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Maternidade Remota: quando a mãe viaja, mas continua cuidando de tudo

Recentemente me dei conta de que sou adepta da maternidade remota, quando viajo.

E acho que muitas mães vão se identificar.

Bem, só pra vocês terem ideia, dos últimos 10 dias, 9 eu passei fora de casa, viajando por muitas pequenas cidades no Noroeste Paulista.

 Como foram viagens a trabalho, eu não tinha opção. Tinha que ir e pronto.

A rotina da casa não para

Porém, apesar de eu viajar, a vida do marido é da filha continuaram na mesma rotina.

Ele, indo trabalhar, depois pra faculdade.

Ela, indo para a escola, depois pras coisas dela.

Quando estou em casa

Quando estou em casa, sou eu quem acorda e monitora a Gi para a escola.

Geralmente ela não me dá trabalho, mas sempre fico de olho e dando uma acelerada pra ela não perder a hora.

Também sou eu quem prepara as marmitas e lanches e lembro cada um de pegar o seu.

A minha rotina com a Gi começa cedo e até que ela saia pra pegar o ônibus, eu fico sempre alerta.

Mas e quando a mamãe vai viajar?

Bom, aí entra em ação a MATERNIDADE REMOTA.

Foi o caso, por exemplo, desta última viagem.

Apesar de eu dormir tarde, andar centenas de km por dia, estar podre de cansada, todo dia eu acordava às 6h00 pra acordá-la por celular e WhatsApp.

E, ao longo da próxima hora, passo monitorando-a, lembrando de tudo o que ela precisa pra ir à escola, conferindo se não se atrasa.

Teve até um dia que tive que ligar na escola pra avisar a diretora que ela chegaria atrasada porque o ônibus demorou.

Eu, do outro lado do estado, ligando pra diretora pra avisá-la que a Gi se atrasaria.

Ao longo do dia, também aproveito para dizer a ela o que é preciso comprar para a casa.

Foi aí que eu me dei conta de que pratico a maternidade remota

A partir disso, percebi que pratico a maternidade remota também quando ela está fora, já que a, monitoro e mantenho contato mesmo quando ela está sob cuidados de outra pessoa.

Percebo que é algo que não consigo deixar de lado e que me alivia, por mais que me desgaste.

Mesmo tendo que acordar cedo, depois de um dia cansativo e dormindo tarde.

Mesmo tendo que diminuir o meu tempo de descanso, a maternidade remota me alivia e tranquiliza, pois me mantém no posto de mãe, mesmo quando estou longe…

Depois de sofrer muito de baixa autoestima na maternidade, decidi tomar algumas atitudes que tem me ajudado e quero dividir com vocês.

Se tem uma coisa que eu pensei que nunca teria, eram problemas para lidar com autoestima na maternidade, mas tô aqui pagando a língua.

Na verdade, eu sempre tive problemas de autoestima.

Quando era pré-adolescente, eu sofria por ver as meninas da minha idade já moças e eu, não.

Depois, na adolescência, sofria com os peitos grandes para a minha magreza, então os escondia.

Na fase adulta, quando finalmente desencanei e me aceitei como era, vivi uma fase muito boa comigo mesma.

Porém, aos 23 anos engravidei e achei que ficaria capenga e desinteressante.

Durante a gravidez

Durante a gravidez eu fiquei bem bonita.

Engordei 18kg apenas de barriga e peitos e mantive o resto.

Nos pós-parto, perdi 11kg e ai fiquei em minha melhor forma.

A única coisa, era a barriguinha, mas assim que parei de amamentar, ela se foi toda.

Nunca me senti tão bonita como naquela época, dos meus 26, 27 anos.

A viuvez e a decadência emocional

Aos 29 fiquei viúva de uma forma trágica e meu emocional foi pro ralo, junto com 8kg que emagreci em uma semana.

Fiquei mais feia que um espantalho, mas eu estava em profunda depressão, então nem percebia.

Foram dias tenebrosos da minha vida, não por conta da minha aparência, mas por toda a dor que vivenciei, a ponto de desejar morrer de verdade.

A volta a si

Quando voltei a si, finalmente percebi: estava péssima.

De certa forma, eu não me importava, mas o mundo só é benevolente com as viúvas por um curto período de tempo.

Depois deste tempo, eles nos cobram como se jamais tivéssemos sofrido.

E assim foi comigo.

Com o passar do tempo, não haviam mais desculpas para eu viver naquele bagaço, tornando-me desleixada aos olhos alheios.

Foi quando tive um lampejo de coragem e passei e me cuidar um pouco mais.

A primeira crise de peso

Em 2011 resolvi que queria parar de menstruar. Fiz as consultas e decidimos que eu testaria Depoprovera.

Foi a pior coisa que fiz na minha vida e se querem um conselho: JAMAIS tentem isto em vocês.

