A professora rasgou o trabalho na frente da sala toda

a professora rasgou o trabalho da minha filha

 eImagine: sua filha entra no carro e, calmamente, diz que a professora rasgou o trabalho na frente da sala toda. Eu, que sempre fui ponderada, fiquei extremamente transtornada e queria ir direto à delegacia mais próxima e fazer B.O. contra a professora. No entanto, com a voz bem branda e de forma muito pausada e didática, Gigi … Ler mais

#TipoMenina: a campanha que fez minha filha se sentir empoderada

tipomenina

Eu ainda não tinha visto o último vídeo da campanha #TipoMenina, da Always, até que a Gigi me pediu para ver e escrever sobre, por se sentir representada.

 

“Mãe, olha esse vídeo. Você pode escrever algo sobre isso no seu blog? Tem um monte de mães e pais de meninas que acham que futebol é coisa de menino e se você escrever, talvez ajude-os a entender melhor”.

Esse foi o pedido da Gigi para mim ontem, após ver o vídeo da campanha #TipoMenina da Always.

E antes que alguém me pergunte: não, isso não é um #ad (infelizmente, porque eu adoraria que fosse, claro) e nem uma fanfic.

Gigi e eu conversamos muito, como minhas leitoras e seguidoras bem sabem, e um assunto recorrente é como ela se sente ao jogar futebol.

Para ela é relativamente fácil, pois minha restrição é referente ao acidente em que ela quebrou o tornozelo, há dois anos.

Mesmo assim, ao ver como ela estava feliz, entregue e empolgada com o futsal, deixei.

 

Eu não me lembro de ter comentado algo sobre ser esporte de menino, mas se em algum momento ela se sentiu representada pelo comercial, creio que ela tenha ouvido ou percebido algo nesse sentido em algum lugar.

Sendo assim, penso que a campanha seja válida, sim, para ajudar tantas outras meninas a se fazerem entender diante de seus pais, avós, amigos, tios, professores, mostrando que elas são fortes, que elas são capazes e que, acima de tudo, são donas de suas próprias escolhas e das consequências delas.

Temos que aprender a ser orientadores e não donos do destino de nossos filhos, que foi algo que tantos da nossa geração e das gerações anteriores sofreram, por terem os pais determinando a profissão, o que deveriam estudar, com quem se casar, etc.

Penso que seja através de sinais como este da Gi, que me apontou algo que a fazia sentir-se empoderada e, portanto, também apontando o que a incomoda, que podemos evitar os mesmos erros que os nossos pais, ainda mais por conta de nossos preconceitos. Deixemos que nossos filhos nos ensinem a sermos os pais que gostaríamos de ter tido.

#TipoMenina #LikeAGirl

Aproveitando o ensejo, também quero dividir com vocês uma outra campanha de absorvente, agora da marca Libresse (nunca ouvi falar), que foi incrível:

10 motivos para assistir Gilmore Girls

gilmore girls

Conheça os 10 motivos para assistir Gilmore Girls na Netflix com a sua filha adolescente.

Bom, para mim Gilmore Girls não foi uma série qualquer. Foi uma série que me ajudou muito a entender a relação “mãe e filha” que hoje tenho com a Gi.

A maneira como elas interagem em contraste com a mãe da Lorelai, me mostravam que tipo de mãe eu queria ser.

E hoje terei a oportunidade de assistir Gilmore Gilrs com a minha filhota ao lado, podendo rir, chorar e conversar sobre cada situação.

Então vamos aos 10 motivos para assistir Gilmore Gilrs:

  1. Seja você a mãe, a filha ou a avó, você vai se identificar com várias situações da série.
  2. Em nenhum outro seriado, a relação entre mães e filhas é tão orgânica e realista.
  3. Assistir Gilmore Gilrs também nos mostra que mães, filhas e avós vivem relacionamentos além da maternidade.
  4. Você vai aprender que mesmo tentando acertar, a gente erra muito.
  5. O humor da série é bem leve, mas inteligente e gostoso.
  6. As relações amorosas de mães e filhas são complicadas, mas as fortalecem e aproximam.
  7. Assistir Gilmore Girls nos mostra que dá para fazer série sobre mulheres sem falar só de consumismo, exageros e desesperos.
  8. Com as Gilmore Girls, a gente aprender que todo mundo exagera e faz drama, às vezes.
  9. A gente também aprende que não é só mãe que tem mania maluca, viu?
  10. Ah! E também aprende que às vezes, a parte lúcida da relação é a filha adolescente, não a mãe.

Bora assistir Gilmore Girls na Netflix?

Estou muito feliz em poder partilhar Gilmore Girls com minha filha, pois sempre me senti um pouco Gilmore Girl e sei que isso vai nos ajudar ainda mais a entender a nós mesmas e ao mundo que nos cerca.

Muito obrigada, Netflix!

