uso de utensílios de corte compartilhados (alicates de cutícula, lâmina de barbear, etc)
  • transfusões de sangue
  • uso de seringas compartilhadas
  • beijos e trocas de fluídos corporais infectados em contato com mucosas
  • durante o parto

Ou seja, o HPV tem um alto índice de transmissibilidade, o que o torna potencialmente pandêmico.

E, para piorar, o vírus do HPV pode desenvolver vários tipos letais de câncer em regiões como:

  • câncer de boca
  • câncer de garganta
  • câncer de vagina
  • câncer de colo de útero
  • câncer de útero
  • câncer de pênis

Quem (pode) deve se vacinar contra o HPV?

Na rede pública (postos de saúde), a vacinação contra o HPV é limitada a adolescentes das seguintes faixas etárias:

Nas redes particulares, a vacinação contra HPV se estende dos 9 aos 26 anos para os homens e dos 9 aos 45 anos, para as mulheres.

Pais responsáveis não deixam de vacinar seus filhos

É da responsabilidade dos pais zelar e cuidar para que os filhos sejam imunizados de doenças através da vacinação.

Assim, os pais que deixam de vacinar os filhos, estão colocando-os em iminente risco, além de também estarem colaborando ativamente para a potencialidade de uma possível pandemia.

Se até aqui, você era um dos pais que achavam que a vacina pudesse causar mal aos filhos, é importante que procure agora mesmo um posto de saúde e coloque em dia as vacinas dos filhos, incluindo HPV e meningite.

Quem ama, vacina!

Quem ama, vacina. Quem ama, cuida, zela, protege.

Quem ama, não nega o direito de prevenção, através da vacinação, ainda mais diante do risco de um vírus que pode causar vários tipos de cânceres.

Então, chega de arranjar desculpas e leve os seus filhos para serem vacinados agora mesmo.

Fonte: pdf do Ministério da Saúde

Me tornei mãe aos 24 anos, um ano após ter perdido a minha mãe. Tudo ia bem, quando aos 29, fiquei viúva de forma trágica e me vi como mãe solo. Aos 33, conheci o meu atual marido e aos 35, minha filha (com 10 anos na época) sofreu um acidente num pula-pula que a deixou 7 meses em uma cadeira de rodas e com grandes chances de sequela. Após dois anos do acidente, resolvi criar o blog e aqui estamos, vivendo juntas a emoção da maternidade durante a fase da adolescência. Mas não só isto!

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