Apenas para justificar meu conselho, depois de todos os problemas que tive, vim descobrir que só no Brasil ele é usado como anticoncepcional aceitável.

Nos EUA, por exemplo, ele é utilizado como método de castração química para pedófilos. Ou seja? Um veneno para mulheres.

Bem, eu tive todas reações possíveis: infecção urinária severa, engordei 11kg, inchei muito, problemas vasculares, etc.

Foi tão grave que tive princípio de septicemia (sepse).

Engordei e inchei tanto que passei a viver reclusa.

Na época, eu namorava e terminei o namoro ainda com a autoestima abalada, apesar de já estar bem melhor de aparência.

O amor próprio voltou

No começo de 2012 já estava de volta ao meu corpo e pude aproveitar bem desta fase.

Saí bastante, conheci gente nova, comecei a conviver de verdade com pessoas do meio que trabalho hoje.

Foi quando me redescobri e recuperei meu amor próprio.

Tirava fotos sem medo de como ia sair nelas, aprendi a me maquiar, comecei a gostar do que via no espelho.

No fim de 2012 foi quando conheci o Dressler, meu atual marido.

Eu estava no auge da minha autoestima novamente.

Voltei a engordar

Em agosto de 2013, parei de fumar.

O que parecia a melhor decisão a ser tomada desencadeou minha nova crise de autoestima.

Nos primeiros meses, estava tudo bem.

Depois, comecei a engordar. E foram 12kg.

Voltei a ficar reclusa novamente.

E desta vez, além de engordar, comecei a ter problemas de estômago (refluxo e gastrite).

Além disso, neste meio tempo, percebi que meus dentes estavam fechando a mordida.

Coisa que já era prevista quando eu tinha 19 anos, mas que eu esperava acontecer só aos meus 50 anos.

Foi a gota d’água para que eu parasse todos os meus projetos que envolviam minha imagem.

Parei de ir a eventos, de palestrar, de gravar vídeos, de fazer fotos.

Filha adolescente, autoestima em cheque

Outra coisa que me detonou demais foi ter que admitir de vez que as minhas roupas não cabiam mais em mim.

Ao ver as minhas roupas antigas cabendo perfeitamente na Gigi tive que admitir para mim mesma que eu ja não era mais a mesma.

Aí veio o outro baque de consciência: se a minha filha já usava roupas minhas que cabiam perfeitamente, além de engordar, eu estava envelhecendo.

Inclusive, falei sobre isto no meu post de aniversário de 38 anos, onde relato o meu medo de envelhecer.

Foi difícil, mas foi aí que me dei aquele chacoalhão e me senti obrigada a fazer algo.

No começo, era só obrigação

No começo era apenas obrigação mesmo.

Não sentia vontade de me arrumar, de me maquiar, de sair, de tirar fotos, nada.

Mas a minha vida de blogueira exige que, ao menos em certas ocasiões, eu faça isto.

No entanto, eu me restringia meramente a estas ocasiões. Mesmo assim, só o básico.

Foi aí que decidi mudar isto e me resgatar de mim mesma e desta autosabotagem.

Agora, conheça as decisões que me fizeram definitivamente mudar e me sentir novamente feliz por ser eu mesma, ainda que eu sinta necessidade de mudar muita coisa:

1. Me livrei de tudo o que me fazia mal

Durante anos, eu fiz coisas que me faziam mal ou porque eu achava que precisava fazer e pronto ou porque eu não queria dizer ‘não’ a alguém.

De junho para cá, abri mão de tudo aquilo que não estava do jeito que eu achava correto, justo e ok.

Tudo o que me fazia mal, que me fazia sentir desprestigiada, inadequada, injustiçada ou qualquer coisa ruim: cortei.

E foi a melhor decisão da minha vida!

2. Me livrei de pessoas tóxicas

Há tempos que eu vivia um dilema interno de conviver com pessoas que me faziam sentir mal comigo mesma, mas que eu me obrigava a agradar.

Não consigo entender até hoje o motivo que me levava a crer que eu deveria fazer as coisas sempre de acordo com estas pessoas, mas eu fazia.

E sempre acabava sendo prejudicada e me sentindo mal, porque nunca era reconhecida, respeitada e etc, como gostaria e merecia.

Cortei! E foi incrível como em questão de dias isto fez uma baita diferença em mim e na minha autoimagem.

Passei a ME respeitar mais como pessoa e a ME perceber mais como prioridade da minha própria vida.

3. Passei a me cuidar mais

Pode parecer bobagem, mas o fato de todos os dias eu passar cremes no rosto antes de dormir, já era um diferencial.

Depois, passei a me maquiar mesmo pra ficar em casa, só para mim mesmo.

E, cara, como isto é incrivelmente benéfico!