Ah! Agora veja o vídeo da Lorelai sobre as Gilmore Girls no Netflix:

A alimentação correta para adolescentes

alimentação certa para adolescentes

Conheça a alimentação correta para adolescentes que pode fazer muita diferença na saúde deles. Ainda mais para meninas na pré-menarca, que é a fase de “explosão hormonal” e quando se podem desencadear os tão perigosos distúrbios alimentares. Sem falar que os adolescentes, por falta de cuidados com alimentação, são muito suscetíveis à intoxicação alimentar. Pensando nisso, fui consultar … Ler mais

10 conselhos de mãe incríveis

conselhos de mãe

Se tem uma coisa que é incrível, é como conselhos de mãe sempre acertam. Pode demorar, mas sempre acertam, né? Até porque, por muitas vezes, a gente não conta só para não ter que ouvir o famoso “Eu avisei”. Acontece que, no fundo, o problema não é contar para a mãe, é não ouvir os … Ler mais

5 dicas para não ser inconveniente com o filho dos outros

como não ser inconveniente com os filhos dos outros

Estava na padaria do meu antigo condomínio, quando vi uma cena que me inspirou a escrever 5 dicas para não ser inconveniente com o filho dos outros A mãe e o pai na fila do pão com seu garoto de uns 3 anos. Ele vinha com algo na mão, acho que um carrinho: “Mãe, eu quero”. … Ler mais

Aleitamento Materno na UTI Neonatal: decisivo para salvar vidas

aleitamento materno na uti

O aleitamento materno é mais do que o ato de alimentar. É a aliança de mãe e filho, é um elixir de força e vitalidade para o bebê, especialmente os que ainda lutam pela própria sobrevivência. Em 2014, trabalhei na Santa Casa de Suzano e lá pude conhecer o lado de dentro de uma instituição de … Ler mais

Por que sempre evitei falar sobre criação de filhos?

Por que sempre evitei falar sobre criação de filhos? - Escola, Futuro & Intercâmbio

Medo. Desde que a Gi tem seis anos, planejava falar de criação de filhos, do que eu achava, queria fazer, faria, etc. Mas sempre tive medo de estar errada e depois ouvir/ler os famosos “Nossa, mas você não vivia escrevendo sobre isso?”

Um vídeo que gravei com a Gigi aos 6 aninhos, quando comecei a pensar em empreitar um projeto sobre “Ser Mãe e Filha”.

Infelizmente, não nasci com o chip do “Só dá errado com o filho dos outros” e TODO SANTO DIA acordo pensando “E se de errado com a Gi?. E se ela crescer e virar uma escrota, mesmo com tudo o que a ensino, tento explicar, etc? E se ela fracassar na vida profissional? E se ela se apaixonar por um traficante e viver sob ameaça constante? E se, se, se…”.

E com isso, sempre evitei falar e escrever sobre o assunto. Mas eu sei que agora que vejo a Gi aos 12 anos e se saindo uma pessoa boa, com boa índole, me sinto um pouco menos com medo — mas ainda com bastante — , porém achei que devesse arriscar.

Arriscar o que todos os pais do mundo arriscam, mesmo com todas as possibilidades de dar errado: arriscar apostar que vai dar certo! E se não der, estarei tão decepcionada comigo mesma e com tudo que, convenhamos, não acho que estarão errados os que me questionarem sobre isso, nem muito menos que eu estarei achando isso, uma das minhas prioridades.

Então, esperando e contando que não vá dar errado, vou começar a falar do que sei que faço muito bem nessa vida: educar uma filha!

E, AINDA BEM, tenho uma filha bacana e show de bola que colabora com o próprio processo educacional. Ela curte me ver pensando na melhor forma de lidar com cada questão, etc.

Gigi é extremamente desorganizada (puxou a mim, infelizmente nisso), bagunceira e avoada. Do tipo que se estiver indo até a cozinha beber água e encontrar uma borboleta no corredor, para para ver a borboleta e nunca mais lembra de ir até a cozinha, o que iria fazer lá, nada. Essa questão já estamos providenciando acompanhamento profissional para que ela aprenda a lidar e domina-las.

Ela é cheia de ideias, sonhos, vontades, de boa vontade, mas se perde em suas próprias ideias, sonhos e vontades. E seria lindo, do ponto de vista lúdico, viver assim. Mas na vida real, é preciso uma certa dose de organização e disciplina. É preciso ter ordem e saber seguir regras e não apenas ter boa vontade e bom coração.

E não é porque é minha filha, mas é sagaz, inteligente e tem um jeito incrível com pessoas — e com miçangas, socorro! rsrs — mas também não é porque é minha filha que não vou omitir que isso pode ser usado de forma distorcida, porque pode, sim. Cabe a mim fazer o impossível para evitar e tentar mante-la no caminho das flores, do bem.

Se não escrevi muito sobre o que penso de como educar uma filha, foi por medo. Mas não vou mais me acovardar. Tenho muito a compartilhar — e não a ensinar, deixo bem claro — com vocês. Não sou nenhuma doutora, nenhuma dominadora das ciências maternais, nada disso. Sou apenas uma mãe que se dedica muito a formar um ser de bom caráter.

A culpa é sempre da mãe

a culpa é sempre da mãe

Engraçado como em tudo a culpa é sempre da mãe, né? Desculpem ter que dar essa notícia para vocês, pois não queria decepcioná-los, mas ser mãe não nos torna onipresentes, oniscientes e onipotentes. “Nossa, vocês viram que fulana de 13 anos já tá namorando? A mãe dela deve ser muito descuidada.” “Viu como os cabelos daquela menina estão … Ler mais