Eu simplesmente passei a me amar mais só pelo fato de me arrumar mais e aí querer me arrumar mais ainda pelo fato de me amar mais ainda.

4. Registrar ao menos uma foto boa por dia

Outra decisão que tomei e que tem me feito bem, é a de registrar ao menos uma foto boa por dia.

Selfie, mesmo.

Tiro várias, guardo apenas as que gosto e as que eu não gosto, apago sem dó.

No meu caso, decidi também que vou postar uma foto por dia no instagram, não necessariamente fotos minhas sempre, mas ao menos 3 vezes por semana, sendo fotos que estou presente e bem.

Em algumas, opto por usar os filtros do instagram, mas o que tem me ajudado muito a gostar mais das minhas fotos é procurar tirar fotos em locais muito bem iluminados.

Outro detalhe é que passei a usar uma app que baixei por indicação de um amigo fotógrafo e que tem me ajudado a tirar fotos melhores.

O nome do app é FAST CAMERA – HD CAMERA PROFESSIONAL para Android.

Não sei se tem para iOS, mas não custa procurar aí na Apple Store também.

O que ainda falta?

Bom, ainda falta eu perder uns 8kg para me sentir plena, especialmente da barriga.

Também preciso muito fazer um tratamento dentário, porque minha mordida está cada vez mais fechada e isto me incomoda muito, tanto no visual como no dia a dia.

Mas aos poucos, vamos nos ajeitando aqui e ali para resolver todas as pendências e ficar 100% em dia consigo mesma.

O mais importante foi dar o primeiro passo e isto já foi feito.

Agora falta você.

Vem comigo pro #MutirãoDaAutoEstima.

É incrível a quantidade de mães que sofre com o dilema “Minha filha não me conta nada”.

Eu mesma, demorei para aceitar que a minha filha não me conta nada, por mais que ela me conte muita coisa.

A minha geração de mães é filha, geralmente, de mães um pouco mais libertárias que as nossas mãe e avós, mas ainda assim, cheias de tabus.

Claro que sei que é complicado, porque estamos sempre transitando no terreno entre proteger e deixar ser, como falei no texto sobre o episódio Arkangel, de Black Mirror.

E, de certa forma, nos sentimos traídas por imaginar que a nossa filha não nos conte tudo, pois nos sentimos abertas e capazes de lidar com o que elas tem para contar.

Lembra quando você era a filha adolescente?

Mais uma vez, eu apelo para que você volte aos seus tempos de adolescente.

Se você tinha uma mãe severa demais e você hoje é uma mãe bem mais libertária, talvez seja mesmo complicado entender.

Por outro lado, para quem tinha uma mãe já mais tranquila, mas lembra do constrangimento de contar certas coisas mesmo assim, fique mais fácil.

Eu mesma sou uma mãe “liberal” e sei que, mesmo assim, a Gi não me conta tudo.

Mesmo eu sempre procurando deixar claro para ela que vou fazer o máximo esforço para entender seja lá o que for, eu receio que nem tudo ela me conte.

E agora, como você é como mãe?

Um outro fator a se pensar, é: como somos enquanto mães?

Será que não acabamos inibindo ou mesmo constrangendo nossas filhas a nos contarem algo?

Será que, pela forma como reagimos em outras vezes, elas acabaram se retraindo?

Cabe a nós pensarmos bem em como reagimos quando elas tentam se abrir, claro!

Muitas coisas elas não contam porque imaginam que vamos reagir de forma ruim ou não vamos entendê-las.

Deixe-a dizer porque ela não tem coragem de te contar as coisas

Uma coisa que nos ajudou muito por aqui, foi nos abrirmos.

Eu a permiti falar de forma clara os motivos que a faziam sentir-se constrangida comigo.

E, claro, me comprometi e me esforcei para mudar tais atitudes.

E até que deu certo.

Não vou dizer que ela me conte tudo, porque isto nunca vai acontecer, acho. Mas já melhorou muito a nossa relação e interação e percebo que ela mesma procura contar as coisas, antes que eu questione.

Tente julgar menos

As escolhas das nossas filhas não dependem de nós.

Por mais que queiramos crer que sim, por mais que tentamos fazer que sim, não dependem.

Se elas resolvem fazer algo, elas vão fazer, com ou sem o nosso consentimento.

Pensando nisto, é bom revermos nossos julgamentos e tentarmos nos colocar de forma amigável.

Só assim teremos algum poder de influência sobre elas.

Caso contrário, seremos a voz que elas ouvem atravessado, dizem amém na nossa frente e, por trás, fazem o que bem entendem.

Empoderar é confiar

Não tem jeito de dar autonomia sem propriamente dar autonomia.

Assim sendo, a gente tem que achar um modo de confiar nelas e na educação que demos a ela.

Contudo, também achar um jeito de interagir com elas, sempre que cometem erros, sem que sejamos as algozes.

É uma situação delicada, difícil e dolorosa, mas que talvez seja o único meio de ter algum contato real com elas nesta fase que todas nós também passamos e sabemos que é complicada.

Mas claro que temos que pesar, afinal nem sempre elas merecem toda a nossa confiança cega, então é importante observar e ir dosando, mas sempre aberta a ouvir e respeitar.

O que ela já fez, já está feito!

Uma outra coisa que acho importante deixar claro, é que o que ela já fez, está feito e não poderá voltar no tempo.

Então quando ela contar algo, por mais que você seja contra, respire fundo e tente expor o que pensa e sente de maneira moderada.

Tente mostrar equilíbrio e ponderação para que ela não entenda apenas como mera bronca e, das próximas vezes, nem conte mais nada.

Black Mirror |  ArkAngel: uma boa oportunidade para refletirmos sobre superproteção e culpa materna

Assistir ao episódio Arkangel, da série Black Mirror, da NETFLIX, me aguçou alguns sentidos maternos.

Superproteção materna? Exageros maternos? Mães abomináveis?

Eu vivo num dilema – e acho que grande parte dos pais e mães também – entre a superproteção e a omissão e sei que tem um meio termo, mas na prática não é tão simples e tão dual.

Vendo o episódio 2 da quarta temporada de BlackMirror, me questionei sobre superproteção e sobre as formas de cuidado com os filhos.

Mas será que é disso mesmo que se trata o episódio ArkAngel, da quarta temporada de Black Mirror?

Contextualizando (contém spoiler)

Uma mãe solo cria a sua filha com a ajuda do avô materno e em dado momento num passeio de parque, a criança some por alguns minutos.

Diante do desespero a que ela se viu, ela aceita experimentar uma nova tecnologia que permite que pais vigiem os filhos.

Em resumo, ela passa a ver tudo pelo olhos da filha e pode inclusive filtrar o que a filha vê e ouve.

Em certo ponto, ela resolve abandonar o uso da tecnologia, até que a filha some e ela pega o aparelho para saber onde e com quem ela está, ao que se depara com a filha transando e usando drogas com um rapaz.

A partir daí, ela começa a agir pelas costas da garota, o que culmina em um rompimento entre elas.

O equilíbrio entre o zelar e o deixar ser

Em primeiro lugar, penso que faça parte da maternidade/paternidade este ímpeto de proteger.

No entanto, uma coisa que eu sempre procurei seguir, é o respeito ao indivíduo e às escolhas.

E não, não é algo fácil.

Recentemente, tive um sério problema com relação à segurança da Gi (ao qual ainda não me sinto a vontade para falar), mas que me fez obrigada a dar uma certa encurtada no laço.

Tive que tomar certas medidas para evitar que males pudessem acontecer.

E isto me fez sentir um pouco a mãe do S04E02 de Black Mirror.

Filtro e controle de tudo o que o filho vê e ouve

Uma das coisas que o episódio me trouxe, foi repensar esta coisa de filtrar tudo o que os filhos veem e ouvem, porque pode acabar tirando deles algumas percepções importantes.

Por exemplo, quando a personagem adolescente do #ArkAngel não pode ouvir nem ver o que o amigo contava sobre cenas fortes de violência e sexo, o que aguçou ainda mais a sua imaginação e perversidade.

Tanto que quando ela é liberta do filtro se satisfaz de maneira quase que sádica ao ouvir a respeito.

Então temos que pensar que o segredo, talvez, não seja impedir que os nossos filhos tenham contato com as coisas, mas ajuda-los a entender aquilo de forma adequada.

A eterna culpa materna

Tudo o que vi sobre o episódio foram comentários demonizando a mãe.

Mas em nenhum um único comentário – de todas as centenas que vi – perguntaram onde estaria o pai da menina.

A mãe a criou com ajuda do avô até certo ponto, depois seguiu sozinha sem ao menos ter com quem dividir decisões.

Posição mais do que comum a milhares de mães deste nosso Brasilzão a fora.

Aí que a mãe toma decisões que ela considera corretas diante do panorama que ela tem até ali.

Ou seja? Uma posição delicada em que milhares de mães se encontram todos os dias.

Mas quando algo dá errado…

Na vida real, sempre que algo algo dá errado, as pessoas caem matando em cima dela.

Mas ninguém, nenhuma única vez que seja, tenta ajuda-la de forma real, prática.

No máximo, tentam fazê-la mudar de ideia para algo que A PESSOA acredita ser melhor, mas que não tem qualquer garantia de que dará certo.

E caso dê errado, até mesmo a pessoa que deu a ideia vai culpar a quem? A mãe, óbvio.

Com aquela mãe do Black Mirror não foi diferente: ela só fez o que, na mente dela, seria o melhor caminho para salvar a filha da vida das drogas, do sexo (que tantas mães e pais consideram crime).

Se eu concordo com as atitudes dela? Não! Especialmente por ter agido pelas costas da filha.

Mas entendo perfeitamente e me compadeço, sim, dela.

Exageros e omissões maternos

Ser mãe é viver eternamente à base de reação.

A gente simplesmente reage a cada fato, acontecimento, potencial risco, etc.

Por mais que sejamos proativas, sempre vamos ter que reagir, já que especialmente na fase da adolescência, as coisas acontecem ao seu modo.

Assim, muitas vezes seremos, sim, exageradas.

Em outras, omissas.

A verdade é que não sabemos a medida certa entre a hora de agir e a hora de esperar, antes de invadir o espaço dos filhos.

Sendo assim, acabamos por viver este eterno dilema entre ser uma mãe exageradamente protetora e uma mãe omissa.

Claro que existem casos extremos em que mães e pais acham que podem controlar os filhos ou casos em que pais e mães deixam os filhos fazerem tudo sem qualquer regra.

No entanto, é importante entender que o equilíbrio dificilmente será alcançado, mas tem que ser eternamente perseguido.

Não existem níveis seguros de cuidado

Uma coisa que descobri da pior maneira possível, é que não existem níveis seguros de cuidado.

Sempre estaremos transitando entre exageros e desleixos, sim.

E sempre, sempre, por mais cuidados que tomemos, haverão níveis de riscos, previsíveis ou não.

Acaba que não há nada mais arriscado do que ser mãe, porque você aposta todas as fichas num desconhecido completo, que por acaso é seu filho.

Não sabemos quem será aquele filho até que ele efetivamente seja e aí, sim, saberemos que as ações tomadas foram precisas, exageradas ou omissas, conforme cada caso.

E isto é tão real que basta ver: uma mesma mãe pode ter 100 filhos e serão 100 pessoas completamente diferentes, por mais que sejam criadas iguaizinhas.

Black Mirror | ArkAngel: o que aprendi com este episódio

Que por vezes vou exagerar, por outras serei omissa.

Em todas, haverão aqueles que me apoiarão e os que me recriminarão.

E, por sorte, ao fim tudo terminará bem. Amém.

Aproveite e veja também o que falei sobre a série Stranger Things e a relação dela com a maternidade.

Vejo vários posts de volta às aulas com mamães dando graças a Deus e penso: “Eu devo ser muito esquisita mesmo”.

Eu não gosto da volta às aulas e vou explicar porque.

1. Sinto falta da filha pela casa

Quando a Gigi era pequena, eu realmente sentia uma alívio com a volta às aulas.

Aí ela cresceu e não ficou mais tão dependente de mim como era antes, mas tornou-se uma boa cia.

Com isso, a volta às aulas passou a ser pesarosa para mim.

Tornou-se um momento de ausência. Mais um. Além dos que ela vai na casa das amigas, no shopping, etc.

2. Não acho que ela esteja segura na escola

Se tem uma coisa que não sinto, é que minha filha estará segura na escola.

Não sei se os pais de antigamente tinham esta tranquilidade, mas os de hoje não tem.

Em se tratando de pais de adolescentes, então, pior ainda.

Primeiro, porque nesta fase, elas começam a ser mais influenciáveis.

Segundo, porque também começam a formar corpo e muitos monstros adultos acham que isto é sinal verde para suas monstruosidades.

Terceiro que hoje em dia, vemos tanta notícia de adolescentes brigando, torturando e matando uns aos outros, que não tem como achar que “Ok, na escola está tudo seguro”.

3. O eterno drama da ida e volta

Bom, já contei aqui como foi a minha adaptação da Gi para ir e voltar sozinha da escola.

Foi quase uma odisseia, mas rendeu boas risadas no final.

Ela até contou a versão dela da história do dia que faltou porque o busão não passou.

No entanto, o primeiro dia é só o primeiro dia de todos os demais dias da vida em que os riscos continuam existindo.

Ou seja? Nós, mães, nunca estaremos tranquilas.

4. Aumenta o trabalho

Sim! Quando a Gigi volta às aulas, meu trabalho aumenta, porque tenho que ficar monitorando cada passo, cada horário, cada tarefa para ela não perder a hora.

Quando fui trabalhar fora, ela se virou sozinha.

Foi só eu voltar a trabalhar em homeoffice que ela simplesmente largou de novo os horários na minha mão.

Se eu não fico no pé, ela perde a hora, simplesmente.

Sendo assim, quando ela volta às aulas eu mais me ferro do que me alivio.

E você? Quando suas crias voltam às aulas é alívio ou é tortura pior ainda?

Quando eu falo que não nasci para ser mãe, as pessoas geralmente ficam chocadas e com um ar de revoltadas.

Provavelmente, esta revolta seja porque elas não entendem o que eu quero dizer com isto.

E provavelmente você possa ter ficado revoltada quando leu o título deste post.

As mulheres que nasceram para ser mãe

Conheço muitas mulheres que sonham com a maternidade desde sempre.

Que anseiam por cada momento, especialmente os da gestação, da fase bebê e da primeira infância.

Geralmente, essas mulheres criam expectativas de como serão como mães e de como serão seus filhos.

Sonham com as reações do pai, em como ele irá interagir com os filhos e em como tudo será perfeito e maravilhoso.

Elas também sonham com a rotina materna, romantizam cada detalhe e momento.

Eu não tive isto

Eu até pensava em ter uma filha algum dia, mas eu só pensava em como seria quando ela crescesse.

Foram poucos, os meus momentos de contemplação da maternidade antes de ser mãe.

Mas estes poucos momentos, faziam referência a ser uma mãe bem diferente da minha no que tange a relacionamento com filhos e em ser uma mãe parceira, presente e dedicada à formação do indivíduo.

E eu evitava ficar muito nesta vibe, primeiro porque eu não sabia se algum dia eu seria mesmo mãe, segundo porque eu não achava que nasci para ser mãe.

Eu não achava que tinha em mim, aquele tal instinto materno.

Era certeza que quando eu fosse mãe eu não saberia como proceder, diferente destas minhas amigas que já tinham tudo planejado há anos.

Aí engravidei…

Quando eu engravidei, as minhas preocupações eram todas práticas: como vai ser? E se ele não assumir? Onde vou morar? Como vou trabalhar e cuidar da criança? etc.

E eu não tive aquele vislumbre maternal que muitas mães relatam de, mesmo cheia de problemas, sentir que tudo ficaria bem.

Como eu trabalhava por contrato, comecei a me preocupar em como seria quando eu contasse da gravidez. E foi batata: não renovaram comigo.

Ainda bem que não fui abandonada, portanto tive uma retaguarda, podendo finalmente vivenciar a sensação boa da maternidade sem me preocupar tanto.

Finalmente, me senti mãe

Para mim, a tal sensação de maternidade não foi como muitas contam que é quase que uma mágica.

Tinham momentos em que eu sentia uma bruma leve da maternidade, mas eu estava tão ansiosa para ver minha filha nascer bem que nem sentia nada, além de ansiedade.

Um dos momentos que me lembro bem que me senti mãe, foi quando lavei e passei todas as roupinhas da Gi, antes dela nascer.

Me lembro de ter parado debaixo do varal lotado de roupinhas e pensado: “Esta será minha vida, a partir de agora” e sorri.

Fui preenchida de um sentimento tão terno e de uma completude que não me lembrava de ter sentido, até então.

Finalmente, me senti mãe.

Quando finalmente me tornei mãe

Bom, chegou a hora de nascer e eu estava lá, sentindo as contrações e pensando em fazer tudo para que ela nascesse bem.

Era a minha única preocupação, por isso me mantive calma e serena, mesmo diante de toda dor.

Quando ela nasceu, eu senti a mágica.

Ver aqueles olhinhos, aquela carinha, ouvir aqueles sonzinhos…

Foi mágico e transformador.

E eu percebi ali que eu não havia nascido mesmo para ser mãe.

Estava cheia de dúvidas e medos, mas preenchida de vontade de ser a melhor mãe que eu pudesse ser.

Eu não nasci para ser mãe, mas definitivamente me tornei uma e me empenhei e me empenharei todos os dias para ser a melhor mãe que eu puder ser.

Os blogs maternos que eu leio e recomendo que todos leiam

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Minhas indicações de blogs maternos

1. Mamãe de Primeira Viagem 

Bom, este blog é um dos que mais me inspiram a continuar blogando no universo materno.

2. NerdPai

Apesar de ser um blog paterno, é uma boa leitura para pais e mães, então vale na listinha de blogs maternos, sim.

3. Macetes de Mãe

As dicas mais incríveis para quem tem filhos ativos e transbordando saúde, você encontra aqui.

4. Blog Petit Ninos

Uma delicinha do mundo dos blogs maternos, cheia de situações que todas nós passamos e vamos nos identificar.

5. Blog de Brinquedo

Bom, o próprio nome já diz! O blog tem tudo que é dica bacana de brinquedos. Tanto para os filhos, como para os pais e mães. 

6. For Mães

O blog feito por duas mamães descoladas e que dão duro para driblar as rotinas da vida de mulher e de mãe, como todas nós.

7. Papo de Mãe Amélia

Meu Deus, eu amo as dicas dela no instagram e morro de amores pelo capricho e carinho com que ela cuida da casa e de todos 

8. SOS Amigas Mamães

A carinha de menina da Juliana não engana: ela é uma mulher e tanto e encara seu dia a dia, medos e desafios de frente, inspirando todas nós

9. Equilíbrio e Família

Um pouquinho de coisa de mãe, um pouquinho de coisa de fitness, um pouquinho de goodvibes e um pouquinho de boa alimentação

10. A Mãe Coruja

Aquele blog com cara de mamãe, com cheirinho de mamãe e com tudo o que mamães precisam saber para cuidar do bebê

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Mas é claro que o único que fala para, com e sobre mães & adolescentes é o Mãe de Adolescente aqui.

E se você quer uma dica, assine o feed de todos estes blogs e comece a receber os posts por email, assim você não perde nadinha!

Um pouco da minha trajetória como blogueira

Meu primeiro blog

Bem, eu sou mãe há 13 anos e blogueira há 7.

Comecei a blogar em 2010 para superar a perda trágica do meu marido e em 4 meses do meu primeiro blog, já ganhei o concurso Big Blogueira Brasil 2010.

Foi uma grande honra e uma motivação a mais para transformar isto em profissão.

Dois meses depois, meu blog ficou entre os 10 primeiros colocados em um concurso que transformava blogs em livros.

O blog falava de comportamento e relacionamento com um toque de humor e se chamava Manual das Encalhadas e hoje não existe mais.

Meu segundo blog

Em março de 2013, resolvi deixar o Manual das Encalhadas de lado para encarar o Lógica Feminina, que existe até hoje.

A ideia era enfocar de maneira mais madura e responsável, as temáticas do universo feminino, sempre com uma pegada de empoderamento.

E deu certo!

Mesmo com alguns altos e baixos, o Lógica Feminina continua firme e forte no seu propósito.

O Mãe de Adolescente

Eu sempre quis escrever sobre maternidade, mas acabava desistindo porque sei o quanto as pessoas são cruéis com mães na internet.

Ensaiei começar o Mãe Virtual, o SER Mãe e Filha e sempre acabava deixando de lado.

Mas com o Mãe de Adolescente é diferente!

Eu realmente sinto que este projeto tem tudo para dar certo e ajudar muitas mães e adolescentes a se relacionarem melhor.

Tenho me dedicado com imenso carinho a criar pautas responsáveis e informativas, mas com o meu toque pessoal.

A ideia é criar um blog onde eu possa opinar e dar um outro ponto de vista.

Quando a mãe fica doente, o resto da família tem que se virar para cuidar das coisas e da mãe, que também precisa de cuidados especiais. Mas é nesta hora que a gente percebe a diferença que ela faz nas nossas vidas.

Quando eu era nova, poucas vezes na vida vi minha mãe ficar doente.

Quer dizer, a vi adoecer muitas vezes, mas pouquíssimas ou talvez nenhuma vez, a vi deixar as coisas por nossa conta e ficar tranquila, apenas recebendo cuidados, como é comum a qualquer outro membro da família.

Ela sempre acabava fazendo algo ou escalando uma das minhas tias para fazer suas vezes em casa.

Claro que nós nos esforçávamos ao máximo para cuidar da rotina e dela, mas não chegávamos nem perto do que ela fazia por nós.

Agora, eu sou a mãe da casa

Hoje em dia, a mãe da casa sou eu e eu não me acho nem 10% do que minha mãe era.

A rotina da minha casa era impecável e minha mãe sempre estava com tudo sob controle.

Por aqui, eu tenho lá meus méritos, mas não chega nem perto do que era com a minha mãe.

Vira e mexe, atraso o almoço, acabo perdendo o controle e a Gi tem que sair correndo, por exemplo.

Ainda assim, foi quando fiquei de cama que percebi que mesmo não sendo a mãe do ano, minha rotina faz muita diferença.

E também foi quando percebi que ser a mãe da casa, é se cuidar sozinha, mesmo que todos tentem cuidar de você.

Não se trata de uma reclamação, porque aqui eles fizeram tudo por mim.

A questão é mera constatação de que não adianta, ninguém fará nada como a mãe da casa faz e ninguém se dará conta de todas as preocupações como ela dá.

Refeições

Por mais que estivesse de cama, existe uma convenção silenciosa que diz que se a mãe não faz refeição, parece que ninguém precisa comer.

Aí que eu, doente, com uma infecção severa, tinha que me levantar para preparar algo, porque senão ou não teria o que comer ou teria só macarrão e hambúrguer todos os dias.

Na real, por mais que todos estejam preocupados com nossa recuperação, não entendem que precisamos de todas as refeições feitas nos horários para isto.

Aí que quando estão doentes nem se dão conta, mas só comem todas as refeições, porque nós mães estamos ali, empenhadas e preocupadas e proporciona-las.

Remédios

Se você não é a mãe da família, certamente nunca deve ter parado para pensar que remédios sempre tem horários e que você não acorda na hora, alguém – a mãe, no caso – vai te levar o remédio e a água no horário certinho.

Quando você é a mãe, a coisa muda: ou você se atenta para cada horário do seu próprio remédio ou então fica sem tomar, porque raramente alguém vai tomar para si a tarefa de monitorá-los.

Aí é mais uma coisa que dói em ser mãe: ninguém se envolve de verdade em todas as fases da nossa recuperação.

Acham que ficar 10 minutos segurando nossa mão e cobrir nossos pés é o suficiente para que nos recuperemos.

Cuidados com a casa

Neste aspecto, não tenho um A para reclamar.

Os dois aqui em casa deixaram a casa impecável, porque o cuidado com a casa já era tarefa recorrente deles.

Assim, eu pude ao menos desfrutar de uma casa limpa e arrumada durante todo o meu processo de adoecimento que durou 7 dias.

No entanto, há muitos casos em que além de tudo,  a mãe ainda tem que fazer as coisas da casa, mesmo doente.

Sem falar dos casos que a mãe precisa lavar e passar roupas, porque mesmo doente, os demais membros não conseguem se virar e, muito menos, tirar delas as tarefas.

*Porque para muitos, mães não tem direito de ficar doentes e quando ficam, elas que se virem para sarar sem atrapalhar as rotinas dos pobres coitados que estão ótimos, mas pouco se importam com suas mães.*

39,5º de febre? “Don’t worry, be happy”: uma história de amor

Já adianto que esta é uma declaração de amor…

Pai é um inútil, mesmo. Este é só o terceiro texto que faço pro blog e já vou pedir ajuda pra mãe porque, né, na hora do aperto com os filhos a gente vira uma geleca chorona.

Mas eu, pelo menos dava apoio moral (fica vermelha cara mentirosa e sem-vergonha).

 

 

As noites insones com as febres intermináveis, as visitas a hospitais às 3 horas da manhã, tudo isso hoje é uma lembrança saudosa, mas na época o sofrimento e a correria eram gigantescos.

Antes de falar sobre os casos da minha heroína, me lembrei de uma vez em que estávamos levando um dos bebês ao hospital às 3h30 da manhã.

Um adendo…

Enquanto a Mozy se vestia, eu estava com o bebê no colo vendo a MTV e passava o clipe do Bobby McFerrin, o famoso “Don’t worry, be Happy”.

Parecia uma profecia do que viria e do tanto que teríamos que nos preparar.

Bem, minha heroína é a @dorenicea e, olha, passamos por muitos perrengues com nossos filhos, viu!?

Vou contar aqui uns dois ou três apenas, mas o repertório e quase infinito.

Primeiro causo…

O primeiro caso eu não presenciei. Aconteceu quando a Mozy virou a SUPER MÃE MATADORA DE BARATAS TARANNNNNN.

Eu sou o matador de inseto oficial da casa.

Aparece um besouro, borboleta, mariposa o que for, se os gatos não pegarem antes, é certeza se ouvir gritos desesperados dos moradores indefesos e lá vou eu com o chinelo.

Pois nesse dia, a Mozy chegando no quarto em que um dos meninos ainda bebê estava dormindo se deparou com uma barata voadora por dentro da proteção do berço.

Ela não pensou duas vezes: abriu a proteção, pegou a barata com a mão.

Eu disse: COM A MÃO (aiecameudeusdocéuquenojotirissodaqui!) e jogou fora pela janela.

Se houve gritos desesperados de pânico?

“Claro que não! Afinal, o bebê tava dormindo”.

Então tá.

Fico lisonjeado, quando ela grita quando tem barata em casa hoje em dia.

Ela falou isso só pra eu me sentir o macho alfa defensor da prole indefesa. HÁ HÁ.

Segundo causo…

Mas tem vez que a coisa pega e a gente tem que se segurar pra não vacilar feio.

Num dia chuvoso um dos meninos, que não tinha o que fazer, resolveu tomar banho na chuva.

Mas como para adolescente a coisa tem que se ligada no modo hard, ele resolveu jogar bola na quadra de futsal molhada.

Já estão imaginando né?

Pois numa jogada que ele fez, escorregou e caiu de boca no chão.

Dente quebrado?

Sim, claro! Mas isso foi o de menos.

O dente que quebrou feriu o lábio inferior dele até atravessar de um lado a outro. Tipo os índios Caiapós, lembra?

Corremos pro hospital e todo mundo dando a maior força pro pivete que estava apavorado, até que o médico foi lavar e suturar o ferimento.

A Mozy não sei como se saiu porque não vi, já eu tive um ótimo tratamento do corpo médico do hospital. Pelo menos quando acordei do desmaio foi bem legal.

E provei novamente, depois de velho, o carinho de mãe da Mozy, cuidando do Raoni costurado e do belo adormecido aqui.

Leitinho quente e beijinho na testa.

Bom demais, viu!